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jul 28 2020

Pesquisa mostra que apenas 8,9% dos comerciantes estão animados com venda do Dia dos Pais

Os comerciantes brasilienses não estão otimistas em relação às vendas para o Dia dos Pais deste ano. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Fecomércio-DF, apenas 8,9% dos lojistas esperam que as vendas em 2020 cresçam mais do que no ano passado; 48,52% disseram que a procura será menor e 42,61% afirmaram que será igual.

O levantamento foi feito com 406 empresas de diferentes segmentos, concentradas em várias regiões do DF.

Para o presidente da Fecomércio-DF, Francisco Maia, o pessimismo, por causa da crise causada pela pandemia, era esperado. Entretanto, o consumidor não deixará de presentear.

Segundo ele, a data não será igual a dos outros anos. “O empresário está enfrentando a maior crise dos últimos tempos. Após meses de portas fechadas e com prejuízos nas alturas, era esperado que a confiança do empreendedor ficasse abalada”, explica.

“Por outro lado, o consumidor não deixará de comprar, nem que seja uma lembrancinha. Por isso, é necessário que o lojista invista no e-commerce, ou em sistema diferenciados para chegar até o seu cliente, como o delivery ou o take out”.

Apesar do pessimismo em relação às vendas, os empresários esperam que o consumidor que for comprar gaste mais esse ano.

A expectativa em relação ao valor médio do presente é de R$ 350,65, um acréscimo de 39% quando comparado com o ano anterior. Já no quesito Estratégias para o Período, 58,37% pretendem usar algum tipo de estratégia para alavancar as vendas, preferencialmente por: realizar promoção (30,23%); kit de produtos (16,28%); vitrine temática (13,57%); diversidade de produtos (13,57%); divulgação (11,63%) e desconto para compras à vista (6,20%).

Em relação ao preço dos produtos, 86,5% disseram que irão manter o valor; 11,8% afirmaram que vão reduzir e 1,7% aumentarão.

Como justificativa para o aumento, 57,14% responderam que será por causa do repasse do fornecedor; 28,57% disseram que é por conta da pandemia e 14,29% por causa do aumento do dólar. Para a redução, 79,17% afirmaram que vão abaixar os preços para se adequarem ao cenário de crise e 10,42% responderam que é para atrair mais clientes.

O gasto médio esperado pelos consumidores é de R$ 116,12. A preferência de pagamento é pelo o dinheiro (80,6%); crédito (10,6%) e débito (8,8%).

Com informações de Ascom/ Fecomércio -DF

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