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jul 29 2021

REFORMA TAXA SUPER-RICOS E PRESERVA O SIMPLES

Todas as micro e pequenas empresas optantes do Simples Nacional continuarão isentas da taxação de dividendos, disse ontem o Ministro da Economia, Paulo Guedes.

No entanto, a proposta de Reforma Tributária em tramitação no Congresso pretende fazer com que os super-ricos paguem mais impostos.

Guedes confirmou a isenção para as empresas de menor porte após se reunir com o deputado Celso Sabino (PSDB-BA), relator da Reforma Tributária na Câmara dos Deputados.

“Há 25 anos, os cidadãos mais ricos do Brasil não pagam o Imposto de Renda sobre lucros e dividendos. Então, nós justamente colocamos esse imposto. Estamos dizendo: os super-ricos vão pagar esses impostos e nós vamos justamente aliviar 32 milhões de assalariados contribuintes que pagavam e estão pagando menos. Os super-ricos pagam mais”, afirmou o ministro.

O ministro negou que haja mudanças em relação ao fim da dedução dos Juros sobre Capital Próprio (JCP) do Imposto de Renda Pessoa Jurídica.

Na avaliação de Guedes, a queda no Imposto de Renda das empresas significará a redução da carga tributária de 34% para 24%.

 

PROJETOS – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, falou sobre os principais projetos a serem votados neste segundo semestre.

“Na primeira semana, na volta do recesso, estamos com tranquilidade para votação da primeira etapa da Reforma Tributária, a que define as novas regras para o Imposto de Renda”, disse.

A Câmara deverá analisar outros projetos importantes este ano, tais como a privatização dos Correios, as reformas política e administrativa, e a discussão da reforma eleitoral, agora com a coordenação, por parte do Governo, do novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, que é do mesmo partido de Arthur Lira, o PP. 

 

CONFIANÇA – Índice de Confiança da Indústria (ICI), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), cresceu 0,8 ponto de junho para julho deste ano e atingiu 108,4 pontos, em uma escala de zero a 200. Foi a terceira alta consecutiva do indicador.

 

BOLSA – Governo Federal anuncia Medida Provisória com a reestruturação dos programas sociais do governo, que devem ser unificados num único programa, substituindo a atual Bolsa Família, em valores ainda não definidos.

Esses novos pagamentos vão vigorar a partir de novembro, quando acaba o auxílio emergencial.

O programa deve englobar, além do Bolsa Família, o programa nacional de aquisição de alimentos e iniciativas de capacitação e microcrédito.

 

COMBUSTÍVEIS – Petrobras aumentou os preços da gasolina, do diesel e do gás de cozinha vendidos às refinarias em 6,3%, 3,7% e 5,9%, respectivamente.

Os preços médios de venda de gasolina e diesel da Petrobras para as distribuidoras passam a ser de R$ 2,69 e R$ 2,81 por litro, refletindo reajustes médios de R$ 0,16 e R$ 0,10 por litro.

Já o valor médio de venda do gás liquefeito de petróleo (GLP) da Petrobras para as distribuidoras passará a ser de R$ 3,60 por kg, o equivalente a alta de R$ 0,20. 

 

PETROBRAS – Ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, acolheu um recurso da Petrobras que desobriga a estatal de pagar cerca de R$ 46 bilhões em adicionais e gratificações cobradas por sindicatos.

A condenação foi imposta pelo Tribunal Superior do Trabalho em junho de 2018.

 

QUEIROGA – Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, fez pronunciamento ontem em cadeia de rádio e TV, afirmando que em setembro o Brasil terá 70% da população adulta vacinada contra Covid-19 e 100% em dezembro.

Confirmou que o Brasil receberá 60 milhões de doses de vacinas em agosto.

E fez apelo intenso para que as pessoas procurem os postos para receber a segunda dose das vacinas, problema que atinge os principais centros brasileiros.

 

VACINAÇÃO – Mais de 98 milhões de brasileiros receberam a primeira dose de vacina contra a Covid-19 no Brasil .

A primeira dose foi aplicada em 98.202.468 pessoas, o equivalente a 46,38% da população.

No total, 39.493.648 pessoas, que correspondem a 18,65% da população, receberam a segunda dose da vacina ou o imunizante em dose única

Ontem foram registrados 1.366 óbitos, elevando o total a 553.272.

 

ECONOMIA – Dólar fechou ontem a R$ 5,11, com recuo de R$ 0,068 (-1,31%).Í

ndice Ibovespa, da Bolsa de Valores, atingiu 126.286 pontos, com alta de 1,34%. O indicador subiu o dia inteiro, embalado pela divulgação de lucros de empresas brasileiras, mas acelerou após declarações do presidente do Fed (EUA), Jerome Powell, que tranquilizou os mercados sobre contenção dos juros.

Por RENATO RIELLA

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