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fev 07 2019

Ministério da Saúde estuda rever Mais Médicos

O Ministério da Saúde planeja iniciar ainda este mês um debate sobre os rumos do Mais Médicos, situação que poderá levar ao fim do programa nos moldes em que foi criado em 2013.

À reportagem da Folhapress, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, disse que a ideia é discutir, com as secretarias municipais de Saúde, maneiras de levar médicos a cidades com maior carência desses profissionais e os critérios usados hoje para definir quais municípios precisam de médicos custeados pela União.

Segundo ele, a tendência é manter políticas federais de apoio para levar médicos ao que chama de “Brasil profundo”, o que incluiria áreas mais distantes dos centros urbanos e comunidades ribeirinhas, por exemplo. Já outras cidades podem ter essa participação reavaliada.

“Acho que não tem hipótese da União não fazer a seleção e disponibilizar os médicos para essas cidades do Brasil profundo. Mas temos que discutir esse Brasil intermediário”.

“Será que essas cidades precisam? O programa começou com Brasília. Não me parece que Brasília seja uma cidade que precise. Tinha uma cidade do Paraná que tinha 53 médicos cubanos. Vamos discutir quais são os critérios”, afirma.

Questionado, Mandetta evita ser taxativo sobre o fim do Mais Médicos, mas diz que a tendência é que ele seja, sim, substituído por um novo modelo. “Será que vai continuar com esse formato? Ou vamos partir em algumas localidades para ser por concurso?”, sugere.

Para ele, houve “uso político” do programa. “Esse programa sofreu uma série de utilizações políticas onde os prefeitos muitas vezes despediram os médicos para receber médico da União. Virou mercadoria.”

Em entrevista antes da posse, Mandetta já havia sinalizado que pretendia rever o Mais Médicos e trocá-lo por outros formatos, como uma carreira de Estado para médicos.

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