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fev 19 2021

Pazuello vai alterar estratégia de vacinação; prefeitos esperam 4,7 milhões de doses

ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou hoje (19), em reunião com prefeitos, que vai alterar a estratégia de vacinação contra a Covid-19 no Brasil. A informação surge após inúmeros municípios interromperem a vacinação pela falta de imunizantes

De acordo com a FNP (Frente Nacional de Prefeitos), 4,7 milhões de novas vacinas são aguardadas a partir da próxima terça-feira (23) para a imunização de 4,7 milhões de brasileiros. “Vamos continuar atentos à negociação para eventual alteração na metodologia”, disse a entidade.

Pazuello também garantiu para os prefeitos presentes no encontro que “todos os leitos necessários, habilitados e usados serão pagos” pelo governo federal. “Ninguém vai ficar com leito sem poder usar e sem receber pelo uso”, escreveu a FNP nas redes sociais.

Cobrado pelo ex-prefeito de Campinas e presidente da FNP, Jonas Donizette (PSB), o ministro da Saúde garantiu que fará uma adaptação no PNI (Plano Nacional de Imunização) para incluir profissionais de ensino no grupo prioritário “o mais rápido possível, muito provavelmente até março”.

Os prefeitos de Salvador (BA), Bruno Reis (DEM), de Curitiba (PR), Rafael Greca (DEM), e de Cuiabá (MS), Emanuel Pinheiro (MDB), aproveitaram o encontro para manifestar o interesse na aquisição das vacinas pelos municípios. Eles, no entanto, afirmam que precisam de apoio para colocar o plano em prática.

Ontem (18), em reunião com governadores, Pazuello anunciou que serão distribuídas mais de 230,7 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aos Estados até julho. Ele avalia que a quantidade é “suficiente para dar tranquilidade de proteção à população contra essa doença”.

“Faço um apelo, não queremos disputar com o governo federal, mas seria importante permitir que Estados e municípios pudessem comprar para garantir a imunização”, pediu Reis.

Segundo ele, Salvador já consegui fechar uma carta de crédito para comprar os imunizantes, mas a aquisição foi barrada “porque a embaixada colocou óbice”.

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