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jul 12 2018

Vendas no varejo caem 0,6% em maio, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou hoje (12) que as vendas do comércio varejista brasileiro caíram 0,6% em maio na comparação com o mês imediatamente anterior. Como o comparativo é com ajuste sazonal, praticamente descontou o avanço de 0,7% registrado no mês anterior. Foi a primeira queda do ano.

Na série sem ajuste sazonal, o comércio varejista cresceu 2,7% em relação a maio de 2017. Foi a 14ª taxa positiva seguida. Assim, o varejo acumulou alta de 3,2% no ano. O acumulado nos últimos 12 meses cresceu 3,7%, mantendo-se estável em relação a abril (3,7%) e prosseguindo em trajetória ascendente iniciada em outubro de 2016 (-6,8%).

De acordo com a gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, Isabella Nunes, a queda no mês de maio tem relação direta com a greve dos caminhoneiros. Todas as atividades do comércio tiveram perdas naquele mês, à exceção de hipermercados e supermercados.

“Não significa dizer que não houve impacto no abastecimento dos supermercados. Mas esse impacto foi maior no estoque dos hortifrutigranjeiros. Os estoques de não perecíveis são maiores”, apontou.

Considerando o comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, o recuo foi de 4,9% – pior resultado para um mês de maio desde o início da série histórica, em 2004 -, interrompendo sequência de quatro meses seguidos de crescimento, com Veículos e motos, partes e peças recuando 14,6%, enquanto Material de construção caiu 4,3%, também como reflexo da greve dos caminhoneiros.

Na comparação com abril, seis das oito atividades investigadas tiveram queda. O principal impacto negativo no comércio varejista foi da atividade de combustíveis e lubrificantes. Outras foram livros, jornais, revistas e papelarias (-6,7%), combustíveis e lubrificantes (-6,1%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (-4,2%), tecidos, vestuário e calçados (-3,2%), móveis e eletrodomésticos (-2,7%) e artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-2,4%).

A única atividade que mostrou avanço na passagem de abril para maio foi hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,6%), enquanto em Outros artigos de uso pessoal e doméstico (0%), as vendas ficaram estáveis.

IBGE

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