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jun 28 2013

SERÁ QUE A SELEÇÃO VAI SUPERAR A RAIVA DAS RUAS?

RENATO RIELLA

Deus sabe o que faz. Se a Seleção Brasileira estivesse fora da final da Copa das Confederações, este país já teria explodido.

Mas, pelo contrário, teremos no domingo, a partir das 19h, no Maracanã (Rio de Janeiro), uma partida sensacional entre o Brasil e a Espanha, seleção que foi campeã mundial em 2010, na África do Sul, considerada primorosa e eficiente.

Manifestações prosseguem em centenas de cidades brasileiras, mas podemos registrar o fato quase milagroso de tão terem ocorrido mortes relacionadas com a repressão policial.

Se um só manifestante houvesse morrido por tiro emitido por algum integrante das forças de segurança, o movimento teria virado sangrento. Registre-se, em alguns casos, o sacrifício de muitos policiais, que saíram feridos ou desmoralizados diante de exageros praticados aqui ou ali por vândalos infiltrados no movimento.

O certo é que a Copa das Confederações chega ao fim neste domingo e há incerteza sobre o comportamento das massas no Rio de Janeiro.

A localização do Maracanã, cercado por áreas residenciais, é fator que pode dificultar bastante a ação da polícia, caso concentre-se uma multidão muito grande na tentativa de invasão do espaço esportivo.

Por outro lado, a população está dividida. Se antes ninguém colocava bandeirinhas nos carros, hoje já há um número razoável de veículos enfeitados. No jogo do Uruguai, pela primeira vez, ouviram-se foguetes nas principais cidades brasileiras, depois da vitória canarinha.

Todos os que são apaixonados por futebol estão ansiosos pelo encontro Brasil-Espanha, embora grande parte da população mantenha-se solidária aos manifestantes que tentam mudar o Brasil.

Nas próximas horas saberemos como as coisas vão evoluir, mas as preocupações são permanentes.

Vale, porém, a constatação de que Felipão salvou a presidente Dilma. O fracasso da Seleção seria fatal para o Palácio do Planalto, que desta vez escapou, mas precisará tratar muito bem a questão da Copa do Mundo, diante da rejeição nas ruas em relação à Fifa.

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