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fev 07 2019

Ministro relata ameaça a equipe do governo em hospital no RJ e suspeita de milícia

Blog de Andréia Sadi

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gustavo Bebianno, disse ao diretor interino do Hospital Federal de Bonsucesso, no Rio, Paulo Roberto Cotrim de Souza, durante uma reunião, que uma equipe do governo federal sofreu ameaças ao visitar o hospital para iniciar a elaboração de um plano de melhoria do atendimento ao público

Bebianno revelou as ameaças em um encontro no Departamento de Gestão Hospitalar do Ministério da Saúde, no centro do Rio de Janeiro.

O encontro, ontem (6), reuniu Bebianno, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, e diretores dos hospitais federais. Na reunião, foram apresentadas as primeiras propostas de ação para melhorar o atendimento e a gestão nas unidades.

“O hospital de Bonsucesso foi o único que tentou intimidar parte da nossa equipe”, disse Bebianno.

Há duas semanas, o Ministério da Saúde exonerou a diretora do Hospital Federal de Bonsucesso, Luana Camargo. A unidade sofria com ar-condicionado sem funcionar, superlotação e faltas de médicos a plantões. Além disso, funcionários do hospital afirmavam que ex-diretora nomeou indicados políticos e pessoas sem experiência.

O ministro Bebianno disse ao blog que o governo apura as ameaças. Diante das intimidações relatadas por ele no vídeo, o blog perguntou ao ministro se há suspeitas de envolvimento de milícias na gestão do hospital; Ele disse que não há somente suspeitas, mas “fortes indícios e depoimentos”.

“Não só suspeitas como fortes indícios e depoimentos. Estamos apurando. Não podemos afirmar, ainda, em definitivo, se há ou não o envolvimento direto de milícias na gestão do hospital de Bonsucesso. O que podemos assegurar é que há muita coisa estranha por lá. Não nos intimidaremos por pressões ou ameaças, veladas ou explícitas. É vontade do senhor presidente da República a recuperação dos seis hospitais federais do Rio de Janeiro. Missão dada é missão cumprida”, disse Bebianno.

jornal “Extra” informou que o caso está sendo investigado pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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