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mar 29 2018

Presidente do Egito é reeleito com 92%; participação de eleitores foi de apenas 40%;

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Abdel Fattah Al-Sissi foi reeleito presidente do Egito com mais de 92% dos votos, segundo as primeiras estimativas divulgadas pela imprensa estatal. O índice de participação da população é de 40%.

Cerca de 23 milhões de pessoas, de um total de 60 milhões de eleitores, compareceram às urnas para votar na eleição organizada entre segunda-feira (26) e ontem (28), informaram os jornais Al-Ahram e Akhbar al-Yaum, assim como a agência oficial Mena.

De acordo com o Al-Ahram, além dos 23 milhões de eleitores com votos válidos, outros dois milhões anularam seus votos, com os nomes de candidatos que não estavam na disputa.

Sissi era considerado o vitorioso antes mesmo da eleição. Ele teve apenas um adversário na disputa: Musa Mostafa Musa.

Musa, um empresário de 65 anos, desconhecido da população em geral e simpatizante do presidente, obteve apenas 3% dos votos, de acordo com as estimativas do Al-Ahram. Na quarta-feira à noite, Musa anunciou sua derrota, após a divulgação dos primeiros resultados parciais.

O empresário, líder do minúsculo partido liberal Al-Ghad, virou candidato um pouco antes do fim do prazo para a apresentação de candidaturas, evitando assim uma disputa com apenas um nome.

Al-Sissi, ex-comandante do Estado-Maior das Forças Armadas, destituiu o único presidente egípcio democraticamente eleito – o islamita Mohamed Morsi – após grandes protestos em 2013, e venceu a eleição de 2014 com 96,9% dos votos.

A taxa de participação este ano ficou próxima de 40%, segundo a imprensa, apesar dos apelos do primeiro-ministro Sherif Ismail. Em 2014, o índice chegou a 37% em dois dias de votação e alcançou 47,5% após a prorrogação por mais um dia.

Em uma entrevista coletiva, um dos diretores da Comissão, Mahmud al Sherif, disse que não foram registradas irregularidades durante a votação. Os grupos de oposição convocaram um boicote às eleições.

Durante a campanha não foram organizados debates e Al-Sissi não apareceu em nenhum evento.

Em uma entrevista poucos dias antes da eleição, Al-Sissi disse que preferia enfrentar mais candidatos e negou qualquer intervenção para impedir outros nomes.

A derrubada de Morsi abriu um período de repressão no qual centenas de islamitas morreram ou foram presos. A repressão inicial contra os islamitas atingiu mais tarde os liberais e ativistas da esquerda. Ao mesmo tempo, um movimento rebelde jihadista matou centenas de policiais e civis.

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