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jul 26 2025

Novas exposições priorizam pessoas cegas ou com baixa visão

O Governo do Distrito Federal (GDF) consolida seu compromisso com a inclusão cultural com duas exposições inovadoras, fomentadas pelo Fundo de Apoio à Cultura do DF (FAC), que priorizam a acessibilidade de pessoas cegas ou com baixa visão.

As mostras O que nos toca, da artista Bety Alvarenga, e Sensibilità, de Claudia Bertolin, redefinem a experiência artística ao transformar o tato em protagonista e promover a democratização da arte.

O projeto “Sensibilità: uma experiência sensorial e inclusiva”, de Claudia Bertolin, percorre shoppings do DF entre julho e outubro. A exposição exibe obras criadas com a técnica de fusing (fusão de vidro e metal), além de peças produzidas por pessoas com deficiência visual em oficinas realizadas no Centro de Ensino Especial de Deficientes Visuais (CEEDV) e na Biblioteca Braille Dorina Nowill.

Com curadoria de Bisser Nai, a mostra integra audiodescrição via QR Code, descrições em Braile, intérpretes de Libras e mediação tátil. A temporada, no JK Shopping (Taguatinga), vai de amanhã (27) até o dia 7 de setembro, seguindo para o Venâncio Shopping (Plano Piloto) de 1º a 29 de outubro, com visitação sempre das 10h às 22h.

No período de 5 a 15 de agosto, a exposição O que nos toca estará em cartaz na galeria Espelho-d’Água (Câmara Legislativa do DF), convidando o público a sentir arte além da visão. São 15 obras táteis em 3D, elaboradas com a técnica de arte francesa, pela qual Bety Alvarenga recria de ícones da arte como Michelangelo, Da Vinci, Frida Kahlo e Tarsila do Amaral em relevos de papel, tecidos e algodão.

A mostra oferece audiodescrição por auriculares, identificação em Braile e mediação especializada. Ambas as iniciativas reforçam o impacto social da arte inclusiva. Enquanto O que nos toca propõe uma imersão empática – desafiando videntes a explorar obras de olhos vendados -, Sensibilità amplia o diálogo multissensorial, incorporando audição. Os projetos, viabilizados pelo FAC, destacam-se não apenas pela acessibilidade, mas pela construção de pontes entre diferentes formas de perceber o mundo.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, essas exposições representam o que há de mais potente na política cultural do DF: arte feita para todos, com sensibilidade, inovação e inclusão. “Ao apoiar projetos dessa natureza, o FAC reafirma nosso compromisso com a acessibilidade e com uma cultura verdadeiramente democrática, que acolhe e transforma”, afirma.

Fonte: Agência Brasília

Foto: Secec-DF

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