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set 20 2021

Previsão da inflação supera estimativas do mercado financeiro e passa de 8%

O mercado financeiro subiu a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do País, pela vigésima quarta semana, ao mesmo tempo em que elevou sua previsão para a taxa básica de juros em 2021.

As previsões do mercado constam no relatório “Focus”, divulgado hoje (20) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada, em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para a inflação, a expectativa do mercado para o ano de 2021 avançou de 8% para 8,35%.

O centro da meta de inflação, em 2020, é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do mercado já está acima do dobro da meta central de inflação (7,5%).

Em 2020, pressionado pelos preços dos alimentos, o IPCA ficou em 4,52%, acima do centro da meta para o ano, que era de 4%, mas dentro do intervalo de tolerância. Foi a maior inflação anual desde 2016.

Para 2022, o mercado financeiro subiu de 4,03% para 4,10% a estimativa de inflação. Foi a nona alta seguida no indicador. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,50% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 5,04% para 2021.

Para 2022, o mercado baixou a previsão de alta do PIB de 1,72% para 1,63%. Foi a terceira redução seguida na estimativa de crescimento.

Em setembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, admitiu que o “barulho político” dos últimos dias, resultado do discurso de caráter golpista do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações de 7 de Setembro, poderia afetar o ritmo de crescimento da economia brasileira, gerando uma desaceleração.

O mercado financeiro também subiu de 8% para 8,25% ao ano a previsão para a Selic no fim de 2021. Com isso, os analistas passaram a estimar uma alta maior nos juros neste ano.

Em março, na primeira elevação em quase seis anos, a taxa básica da economia foi aumentada pelo BC para 2,75% ao ano. Em maio, o Copom elevou o juro para 3,5% ao ano e, em junho, a taxa avançou ara 4,25% ao ano. Na semana passada, a taxa subiu para 5,25% ao ano.

Para o fim de 2022, os economistas do mercado financeiro elevaram a expectativa para a taxa Selic de 8% para 8,5% ao ano, o que pressupõe alta do juro básico da economia também no próximo ano.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2021 ficou estável em R$ 5,20. Para o fim de 2022, avançou de R$ 5,20 para R$ 5,23 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2021 recuou de US$ 71 bilhões para US$ 70,7 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado ficou estável em US$ 63 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano recuou de US$ 51,15 bilhões para US$ 50 bilhões. Para 2022, a estimativa permaneceu em US$ 65 bilhões.

Com informações de G1

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