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set 20 2021

Mercado mundial tem alerta por empresa chinesa com dívida de US$ 300 bilhões

What Next for Evergrande? - China Briefing News

O mercado financeiro global abriu hoje (20) em derretimento com notícias preocupantes do grupo de construção chinês Evergrande, levantando preocupações com um possível ‘alerta de quebradeira’ na China – e no mundo.

A empresa é segunda maior do imenso mercado chinês, a ponto de fazer parte da lista Global 500, da revista Fortune, que reúne as maiores companhias do mundo em receita.

A Evergrande foi fundada em 1996 e alcançou a prosperidade no mercado imobiliário. A empresa assina projetos de construção em 280 cidades, tem uma subsidiária no mercado de veículos elétricos, uma empresa de mídia, um parque de diversões e um time de futebol, o Guangzhou Evergrande.

A expansão da Evergrande foi patrocinada por um endividamento sem precedentes. A empresa tem mais de US$ 300 bilhões em débitos abertos, com juros rolando acima da capacidade de pagamento.

Dívida alta costuma ser característica comum em empresas de construção pela própria natureza do negócio. É necessário colocar dinheiro à frente para financiar projetos e aguardar o recebimento aos poucos, conforme os compradores financiam seus imóveis.

A Evergrande, contudo, esticou demais o comprometimento de caixa e a crise mundial causada pela pandemia abalou o faturamento previsto.

O primeiro sinal de que havia desajuste aconteceu em agosto do ano passado, quando a construtora pediu socorro ao governo de Guandong (onde está sediada), pois não teria fundos para pagar dívidas com vencimento em janeiro. Um dos grandes investidores da empresa capitaneou o alívio e esticou o prazo de pagamento de US$ 13 bilhões.

Ainda assim, a crise de solvência seguiu. A empresa chegou a desenhar um plano para cortar US$ 100 bilhões da dívida até meados de 2023, mas até agosto havia cortado apenas US$ 8 bilhões. A agência de classificação de risco Fitch diz que algum tipo de calote é “provável”.

A situação chegou ao ponto de, segundo o jornal The New York Times, a empresa “forçar” os próprios funcionários a fazerem empréstimos de curto prazo em setembro deste ano para garantir o pagamento de bônus ao fim de 2021.

No sábado, a empresa disse em uma postagem do WeChat que os investidores interessados ​​em resgatar produtos de gestão de fortunas com ativos físicos devem entrar em contato com seus consultores de investimento ou visitar escritórios locais.

Com informações de G1

Foto> China Briefing

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