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jun 26 2018

“Ninguém foi assassinado”, diz ministro do Turismo brasileiro sobre casos de assédio da Copa

“Não morreu ninguém, ninguém foi assassinado”. É assim que o Ministro de Turismo do Brasil, Vinicius Lummertz, falou sobre os casos de assédio cometidos por brasileiros na Rússia durante a Copa do Mundo.

Em entrevista ao UOL Esporte, Lummertz disse: “A repercussão foi grande por causa das redes sociais, não pelo fato em si. Porque não morreu ninguém, ninguém foi assassinado. Perante o mundo real, eu entendo o simbolismo, mas o simbolismo não representa nada estatisticamente”.

O ministro acredita que os casos foram maximizados no Brasil porque o país vive em uma era de intolerância e que as pessoas não perdoam os erros dos outros, como se todos fossem perfeitos e ninguém falhasse.

Lummertz disse que as pessoas brasileiras deveriam se preocupar mais com os assassinatos e acidentes de trânsito que acontecem por aqui. “As pessoas se preocupam com tolices, bobagens cometidas por cinco ou seis pessoas em 70 mil. Estamos deformando as coisas no país. O Brasil é um país também adolescente na forma de avaliar as coisas. Deviam estar preocupados com os 62 mil assassinados e recordes de acidentes de trânsito que temos no planeta”, continuou o ministro.

O político comparou o caso dos assédios com o do nadador americano Ryan Lochte, que inventou uma história de assalto durante as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

“Estamos preocupados com cinco pessoas que fizeram bobagem. Nas Olimpíadas, aquele nadador americano não fez uma bobagem? Bobagem faz parte da vida, tolices, erros”, completou o ministro.

Por fim, ele ainda exaltou o fato de que existem outros 70 mil brasileiros na Rússia que estão com um comportamento positivo e não deveriam ter suas imagens manchadas por causa de alguns.

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