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fev 11 2019

Representante de Guaidó diz que Brasil terá um centro de distribuição de ajuda a venezuelanos

O governo brasileiro reconheceu hoje (11) a representante do autoproclamado governo interino da Venezuela, María Teresa Belandria, como embaixadora oficial do país, e autorizou a instalação de um centro de distribuição de ajuda humanitária em Roraima, na fronteira entre os dois países, afirmaram os representantes venezuelanos depois de um encontro com o chanceler Ernesto Araújo.

A embaixadora venezuelana María Teresa Belandria afirmou que terá uma reunião nos próximos dias com os ministros brasileiros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Saúde, Henrique Mandetta, para detalhar as ações, em um grupo de trabalho.

Ao sair da reunião com Araújo, ela disse que foi recebida oficialmente como embaixadora da Venezuela no Brasil. Ela entregou as cartas credenciais ao chanceler – em geral, o presidente da República é quem recebe os diplomatas no Palácio do Planalto. O Itamaraty havia reconhecido Guaidó como presidente de fato e não a reeleição do presidente Nicolás Maduro.

“Estamos avançando rapidamente no estabelecimento não só de uma relação política plena com o governo do presidente encarregado Juan Guaidó e através do que vai ser fundamental para nós, que é o tema da ajuda humanitária. O governo do Brasil se comprometeu com o governo do presidente encarregado Juan Guaidó de entregar todo o apoio possível ao estabelecimento, quem sabe no final desta mesma semana, do centro de estoque e distribuição para fazer chegar aos cidadãos venezuelanos da fronteira entre Venezuela e Brasil a ajuda humanitária que estão demandando.

Priorizamos esse tema. Os venezuelanos precisam de medicamentos para o câncer, o coração, para diabetes, para gente que precisa de diálise. As crianças que morrem de fome. (Venezuelanos) Estão cruzando a fronteira com doenças que já tinham sido erradicadas”, afirmou a diplomata informal.

A embaixadora representante do presidente autodeclarado Guaidó disse que está fora dos planos da oposição que Maduro não deixe o poder e destacou a importância do apoio político por parte do Brasil. Ela disse que não vai fazer diplomacia tradicional e que pretende ir ao encontro dos venezuelanos em solo brasileiro. “Não trabalhamos com esse cenário”, afirmou ela. “Estamos muito felizes com o governo do Brasil que tem sido o aliado mais forte do governo Guaidó.”Fonte: Estadão Conteúdo

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