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nov 30 2018

Pezão terá rotina militar na cadeia; vai participar obrigatoriamente do hasteamento das bandeiras 

O governador Luiz Fernando Pezão (MDB) na PF após ser preso pela Polícia Federal na operação Boca de Lobo

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), passou a primeira noite na cadeiaapós ser preso pela Polícia Federal na operação Boca de Lobo, desdobramento da Lava Jato no Rio que investiga a quadrilha que roubou os cofres do estado.

 Pezão jantou na sua primeira noite e hoje (30) acordou cedo e tomou café na manhã, seguindo a rotina militar do Batalhão Especial Prisional, em Niterói. A família só poderá visitá-lo após 40 dias. 

Ontem, ele recebeu uma quentinha com arroz, feijão, macarrão, salada e uma proteína não revelada (carne ou peixe). Hoje, no desjejum foi servido pão com manteira, acompanhado de um café com leite. 

Pezão está em uma sala do Estado Maior sem grades e com apenas uma porta. Contrastando com o luxo do Palácio Laranjeiras, no local existem somente uma cama e um vaso sanitário. Na ala onde o político ficará existem várias câmeras de segurança e outros preso em outras salas. Em quarentena, o governador só poderá receber visitas dos advogados.

Em relação às refeições, Luiz Fernando Pezão irá almoçar e jantar no “rancho”, o refeitório do presídio militar. O cardápio será o mesmo que qualquer preso come e oferecido pela Secretaria Estadual de Administração Penitenciária (Seap).

A rotina no presídio também inclui direito a banho de sol e a atividades físicas durante as manhãs. Além disso, o emedebista terá que participar obrigatoriamente do hasteamento das bandeiras e ficar em forma durante as apresentações militares. O político também terá que ajudar nos trabalhos do presídio, como contribuir com a manutenção de uma horta que existe no local.

De acordo com os advogados de Luiz Fernando Pezão, o governador preso respondeu todas as perguntas feitas pelos investigadores e negou “veementemente todas as acusações”. A partir de agora, os defensores do emedebista pegarão todos os processos para estudarem um pedido de habeas corpus.

Fonte: O Dia

Foto:  Severino Silva/ Agência O Dia

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