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mar 30 2021

REFORMA ATINGE NOVE MINISTÉRIOS E ESTATAIS

Presidente Bolsonaro fez reforma profunda no Governo nas últimas semanas, alterando nomes em nove ministérios e em duas importantes estatais (Petrobras e Banco do Brasil).

 

Ontem, as mudanças atingiram seis ministros e ocorreram no Ministério da Defesa, Casa Civil, Secretaria de Governo, Advocacia-Geral da União, Ministério das Relações Exteriores e Ministério da Justiça.

 

Com a nomeação do General Walter Braga Neto para a Defesa, poderão ocorrer alterações nos Comandos das Três Forças Armadas.

 

Na área política, também haverá reflexos. Antes, Bolsonaro havia nomeado o Deputado Federal João Roma para o Ministério da Cidadania, deslocando o também Deputado Onix Lorenzoni para a Secretaria-Geral.

 

E, mais recentemente, o médico Marcelo Queiroga assumiu o Ministério da Saúde, passando a liderar o combate à Covid-19.

Com essa Reforma de Governo, Bolsonaro busca nova relação com os militares. Adota também nova postura em relação à pandemia, provavelmente mudando ainda a postura em relação à política externa do Brasil.

 

A nomeação de dois deputados federais ligados ao chamado Centrão para o Ministério tende a facilitar o enfrentamento de grandes temas no Congresso Nacional. O mais grave desafio é a necessidade de se corrigir falhas detectadas no Orçamento de 2021, que deve ser sancionado por Bolsonaro com vetos.

 

NOVOS MINISTROS ANUNCIADOS ONTEM

Ministério da Defesa: sai General Fernando Azevedo e Silva. Entra General Walter Braga Netto.

Casa Civil: sai General Walter Braga Netto e entra General Luiz Eduardo Ramos.

Secretaria de Governo da Presidência: sai General Luiz Eduardo Ramos e entra Flávia Arruda, deputada federal indicada pelo Presidente da Câmara, Arthur Lira. Ela foi presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.

Advocacia-Geral da União: sai José Levi Mello e entra André Luiz Mendonça.

Ministério da Justiça: sai André Luiz Mendonça e entra Anderson Gustavo Torres, delegado da Polícia Federal, hoje Secretário de Segurança Pública do DF.

Ministério das Relações Exteriores: sai Ernesto Araújo, que entrou em linha de choque com o Congresso Nacional, e entra o Embaixador Carlos Alberto Franco França, que já atuou no Cerimonial do Palácio do Planalto. 

 

BRASIL – Número de pessoas vacinadas contra a covid-19 no Brasil chegou a 16.258 743, equivalente a 7,68% da população total. Nas últimas 24 horas, 782.738 pessoas receberam a vacina.

 

Mais de 4,8 milhões receberam a segunda dose, o que representa 2,28% da população.

Instituto Butantan anunciou o repasse ao Ministério da Saúde de cinco milhões de doses da Coronavac.

 

Foram mais 1.660 óbitos pela Covid-19 ontem no Brasil, elevando o total a 313.866.

 

GOVERNADORES – Carta de 16 governadores denuncia a ação de autoridades federais, principal parlamentares, para estimular motins policiais nos estados.

 

O documento conclama o Presidente Bolsonaro, o comando do Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal a combaterem ameaças e “fake news” contra alguns governadores.

 

Os governadores são liderados pelo Governador Rui Costa, da Bahia. Este está enfrentando problemas gravíssimos com os militares do estado, depois que um policial foi fuzilado pela Polícia Militar no Porto da Barra, em Salvador, ao rebelar-se contra ações feitas para manter o lockdown.

 

João Dória, Governador de São Paulo, que deixou de morar na sua casa, abrigando-se no Palácio dos Bandeirantes por questões de segurança, assinou a carta.

 

PROTESTO – Ontem, na Esplanada dos Ministérios em Brasília, já havia manifestantes, que estão chegando a Brasília para ato a favor do Presidente Bolsonaro e contra o fechamento de atividades econômicas, previsto para amanhã.

Não dá para prever a dimensão dessa massa. 

 

ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 5,766, com valorização de R$ 0,025 (+0,43%).

Índice Ibovespa, da Bolsa de Valores, chegou aos 115.419 pontos, com ganho de 0,56%.

Por RENATO RIELLA

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