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jul 30 2020

PF faz operação para investigar desvios em contratos na Assembleia de Pernambuco

Policiais federais cumpriram mandados de busca e apreensão na Alepe — Foto: Polícia Federal/Divulgação

Polícia Federal (PF) cumpre, hoje (30), 10 mandados de busca e apreensão em uma operação que investiga empresas beneficiadas por contratos de cerca de R$ 40 milhões com a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Chamada de Coffee Break, a operação apura solicitação de vantagem indevida feita por um servidor da Alepe.

Segundo a PF, esse servidor atuava na comissão de pregoeiros e no setor responsável pelos pagamentos. O pedido de propina teria sido feito por meio de um convite para tomar café, o que deu origem ao nome da operação. Nenhum parlamentar é alvo da investigação.

A Justiça Federal determinou o afastamento temporário do servidor comissionado, que ainda não teve o nome divulgado. Ele e o chefe da organização criminosa estão sendo indiciados pela prática dos crimes de corrupção, advocacia administrativa e dispensa indevida de licitação.

A Polícia Federal solicitou as prisões preventivas do servidor e do empresário investigados pela Operação Coffee Break, mas os pedidos foram negados pela Justiça.

Ao todo, quatro mandados foram cumpridos na Alepe, nas superintendências Geral e de Planejamento e Gestão, na Comissão de Licitação e na sala dos pregoeiros. Os outros seis mandados são cumpridos em residências no Recife e em Ipojuca, na Região Metropolitana, e em Gravatá, no Agreste.

Na capital pernambucana, houve cumprimento de mandados em três bairros: Poço da Panela e Graças, na Zona Norte, e Bongi, na Zona Oeste. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal do Recife.

Ao todo, 20 policiais federais participaram da Operação Coffee Break. Por volta das 9h, todos os mandados já haviam sido cumpridos 

A Operação Coffee Break é um desdobramento da Operação Casa de Papel, que foi deflagrada em junho e investiga uma organização criminosa que controla empresas beneficiadas por meio de contratações fraudulentas com órgãos públicos.

Com informações de G1

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