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fev 09 2015

NOS EUA, JANOT PESQUISA AS INVESTIGAÇÕES SOBRE A PETROBRAS

RENATO RIELLA

Em meio a tantos escândalos que cercam a Petrobras, um dos grandes medos nas áreas oficiais é que a presidente Dilma Rousseff seja responsabilizada, pela Justiça dos Estados Unidos, nos processos internacionais relativos à empresa brasileira.

Esta é uma das respostas que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, poderá buscar na viagem que está fazendo a Washington.

Ele acompanha representantes da força-tarefa da Operação Lava Jato. Essa investigação apura o esquema de corrupção que atuava na estatal brasileira de petróleos Petrobras.

Janot deve pedir a cooperação das autoridades norte-americanas nas investigações do escândalo político brasileiro, tentando antecipar informações assustadoras que podem surgir nas próximas semanas.

O procurador participará de reuniões no Banco Mundial, no Departamento de Justiça, na Agência Federal de Investigação (FBI) e na Organização dos Estados Americanos (OEA).

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos abriu, em novembro, uma investigação criminal contra a Petrobras. As autoridades norte-americanas estão investigando se a estatal ou funcionários da empresa receberam propina.

A situação da presidente Dilma é preocupante porque, nos momentos mais críticos da Petrobras, ela presidiu o Conselho de Administração da empresa, teoricamente podendo ser responsabilizada por decisões erradas.

Além da investigação criminal, a Petrobras também é alvo da Securities and Exchange Comission (SEC), dos EUA, órgão que regula o mercado de capitais. A Petrobras tem papéis negociados nos mercados de Nova York, por isso o interesse dos EUA nas denúncias.

A Justiça norte-americana quer saber se a Petrobras, seus funcionários ou intermediários violaram o Ato de Práticas Corruptas Estrangeiras, um estatuto anti-corrupção que considera ilegal subornar funcionários estrangeiros para conseguir ou manter negócios.

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