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nov 08 2018

Rio: Polícia Federal prende deputados estaduais em investigação sobre “mensalinho”

Joias e dinheiro apreendidos em um dos endereços da Operação Furna da Onça — Foto: Reprodução/PF

Joias e dinheiro apreendidos em um dos endereços da Operação Furna da Onça — Foto: Reprodução/PF

 

A Polícia Federal realiza hoje (8) a Operação Furna da Onça*, para investigar a participação de deputados estaduais do Rio de Janeiro em esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual. A Operação conta com a participação do Ministério Público Federal (MPF) e o apoio da Receita Federal.

Já foram presas 20 pessoas. Dos 22 mandados de prisão, 10 são contra deputados estaduais do Rio de Janeiro. Entre os alvos da Operação Furna da Onça está Affonso Monnerat, secretário de governo de Luiz Fernando Pezão (MDB). O governador não é investigado. As investigações apontam que os envolvidos recebiam propinas mensais que variavam de R$ 20 mil a R$ 100 mil – além de cargos.

Três dos parlamentares foram presos no ano passado: Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB. O deputado estadual Chiquinho da Mangueira (PSC), presidente da escola de samba, e André Corrêa (DEM), seu colega de Alerj e ex-secretário de Meio Ambiente, foram presos no início da manhã.

A Operação Furna da Onça é um desdobramento da Operação Cadeia Velha – deflagrada em novembro de 2017 – e conta com 200 policias federais, 35 membros do MPF e 10 auditores da Receita para cumprir 19 mandados de prisão temporária, 3 de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão, expedidos Tribunal Regional Federal da 2a Região (TRF2).

A organização criminosa, chefiada por Sérgio Cabral, ex-governador preso, pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj. De acordo com as investigações, o “mensalinho” era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais. De forma ilícita, os parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do Estado, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

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