Ele afirmou que, mesmo do ponto de vista internacional, não há expectativas de se ter vacina para todos, citando que a Covax Facility, consórcio internacional para produção de imunizantes contra a Covid-19 , tem como objetivo “um aceso a 2 bilhões de doses para vacinar todo o mundo”.

“E por aí nós verificamos que é uma meta bastante ambiciosa, porque não se imagina que haverá vacina para se vacinar todos os cidadãos do planeta Terra”, destacou o secretário.

No Brasil, há quatro vacinas sendo testadas. Ontem, o laboratório Janssen-Cilag , responsável por um dos estudos no país, enviou um pacote de dados sobre eficácia e segurança verificadas nas pesquisas para avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O objetivo, com o envio parcial dos dados, conforme são produzidos, é agilizar um futuro pedido de registro na agência reguladora . O método, chamado de submissão contínua, foi criado para o contexto da pandemia, que exige urgência dos órgãos públicos. Tradicionalmente, todas as informações só são enviadas ao final das pesquisas.

Janssen-Cilag é quarto laboratório a enviar os dados à Anvisa. Com isso, todas as farmacêuticas com pesquisa de vacinas em andamento no Brasil já iniciaram a remessa de informações ao órgão. Nenhum solicitou ainda o registro da vacina.

O governo federal apoia, inclusive com recursos alocados, a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universdade de Oxford, que poderá ser fabricada pela Fiocruz no país, caso aprovada pela Anvisa.