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jan 12 2018

Trump critica imigrantes que vêm de “países de merda”

trump

Em meio às negociações de uma reforma imigratória, durante reunião com legisladores ontem (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez críticas à política americana e disse que o país recebe imigrantes de “países de merda”, reportaram os jornais “The Washington Post” e “The New York Times”.

“Por que todas essas pessoas desses países de merda vêm parar aqui?”, teria afirmado o presidente, em referência a imigrantes de países africanos, do Haiti e de El Salvador. Trump ainda teria sugerido que os EUA estariam melhores se atraíssem pessoas de lugares como a Noruega, cuja primeira-ministra esteve com o republicano nesta semana.

A declaração foi reportada com base no relato de duas pessoas presentes à reunião, e confirmada posteriormente por outros veículos da imprensa norte-americana.

Segundo o “The Washington Post”, a menção aos “países de merda” foi feita quando congressistas pediam ao presidente que permissões temporárias de residência concedidas a moradores de El Salvador, Haiti e outros países sob crise humanitária ou afetados por desastres naturais fossem mantidas pelo governo dos EUA.

Segundo o jornal, os comentários de Trump deixaram os legisladores estupefatos.

Em nota, a Casa Branca não negou nem confirmou as declarações, mas informou que o presidente Trump “sempre lutará pelo povo americano”.

“Alguns políticos de Washington escolhem lutar por países estrangeiros, mas o presidente Trump sempre lutará pelo povo americano”, disse o secretário de imprensa Raj Shah. “O presidente está lutando por soluções permanentes que fortaleçam o nosso país, dando boas-vindas àqueles que podem contribuir com a nossa sociedade e fazer crescer a economia.”

O temor agora é que as declarações promovam um impasse num esperado acordo bipartidário sobre imigração, que vinha sendo negociado entre republicanos e democratas.

A administração de Trump, que tem endurecido as políticas de imigração, revogou recentemente a permanência de 200 mil salvadorenhos no país, cuja entrada foi autorizada após terremotos devastarem o país, em 2001. O mesmo foi feito alguns meses antes, com cidadãos do Haiti.

O presidente tem defendido que o sistema de imigração seja meritocrático, e permita a permanência apenas de imigrantes altamente qualificados e que contribuam para a economia dos EUA.

Trump sustenta que imigrantes ilegais roubam os empregos de cidadãos americanos —mas entidades de defesa dos imigrantes argumentam que a maioria deles preenche vagas que não são absorvidas pela mão-de-obra local, e que sua deportação massiva causaria danos à economia do país.

O presidente republicano defende a prisão e deportação de imigrantes sem status legal no país, o fim do sistema de “loteria de vistos” (que sorteia green cards para cidadãos de países com baixa representatividade nos EUA, a fim de aumentar a diversidade do país) e a restrição do que chama de “cadeia de migração”, quando familiares de um residente ganham autorização para irem ao país.

Na quarta-feira (10), congressistas republicanos apresentaram um projeto de lei que contempla parte das sugestões do presidente. A lei ainda está sob negociação no Congresso.

Fonte: Folhapress.

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