A produção industrial de julho apresentou queda em relação a junho em nove dos 14 locais pesquisados pelo IBGE, que divulgou hoje os dados regionais da Pesquisa Industrial Mensal. O recuo mais acentuado foi registrado em São Paulo, onde a produção industrial é mais concentrada e teve recuo de 4,1%.
Fica difícil imaginar um crescimento expressivo do PIB (Produto Interno Bruto) do país quando a produção industrial cai em São Paulo e em outros grandes centros. E, ao mesmo tempo, não existe um projeto definido do governo para reerguer a indústria brasileira.
A retração da indústria paulista foi a mais intensa desde setembro de 2011 (-5,4%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, no entanto, houve alta de 0,2%, contribuindo para o crescimento acumulado de 2,5% em 2013 sobre 2012. Nos últimos doze meses, a produção do setor subiu 1%.
As quedas em relação a junho foram constatadas em toda a região Sudeste, mas com menor intensidade. O Rio de Janeiro (-0,1%), Espírito Santo (-0,9%) e Minas Gerais (-0,7%) recuaram na comparação com o mês anterior, mas a indústria fluminense, assim como a paulista, conseguiu um resultado positivo, quando considerado o percentual de 2012 (de 2,1%).
Entre os estados da região, o Espírito Santo tem as maiores quedas acumuladas, tanto em 2013 (de 8,7%), quanto nos últimos 12 meses, de 7,8%.
A indústria do Pará foi a que mais cresceu em julho em relação ao mês anterior, com 3% de alta. Na comparação interanual, o avanço foi menor, de 0,4%, e as taxas acumuladas de janeiro a julho e nos últimos doze meses são negativas, de 8,6% e 5,9%.
O outro estado pesquisado da Região Norte, Amazonas, caiu 0,9% sobre junho, subiu 10,2% em relação a julho de 2012 e acumula alta de 3,3% em 2013.
O Nordeste registrou queda de 0,3% na comparação com junho, mas avançou 5,6% sobre julho. Na região estão os dois estados que tiveram alta da produção – Ceará (1,5%) e Bahia (0,5%).
De outras áreas do país, Paraná (1,9%) e Goiás (1,3%) completam a lista de estados com crescimento da produção industrial sobre junho.