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jul 31 2019

Sérgio Cabral é condenado de novo e tem pena total de 215 anos

O ex-governador Sérgio Cabral foi condenado em primeira instância ontem (30) no âmbito da Operação Ratatouille, deflagrada pelo Ministério Público Federal em junho de 2017.

A pena, assinada na sentença do juiz Marcelo Bretas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, é de 18 anos de reclusão. Esta é a décima condenação do ex-governador em primeira instância. Cabral está preso desde novembro de 2016 e é réu em 29 processos. Suas condenações acumulam pena de 215 anos e 11 meses de prisão.

Além dele, Luiz Carlos Bezerra, operador financeiro de Cabral, foi condenado a 5 anos e 6 meses de prisão. O empresário Marco Antônio de Luca também foi condenado por Bretas a 32 anos de reclusão.

A denúncia do Ministério Público se deu a partir de depoimento prestado por Luiz Carlos Bezerra. Ele apontou que o setor de fornecimento de alimentação e prestação de serviços especializados do Governo do Estado também representava um braço da “organização criminosa” que se alastrou diversos segmentos do governo.
Segundo a denúncia Carlos Miranda e Luiz Carlos Bezerra atuavam como operadores financeiros de Sérgio Cabral, recebendo e repassando as vantagens indevidas proveniente de Marco Antônio de Luca, sócio da Masan Serviços Especializados LTDA, principal contratada do governo para prestar fornecimento de merenda escolar e alimentação de detentos. Carlos Miranda não foi condenado ontem na ação.
Consta da denúncia que entre janeiro de 2007 e 9 de novembro de 2016, Cabral, Miranda e Bezerra receberam por pelo menos 82 vezes vantagens indevidas de Marco Antônio de Luca, sócio da empresa Masan Serviços Especializados LTDA. A quantia contabilizada totaliza R$ 16.711.700,00 (dezesseis milhões, setecentos e onze mil e setecentos reais), em razão dos contratos firmados com o Estado do Rio.
Em nota, a defesa de Sérgio Cabral afirmou que vai recorrer da sentença, em especial por não concordar com a pena aplicada. “De qualquer forma, a postura de auxiliar as autoridades será mantida”, diz.
Com informações do G1

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