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fev 14 2020

Petrobras começa a demitir hoje funcionários de fábrica de fertilizantes

A Petrobras começou hoje (14) a demitir os funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba. De acordo com a empresa, 396 funcionários devem ser desligados até abril.

A empresa anunciou no dia 14 de janeiro que iria “hibernar” a unidade após encerrar as tentativas de vender a fábrica.

Em comunicado divulgado na época, a Petrobras afirmou que a matéria-prima da fábrica estava mais cara que o produto final, e que a unidade vinha acumulando prejuízos desde quando foi adquirida, em 2013.

De acordo com a empresa, os desligamentos acontecerão em três fases. A primeira delas, que acontece de hoje até 5 de março, 144 funcionários serão demitidos.

Outros 103 colaboradores serão desligados de 5 a 25 de março, na segunda fase de desligamentos, e 149 empregados devem ser demitidos de 25 de março a 14 de abril, na última fase de hibernação da unidade.

A empresa informou que a produção já foi interrompida, e até que todos os deligamentos sejam efetivados, a fábrica mantém atividades de expedição dos produtos em estoque e de manutenção dos equipamentos para a garantia da segurança operacional, das pessoas e do meio ambiente.

 

Petroleiros fazem um protesto contra as demissões em frente à Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). A refinaria fica ao lado da fábrica de fertilizantes.

A categoria está em greve desde 1º de fevereiro e cobra a suspensão dos desligamentos.

De acordo com os petroleiros, a Petrobras descumpriu o Acordo Coletivo de Trabalho ao realizar a demissão de todos os funcionários da Fafen.

 

De acordo com a Petrobras, a empresa está oferecendo um pacote de benefícios adicional às verbas rescisórias legais.

Este pacote, segundo a empresa, “inclui um valor monetário adicional entre R$ 50 mil e R$ 200 mil, de acordo com a remuneração e o tempo de trabalho, manutenção de plano médico e odontológico, benefício farmácia e auxílio educacional por até 24 meses, além de uma assessoria especializada em recolocação profissional por seis meses”.

Com informações de G1

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