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jul 04 2019

Saques na poupança superam em R$ 14 bilhões os depósitos no semestre

Após relativa reação nos últimos dois anos, a caderneta de poupança voltou a registrar resultados negativos em 2019. Nos primeiros seis meses do ano, os saques superaram os depósitos na poupança em R$ 14,499 bilhões, conforme dados divulgados hoje (4) pelo Banco Central.

No mesmo período de 2018, o resultado havia sido positivo, com os depósitos superando os saques em R$ 7,350 bilhões.

As retiradas líquidas de recursos da poupança no primeiro semestre deste ano ocorrem em um ambiente de fraqueza da economia e alto desemprego. Com menos dinheiro para fechar as contas, muitas famílias voltaram a recorrer aos recursos depositados na caderneta para fazer frente às despesas mensais.

A situação tem semelhanças com o que ocorreu nos anos de 2015 e 2016, quando a recessão econômica provocou a saída líquida de cerca de R$ 95 bilhões da poupança. Em 2017 e 2018, houve certa reação, com a poupança recebendo depósitos líquidos de R$ 55 bilhões. Em 2019, os saques voltaram a se intensificar.

Em junho, no entanto, o saldo foi positivo: os poupadores depositaram R$ 2,498 bilhões líquidos. A cifra foi resultado de aportes de R$ 189,920 bilhões e saídas de R$ 187,422 bilhões. Com isso, o saldo total da poupança atingiu R$ 800,647 bilhões, já considerando o rendimento de R$ 2,989 bilhões creditado no mês.

Dos seis primeiros meses do ano de 2019, houve resgates líquidos em quatro deles: janeiro (R$ 11,232 bilhões), fevereiro (R$ 4,021 bilhões), abril (R$ 2,878 bilhões) e maio (R$ 718,7 milhões). Já os depósitos líquidos foram registrados em março (R$ 1,853 bilhão) e junho (R$ 2,498 bilhões).

Com informações de Estadão Conteúdo

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