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dez 29 2016

PUTIN NÃO VAI À POSSE DE TRUMP

ALEX SOLNIK

Desde a eleição de Donald Trump circula a informação de que sua vitória teria tido um dedo de Putin, por meio de hackers russos e há, do outro lado, notícias de paixão desenfreada de Trump por Putin.

Mas nem Moscou nem a Casa Branca acreditam nessa história da carochinha.

Pode servir para vender jornais e acalmar a população mundial, alarmada com o que pode vir a acontecer quando um cara com perfil de imperador ensandecido e ambicioso tiver o controle das 7.650 ogivas nucleares americanas, instaladas inclusive em várias bases de lançamento na Europa.

A verdade é que Trump e Putin não se conhecem pessoalmente, nunca conversaram por telefone nem trocaram mensagens.

Pode até haver uma certa química entre eles, ambos comandantes-em-chefe das duas nações mais militarizadas e letais do planeta, mas os interesses estratégicos da Rússia e dos Estados Unidos são diferentes e, na maioria das vezes, conflitantes.

Prever uma convivência pacífica entre a nação que busca expandir sua influência onde houver petróleo e mercado de consumo e a outra que, a exemplo do que fez na Síria, dá a entender que não quer perder influência nas áreas vizinhas, é uma ilusão de carnaval.

Mas nem nos Estados Unidos nem na Rússia há carnaval.

Putin não pretende se aproximar de Trump antes de saber mais claramente como vai conduzir sua política externa, nem para dar um aperto de mão, tanto é que não há sinal de que vai comparecer à sua posse, no dia 20 de janeiro.

O chanceler Sergei Lavrov deverá representá-lo, tal como sucedeu na segunda posse de Obama, há quatro anos.

E tem mais um detalhe que os antagoniza: Rússia é a terra da vodka e Trump é abstêmio.

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