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jun 28 2013

REDUÇÃO DO IPI PARA CARROS CAUSA PROBLEMAS GRAVES

 RENATO RIELLA

O Brasil chegou onde está por causa de atitudes irresponsáveis, de efeito político localizado. Uma das iniciativas causadoras de grande desregulagens no Brasil é a desoneração oferecida aos fabricantes de veículos e a outros produtos industriais.

Há pouco, no programa do partido PPS, foi mostrado que a redução do IPI no setor de veículos gerou grave problema financeiro para estados e municípios. Isso porque caiu o repasse da União para as unidades da Federação, que é feito pelo Fundo dos Estados e Municípios (FPE). O FPE tem o IPI na sua composição.

Vale lembrar que, no auge da crise econômica mundial de 2007/2008, o presidente Lula veio a público dizer que o Brasil sofreria apenas uma marolinha, mandando o povo comprar e comprar mais.

Para incentivar esse consumo, isentou a venda de veículos do imposto industrial (IPI), medida que depois foi estendida aos produtos da chamada linha branca (geladeiras, fogões, etc).

Essa medida, adotada no ímpeto pelo então presidente, sem qualquer planejamento, deixou de ser emergencial e foi mantida inclusive pela presidente Dilma. Surgiram financiamentos em até 60 meses (e até mais do que isso), para carros.

Milhões de brasileiros se endividaram e quando estavam acabando de pagar, o veículo já nem existia.

Outro efeito daninho é que as cidades, em vez de incentivarem o uso do transporte coletivo, explodiram com a presença de mais e mais carros particulares. Hoje, todos os grandes centros estão inviabilizados.

E aí chegamos às manifestações de rua, que em boa parte resultam dessa medida maluca tomada por Lula em 2007/2008 e mantida por Dilma.

Enquanto ele achava que estava salvando a economia do Brasil, proporcionou às fábricas de automóveis, todas elas ligadas a grandes grupos internacionais, enviar bilhões de dólares para suas matrizes.

No auge da crise de 2007/2008, todos se lembram que o presidente Barack Obama chegou a temer que a poderosa GM quebrasse. Quem ajudou a evitar isso foi a GM do Brasil, que mandou em socorro à empresa mais de um bilhão de dólares.

O machismo do Lula gera muitos outros transtornos. Com o aumento monstruoso de carros nas ruas, o país deixou de ser auto-suficiente em petróleo, passando a importar gasolina.

Como a gasolina não pode subir de preço, por causa da reação da população e também pelos efeitos na inflação, coube à Petrobras bancar a farra de automóveis nas cidades brasileiras.  

Na sequência, com medo de aumentar o preço da gasolina, Dilma aumentou o preço do diesel, para dar um  alento à Petrobras. Com isso, afetou a sustentabilidade dos veículos pesados, refletindo-se no mercado de caminhões e ônibus.

Uma decisão demagógica de Lula, tomada em 2007/2008, ainda hoje produz efeitos nefastos e certamente ajuda a mobilizar massas nas manifestações de rua, sem imaginar que tudo começou lá atrás.

Se a gente se aprofundar, vai descobrir muitos outros efeitos nefastos da redução do IPI para automóveis, mas o governo nem se deu conta disso, pois não há visão crítica sobre atos políticos malucos.

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