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nov 29 2018

Operação contra fraude milionária em contratos para alimentação de presos em Roraima

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A Polícia Federal realiza hoje(29) uma operação contra desvio de recursos públicos do sistema penitenciário de Roraima, com faturamento próximo a  R$ 70 milhões  entre 2015 e 2018. Um dos envolvidos, Guilherme Campos, que é filho da governadora Suely Campos (PP), foi preso em Brasília.

Batizada de Escuridão, a operação mira políticos e empresários envolvidos no esquema de superfaturamento. São cumpridos 11 mandados de prisão e 20 de busca e apreensão em Boa Vista e Brasília.

Logo no início da operação, às 6h, a PF esteve na casa da governadora no Centro da capital.

O inquérito da PF foi instaurado em 2017 após investigações apurarem informações de supostas irregularidades em contratos de fornecimento de alimentação para presídios em Roraima. O esquema teve início no começo de 2015, com a contratação emergencial da empresa Qualigourmet, constituída oito dias antes para cuidar da alimentação dos presos no estado.

As investigações mostram que a empresa, responsável pelos fornecimentos desde 26 de fevereiro de 2015 até hoje, superfaturava o valor da alimentação, além de informar quantitativo superior de refeições ao que era efetivamente providenciado e de fornecer alimentos de baixa qualidade.

Os responsáveis pela empresa, que está em nome de laranjas, realizaram saques de aproximadamente 30% do valor dos contratos, em espécie, para o pagamento de propinas e para o enriquecimento ilícito dos reais proprietários do negócio.

Vários saques e repasses foram constatados pela PF através de filmagens feitas durante as investigações, a qual contou também com provas obtidas após representação da Autoridade Policial pela quebra do sigilo bancário e telefônico dos investigados.

O esquema contava com a participação de agentes públicos e políticos, alvos das medidas que estão sendo cumpridas.

Escuridão faz referência à nona praga bíblica do Egito, que veio após aos Gafanhotos, na qual o povo foi colocado sob trevas em razão das ações do Faraó.

Fonte: G1

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