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jun 18 2019

Prefeito de Florianópolis é preso acusado de participação criminosa

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O prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), foi preso na manhã de hoje suspeito de participar de uma organização criminosa que violaria o sigilo de operações policiais em Santa Catarina, além de supostamente participar de um esquema para bloquear investigações de órgãos públicos.

Loureiro era filiado ao MDB até maio deste ano, quando anunciou sua desfiliação. Ele foi detido pela Polícia Federal na operação Chabu, que cumpre mais seis mandados de prisão temporária e 23 mandados de busca e apreensão.

O prefeito e sua comitiva eram esperados na inauguração da Via Expressa – a visita acabou não ocorrendo e toda a agenda de Gean foi cancelada. Às 10h30, assessores e servidores do governo municipal permaneciam reunidos no gabinete da Prefeitura de Florianópolis, no Centro, onde o silêncio predomina nesta terça-feira.

Os policiais federais deixaram a sede da prefeitura por volta das 11h50. Descaracterizados, eles não falaram com a imprensa e foram vistos levando malotes e sacos pretos. Os agentes ficaram no local por volta de três horas.

Em comunicado enviado à imprensa pela manhã, a Prefeitura de Florianópolis informou que Gean Loureiro (sem partido) dará “todas as informações necessárias” e que está aguardando para prestar depoimento na sede da PF.

Entre os detidos como parte da operação está o delegado Fernando Caieron, da Polícia Federal em Florianópolis. Segundo a Polícia Federal, ele é suspeito de atrapalhar a investigação contra uma suposta organização criminosa.

Os agentes federais detiveram, também durante a manhã, o ex-secretário de Estado da Casa Civil, Luciano Veloso Lima, da gestão Eduardo Pinho Moreira (MDB). Entre os 30 mandados expedidos pelo TRF 4 em Porto Alegre há 23 de busca e apreensão.

Após análises dos materiais apreendidos durante a Operação Eclipse, deflagrada em agosto de 2018, a Polícia Federal apurou que a suposta organização criminosa construiu uma rede composta por um núcleo político, empresários, e servidores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal lotados em órgão de inteligência e investigação. O objetivo era embaraçar investigações policiais e proteger o núcleo político em troca de vantagens financeiras e políticas.

Durante as investigações foram apuradas várias práticas ilícitas, dentre as quais destacam-se o vazamento sistemático de informações a respeito de operações policiais a serem deflagradas até o contrabando de equipamentos de contra inteligência para montar “salas seguras” a prova de monitoramento em órgãos públicos e empresas.

As provas obtidas durante as investigações apontam a prática de crimes de associação criminosa, corrupção passiva, violação de sigilo funcional, tráfico de influência, corrupção ativa, além da tentativa de interferir em investigação penal que envolva a suposta organização criminosa.

O nome dado à operação, Chabu, significa dar problema, dar errado, falha no sistema, e é usado comumente em festas juninas, quando os fogos de artifício falham. Segundo a Polícia Federal, o termo era empregado por alguns dos investigados para avisar da existência de operações policiais que viriam a acontecer.

Com informações do ND+

Foto: nstotal

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