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fev 27 2018

Sistema carcerário é “home office” do crime organizado, diz Jungmann

jungmann

O ministro Raul Jungmann, em sua posse hoje(27), no Ministério Extraordinário de Segurança Pública, disse que “quadrilhas” continuam de dentro do sistema carcerário a apavorar a cidadania e que o sistema se tornou o “home office” do crime organizado.

“É dentro do sistema prisional brasileiro que surgiram as grandes quadrilhas que nos aterrorizam. Quadrilhas estas que continuam, de dentro do sistema carcerário, a controlar o crime nas ruas e a apavorar a nossa cidadania. Sistema carcerário esse que, infelizmente, continua a ser em larga medida o home office do crime organizado”, afirmou o ministro.

Uma das funções de Jungmann no novo ministério será gerenciar o Departamento Penitenciário Nacional (Depen) que, junto com Polícia Federal (PF), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional passarão a ser coordenadas pela nova pasta e não mais pelo Ministério da Justiça.

Jungmann afirmou, ainda, que a criação do ministério tem o objetivo de integrar ações com estados e municípios. Ele disse que a criação do ministério tem o objetivo de integrar ações com estados e municípios.

“Eu diria que a União precisa ampliar suas responsabilidades e coordenar e promover a integração entre os entes federativos, estados e municípios”, disse.

O ministro defendeu o combate ao crime organizado, porém sem violar direitos humanos. “Combater duramente, enfatizo, duramente, o crime organizado, sem jamais desconsiderar a lei e os direitos humanos”.

Ele também criticou a classe média que “pela frouxidão dos costumes” e “ausência de valores” perde a capacidade de entender “os limites entre o que lícito e ilícito passa a consumir as drogas” que financiam o crime organizado, ao mesmo tempo em que cobram segurança.

“Na outra ponta, nós temos aqueles a que nada falta, aqueles tem recursos, aqueles que, muitas vezes chamamos de classe média, mas que pela frouxidão dos costumes, pela ausência de valores, pela ausência de capacidade de entender os limites entre o que licito e ilícito passam a consumir as drogas”, pontuou  Jungmann.

“Me impressiona, presidente, por exemplo, no Rio de Janeiro onde eu vejo durante o dia as pessoas clamarem contra a insegurança, clamarem contra a violência,contra o crime e estão corretas; E à noite financiarem esse mesmo crime através do consumo de drogas”, concluiu.

No discurso de mais de 30 minutos, Jungman, que já foi deputado federal, informou que “encerra” a carreira política para se dedicar ao ministério. Ele informou que pedirá ao PPS, partido ao qual é filiado, a suspensão suas atribuições na legenda. Ele é suplente na atual legislatura da Câmara dos Deputados.

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