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fev 09 2015

REGUFFE PREPARANDO-SE PARA 2018

MARANHÃO VIEGAS

Entre os contrastes do DF, destaca-se Reguffe, o mais jovem senador eleito. Como um Lula às avessas, pode-se gostar ou não de Reguffe. Mas, uma coisa é incontestável: a fórmula que ele aplica, desde que chegou ao mundo político, vem funcionando e sendo aprovada sem restrições pelos eleitores de Brasília e observada com distinção pelo eleitor brasileiro.

Numa época de escândalos infindáveis, Reguffe é “um estranho no ninho” da política. Faz campanhas baratas, praticamente sozinho, com um discurso monocórdico, que prega a ética, a economia e a transparência nos mandatos. Invariavelmente, nos dias de eleição, “enche as burras” com os votos de eleitores que estão cansados de promessas tão fáceis quanto falsas, dos outros candidatos.

O segredo de Reguffe? Ele cumpre com rigidez de monge tibetano o que escreve em seus panfletos de campanha.

Na primeira semana de Senado, não foi diferente. Cortou na própria carne. Entre as medidas que tomou, reduziu os funcionários de gabinete, de 55 para 12. Abriu mão de vantagens, como planos de saúde vitalícios, passagens, auxílio moradia, aposentadoria especial e salários extras, pelos oito anos de mandato.

Somadas, essas vantagens refletem-se em uma economia de R$ 16,7 milhões aos cofres públicos nestes oito anos de mandato dele. Caso todos os senadores aderissem à mesma postura, a economia para o Tesouro Nacional seria de R$ 1,3 bilhão.

Os críticos dizem que, dessa forma, ele não aprova nada, não faz nada. A crítica é relativa. Reguffe acaba de conseguir assinaturas necessárias para cinco dos seus projetos mais insistentes. Quatro deles têm a ver com a tão desejada reforma política que todo mundo diz que o Brasil precisa. Dois deles batem de frente com o corporativismo da política. Os projetos são os seguintes:

–         Parlamentares convidados para o Executivo têm que renunciar ao Parlamento (nos Estados Unidos já é assim. Se já estivesse valendo, oito ministros da Dilma estariam fora do jogo do Congresso, em definitivo).

–         Limitar o recurso da reeleição a uma única vez aos parlamentares.

–         Acabar com a reeleição no Executivo (valendo a partir das próximas eleições de prefeitos).

–         Acabar com a exclusividade dos partidos e permitir a candidatura avulsa.

–         Retirada total dos tributos sobre os remédios.

Da mesma forma que Lula encanta as plateias pelo Brasil afora, Reguffe encanta os eleitores com uma postura simples e objetiva. Volto a dizer: pode-se gostar ou não dos dois, por diversas razões. Mas não há como negar que são figuras especiais da tão combalida política brasileira.

No meu entender, Reguffe, se tiver coragem para tal desafio, é fortíssimo candidato a governador do DF na próxima eleição.

(Comentário do Maranhão Viegas na sua página eletrônica Observatório Brasília)

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