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nov 19 2020

São Paulo suspende cirurgias eletivas e impede fechamento de leitos para Covid-19

O governo de São Paulo anunciou, hoje (19), a assinatura de um decreto que determina que todos os hospitais públicos, filantrópicos e privados paralisem o agendamento de novas cirurgias eletivas na tentativa de garantir a existência de leitos para pacientes da Covid-19.

O decreto é uma resposta ao aumento nos casos de infecções e oscilação positiva no número de óbitos no estado. Na segunda-feira, o governo João Doria (PSDB) admitiu pela primeira vez que ocorre um aumento estimado em 18% nas internações pelo novo coronavírus no estado de São Paulo.

No mesmo decreto, o governo impede que todos os hospitais fechem os leitos já abertos e destinados aos infectados pela doença, ou os convertam para utilização em outras especialidades.

Além do decreto, a reclassificação do Plano São Paulo – que determina as medidas restritivas diante da pandemia – será feito a cada 14 dias e não mais 28 dias, como era antes.

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou que é estável a situação da pandemia da Covid-19 na capital. Candidato à reeleição, Covas também descartou qualquer necessidade de decretar um lockdownno município.

Mais cedo, durante agenda de campanha, Covas negou que a capital esteja passando por uma segunda onda de infecções pelo vírus. Ele reconheceu, no entanto, que há uma variação positiva — o que não representaria um crescimento — na taxa de ocupação dos leitos de UTI para pacientes com o novo coronavírus.

“Estamos em um momento de estabilidade da pandemia na cidade de São Paulo. Há uma estabilidade em relação ao número de casos na cidade de São Paulo, uma estabilidade em relação número de óbitos na cidade de São Paulo, mas há uma variação positiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI Covid”, afirmou Covas.

Na avaliação do prefeito, a variação positiva na taxa de ocupação dos leitos de UTI acontece por três fatores. O primeiro deles, segundo Covas, seria uma redução na quantidade de leitos destinados à Covid.

Atualmente, ainda de acordo com ele, são 19,5 leitos por 100 mil habitantes. “Antes, chegamos a ter 31 leitos por 100 mil habitantes. As redes municipal e privada foram reduzindo essa quantidade de leitos. E há, portanto, espaço para ampliar essa quantidade”.

Covas também justifica que as internações em UTIs variaram devido ao crescimento de casos nas classes A e B, apontados há um mês, e por um número maior de pacientes vindos de fora da capital. “Em março, 13% das pessoas internadas com Covid em São Paulo eram de fora da cidade. Hoje, nós estamos com essa taxa em 20%”, completou.

Alegando seguir as recomendações da Saúde e da Vigilância Sanitária, o prefeito rechaçou a imposição de lockdown na capital e também vetou qualquer avanço no relaxamento das medidas de segurança nos setores do comércio e da Educação.

Com informações de iG

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