De 2 a 19 de outubro, corpos, sobretudo, de matrizes negra e africana ocupam o centro do Movimento Internacional de Dança – MID, que interliga palcos dos principais teatros do Distrito Federal, como o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) e o Espaço Cultural Renato Russo, para celebrar combinações de linguagens das danças urbanas e contemporâneas, refletindo sobre identidades marginalizadas e a vitalidade dos corpos periféricos.
Serão 28 coreografias (quatro internacionais, quatro nacionais e 20 de Brasília) para públicos de todas as idades, com atividades gratuitas e a preços populares (R$ 30 e R$ 15) à venda em bilheterias digitais do CCBB e do Sympla.
Para acompanhar a programação completa, acesse o site do MID.
E assim, vigoroso e politizado, que o MID convida a população de Brasília para dançar intensamente numa programação que traz a força das relações entre África-França-Brasil como um dos pilares dessa edição.
O dançarino e coreógrafo camaronês radicado na França, Bouba Landrille Tchouda, da Cia. Malka, abre a maratona com Até Aqui Tudo Bem (dia 2), às 20h, no Teatro do CCBB).
Trata-se de uma montagem que é resultado do encontro do francês G.U.I.D. (Groupe Urbain d’Intervention Dansée) com sete jovens dançarinos brasileiros do Rio de Janeiro e de Pernambuco. “É um manifesto visual e político que explora a juventude negra e suas formas de resistência, expressando a vitalidade das danças urbanas em diálogo com as questões sociais”, exalta Sergio Bacelar, diretor-geral do MID.
Fonte: Âncora Comunicação – Carla Spegiorin