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maio 18 2013

Uma notícia positiva na copa: o estádio garrincha

 RENATO RIELLA

 Brasília talvez tenha gerado o primeiro fato positivo relacionado com a Copa do Mundo de 2014, um evento que tem sido fonte de problemas. A inauguração do Estádio Garrincha, numa obra que já passou por cinco governadores, foi bem recebida, quase como unanimidade.

Na TV Globo, principal veículo formador de opinião no Brasil, destacaram-se comentários como “maravilhoso”, “fantástico”, entre outros elogios.

Ninguém esquece de registrar que o empreendimento já assumiu o montante monumental de R$ 1,2 bilhão. Além disso, faltam muitos itens no conjunto de obras do DF para que possamos receber sete jogos da Copa do Mundo, entre os quais uma partida da Seleção Brasileira. Mas não há condenação à decisão de se fazer um estádio tão luxuoso.

A oposição política ao governador Agnelo Queiroz pode esbravejar, mas ele tem legitimidade para fazer um estádio tão caro. Na campanha eleitoral, já havia prometido bancar a construção. Foi eleito e se arrisca a ter este assunto como carro-chefe da próxima campanha eleitoral, sabendo-se que Agnelo sonha com a reeleição.

Hoje, só dá para dizer que o estádio é mesmo fenomenal, um dos mais incríveis do mundo, ainda carecendo de ajustes, que serão feitos aos poucos. Na verdade – não podemos esquecer – esses jogos prévios são feitos para testar a estrutura, assim como a própria Copa das Confederações, que começa no dia 15 de junho, com o jogo Brasil x Japão, em Brasília, servindo de prévia para o campeonato mundial.

Reclamar de deficiências é, portanto, precipitação, pois o compromisso de funcionamento perfeito vale somente para a Copa do Mundo propriamente dita.

Do jogo de hoje, espera-se que o comando do GDF faça avaliação profunda, registrando todas as deficiências, em busca de correção. Se o governador Agnelo e sua equipe ficarem comemorando o excelente resultado dessa primeira partida, estarão perdendo a chance de brilhar na Copa. Ainda há tempo de corrigir eventuais falhas.

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