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jul 29 2019

Morte de cacique no Amapá será investigada pela Polícia Federal

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A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar a morte do cacique Emyra Wajãpi da terra Waiãpi, em comunidade indígena localizada na cercania da cidade de Pedra Branca do Amapari, no Amapá.

A Polícia Militar encontrou a vítima com marcas de perfurações pelo corpo. Informações preliminares indicam que o crime foi cometido por um grupo de 50 garimpeiros, que invadiu uma aldeia Wajãpi, conforme revelou com exclusividade o Congresso em Foco. O Ministério Público Federal no Amapá também investiga as circunstâncias da morte e da invasão.

O Conselho das Aldeias Wajãpi (Apina) informa que os ataques começaram na segunda-feira (22), com a morte “de forma violenta” do cacique em aldeia próxima à comunidade Mariry. “A morte não foi testemunhada por nenhum Wajãpi e só foi percebida e divulgada para todas as aldeias na manhã do dia seguinte”, relatou.

No primeiro momento, uma equipe da Fundação Nacional do Índio (Funai) atribuiu a morte do líder indígena a um afogamento causado por ingestão de uma bebida tradicional, durante uma cerimônia. No sábado, o órgão descartou essa possibilidade e confirmou que a causa da morte de Emyra foi a invasão de garimpeiros. “Com base nas informações coletadas pela equipe em campo, podemos concluir que a presença de invasores é real e que o clima de tensão e exaltação na região é alto”, relatou a Funai.

Em nota, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) pediu respeito ao presidente Jair Bolsonaro. “O Cimi exige que o presidente Bolsonaro respeite a Constituição Brasileira e pare imediatamente de fazer discursos preconceituosos, racistas e atentatórios contra os povos originários e seus direitos em nosso país”, disse.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu ao governo que adote as medidas administrativas e judiciais necessárias para “assegurar a integridade física dos integrantes do Povo Indígena Waiãpi” e que sejam apuradas a morte do cacique Emyra Waiãpi e a invasão dos garimpeiros.

 

O Cimi recebe com imensa preocupação e pesar as notícias de ataque de garimpeiros e assassinato de uma liderança do povo Wajãpi, no estado do Amapá. Os discursos de ódio e agressão do presidente Bolsonaro e demais representantes de seu governo servem de combustível e estimulam a invasão, o esbulho territorial e ações violentas contra os povos indígenas em nosso país.

Esperamos que os órgãos e autoridades públicas tomem medidas urgentes, estruturantes e isentas politicamente para identificar e punir, na forma da lei, os responsáveis pelo ataque aos Wajãpi. Esperamos também que o governo Bolsonaro adote medidas amplas de combate à invasão e esbulho possessório das terras indígenas no país.

Por fim, o Cimi exige que o presidente Bolsonaro respeite a Constituição Brasileira e pare imediatamente de fazer discursos preconceituosos, racistas e atentatórios contra os povos originários e seus direitos em nosso país.

Respeite os povos indígenas, presidente Bolsonaro.

Conselho Indigenista Missionário-Cimi

Brasília, 28 de julho de 2019

Com informações de Congresso em Foco

Foto: Agência Brasil

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