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fev 26 2021

Taxa média de desemprego cresce e atinge 13,9 milhões; o maior desde 2012

Taxa de desempregados aumenta no Brasil; MT tem um dos menores índices do país - O Livre

O desemprego no Brasil teve a terceira queda seguida e ficou em 13,9% no trimestre encerrado em dezembro, segundo dados divulgados hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, 13,9 milhões de brasileiros ainda estavam desempregados.

Já a taxa média de desemprego no ano de 2020 foi de 13,5%, a maior da série iniciada em 2012. Em 2019, foi de 11,9%.

“A média anual de desocupados ficou em 13,4 milhões, a maior da série anual, e aumentou 6,7% (mais 840 mil pessoas) em relação a 2019”, informou o IBGE.

Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Coníinua (Pnad). Na pesquisa anterior, referente ao trimestre encerrado em novembro, a taxa de desemprego estava em 14,1%.

Veja os principais destaques da pesquisa:

  • 2020 terminou com uma média de 13,4 milhões de desempregados, 6,7% a mais que em 2019;
  • Taxa média anual de desemprego subiu de 11,9% em 2019 para 13,5% em 2020, a mais alta desde 2012;
  • A população ocupada atingiu, na média anual, 86,1 milhões, o menor contingente desde 2012;
  • O número de trabalhadores com carteira assinada teve redução recorde (menos 2,6 milhões), ficando em 30,6 milhões, o menor contingente desde 2012;
  • O numero de trabalhadores domésticos encolheu 19,2%, também a maior retração já registrada.
  • Contingente de empregados sem carteira assinada caiu 16,5% (menos 1,9 milhão de pessoas), enquanto que o de trabalhadores por conta própria encolheu 6,2%.
  • Taxa média de informalidade recuou de 41,1% em 2019 para 38,7% em 2020;
  • O contingente de desalentados, na média anual, aumentou em 16,1% em relação a 2019, chegando a 5,5 milhões de pessoas que desistiram de procurar emprego;
  • Número de subutilizados chegou a 31,2 milhões, o maior da série anual, com alta de 13,1% (mais 3,6 milhões de pessoas);
  • Em 2020, a massa de rendimentos de todos os trabalhadores encolheu para R$ 213,4 bilhões, uma redução de 3,6% frente ao ano anterior.

Analistas têm destacado que uma retomada do mercado de trabalho depende do controle da pandemia e de uma vacinação em massa da população.

Na média anual, a população ocupada reduziu 7,3 milhões de pessoas, para 86,1 milhões, chegando ao menor número da série anual. “Pela primeira vez na série anual, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada no país. Em 2020, o nível de ocupação foi de 49,4%”, destacou Beringuy.

No quarto trimestre, porém, a população ocupada aumentou 4,5% (mais 3,7 milhões de pessoas) em relação ao trimestre anterior, chegando a 86,2 milhões.

“O que aconteceu no quarto trimestre não é um retrato do que ocorreu no mercado de trabalho no ano de 2020. Há um efeito sazonal específico do período influenciando as contratações”, explicou a pesquisadora.

O resultado do quarto trimestre ficou dentro do esperado pelo mercado. Mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 13,9% no período.

Em um ano de perdas generalizadas na ocupação, a exceção foi a administração pública, que teve alta de 1% no número de ocupados, com mais 172 mil trabalhadores, impulsionada pelos segmentos de saúde e educação.

Já o comércio acumulou perda de 9,6% na população ocupada no ano. A retração de 1,7 milhão de pessoas foi a maior redução anual entre as 10 atividades pesquisadas pelo IBGE em termos de contingente de trabalhadores.

A construção fechou 2020 com perda de 12,5% na ocupação e indústria com queda de 8%. Nos serviços, os maiores tombos foram nos segmentos de alojamento e alimentação (-21,3%) e serviços domésticos (-19%). Os menores percentuais de redução ficaram com agricultura (-2,5%) e informação e comunicação (-2,6%).

Com informações de G1

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