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out 23 2015

PLANOS DE SAÚDE ESTÃO MORRENDO NO BRASIL. É UMA SITUAÇÃO DRAMÁTICA

 

Nos próximos anos, o Brasil sofrerá uma crise crescente, com a falência dos planos de saúde, que hoje atendem a cerca de 25% da população. O Sistema Único de Saúde (SUS) não terá como absorver essa parcela da população, que ficará desprotegida.

A situação começa a ser denunciada por especialistas. A verdade é que o Brasil, sob crescente crise econômica, não tem renda capaz de sustentar seu atual mercado de planos de saúde, com mais de 50 milhões de clientes.

Esta análise foi feita pela pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Ligia Bahia, durante o programa Observatório da Imprensa, exibido  pela TV Brasil.

Segundo ela, empresas de planos de saúde estão indo à falência, enquanto os consumidores arcam com preços cada vez maiores para ter acesso aos planos. Trata-se de situação vivida por muitos brasileiros e já agravada com a falência de planos grandes, como o Unimed de São Paulo.

“Somos o segundo maior mercado de plano de saúde do mundo, mas não temos o segundo maior PIB [Produto Interno Bruto] do mundo. As empresas vão à falência, não vendem planos individuais, e os preços ficam cada vez mais salgados. Os preços ficam impossíveis de ser pagos pelos orçamentos das famílias e pelas empresas empregadoras. E aí a gente tem um dilema: para onde vamos? Vamos para o SUS ou vamos para um sistema privado, que é do ‘salve-se quem puder’?”, disse.

De acordo com Pedro Ramos, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge), que representa as operadoras de planos de saúde, o setor está passando por uma crise financeira em razão de exigências da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e por causa de má-fé de alguns prestadores de serviços públicos, que cobram dos planos por serviços desnecessários.

“Num país que não tem água nem esgoto, não é possível, num rol de procedimentos, a agência querer trazer tecnologias do primeiro mundo. Além disso, há desperdício em corrupção, em má gestão, na máfia de órtese e prótese e o governo fecha os ouvidos. Temos que discutir um novo modelo de remuneração [aos prestadores de serviços médicos]. Aquele cara que tratar melhor meu paciente, que tirar meu paciente mais rápido do hospital e der uma melhor qualidade de vida para o meu paciente, eu vou pagar mais”, disse Ramos.

Para o advogado João Tancredo, que representa pacientes que não conseguem atendimento satisfatório dos planos de saúde, saúde não pode ser tratada como negócio, porque, nesse caso, quem perde é o paciente.

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