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out 20 2013

VAMOS SALVAR O PARANOÁ NOVAMENTE?

 RENATO RIELLA

O Lago Paranoá é considerado vital para Brasília e precisa ter monitoramento diário. É imperdoável qualquer fator de ameaça a este ambiente indispensável à vida da cidade.

Mesmo assim, vemos que, após o aparecimento de uma enorme mancha de óleo na água, a Caesb interditou um trecho do Lago, na região do Iate Clube. O local é tradicionalmente frequentado por banhistas e usado para a prática de esportes náuticos e o tráfego de embarcações.

Segundo a Secretaria do Meio Ambiente e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), inicialmente a interdição será por 15 dias. Laudos técnicos elaborados pela Caesb e pela Universidade de Brasília (UnB) comprovaram o comprometimento das condições de balneabilidade no trecho do lago, levando risco à saúde dos banhistas.

A movimentação da água provocada pela passagem de barcos e lanchas pode espalhar mais o óleo, que foi localizado também na parte baixa das águas. Após esse período, outro exame avaliará as condições do trecho do Lago.

De acordo com os laudos, o óleo que atingiu o Lago Paranoá, causando uma mancha de 3 quilômetros, vazou do Hospital Regional da Asa Norte, de uma caldeira usada para esterilizar equipamentos.

Na sexta-feira (18), uma segunda mancha, de menor porte, apareceu em outro ponto do lago, próximo à Concha Acústica, local onde são realizados eventos culturais. Devido ao vazamento, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal, responsável pelo hospital, foi multada em R$ 280 mil.

Na década de 80, o Paranoá apodreceu. Na época, o Correio Braziliense deu enorme manchete, chocante: ‘BRASÍLIA FEDE”. Quem passava nas pontes sentia enorme fedor e as casas próximas do Lago passaram momentos difíceis.

Coube a Joaquim Roriz, nos seus sucessivos governos, desenvolver grande operações de salvação do Lago Paranoá, que na década de 90 já tinha atestado de balneabilidade. A água passou a ser apta para atividades de lazer e até para beber, se tratada.

Temos, portanto, grande perda de qualidade neste momento, que pode custar um preço elevado ao governador Agnelo Queiroz, se bem usada pela oposição na campanha eleitoral.

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