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set 13 2018

Vendas no varejo têm queda inesperada e o pior julho em dois anos

 As vendas no varejo caíram inesperadamente em julho e registraram o pior resultado para o mês em dois anos, pressionadas principalmente por móveis e eletrodomésticos, enfatizando a cautela e incertezas dos consumidores em meio ao cenário de atividade econômica mais fraca.
As vendas caíram 0,5% em julho sobre junho, terceiro resultado negativo seguido, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje (13).

Essa foi a leitura mais fraca para julho desde a queda de 0,9% das vendas em 2016 e contrariou as expectativas em pesquisa da Reuters de alta de 0,3%.

Na comparação com o mesmo mês do ano passado, as vendas tiveram queda de 1%, também o pior julho desde 2016 (-5,6 por cento) e interrompendo 15 resultados positivos seguidos, com projeção de avanço de 1,2%.

O setor varejista viu em julho queda no volume de vendas em cinco das oito atividades pesquisadas sobre o mês anterior.

 

Os destaques negativos ficaram para as perdas de 4,8 por cento em móveis e eletrodomésticos, de 2,5% de outros artigos de uso pessoal e doméstico e de 1% em tecidos, vestuário e calçados. Segundo o IBGE, esses setores juntos pesam 30 por cento do total do varejo.

Na outra ponta, as vendas de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, com importante peso sobre o bolso do consumidor, aumentaram 1,7% em julho.

As vendas no varejo ampliado, que inclui veículos e material de construção, encolheram 0,4% em julho na comparação com o mês anterior, pressionado principalmente pelas perdas de 2,7% de materiais de construção.

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