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maio 29 2019

Venezuela divulga inflação de 130.060% em 2018

O governo da Venezuela admitiu hoje (29) o estado devastador de sua economia ao publicar inesperadamente dados que demonstram um aumento da inflação de 130.060% em 2018.

Foi a primeira divulgação de indicadores pelo Banco Central do país desde 2015. Os dados revelam ainda que a economia venezuelana se contraiu aproximadamente pela metade desde que Nicolás Maduro assumiu o poder.

A enorme inflação aponta para um grande aumento no custo de vida na Venezuela , mas ainda está muito abaixo das estimativas do Fundo Monetário Internacional (FMI). Segundo o órgão, a taxa inflacionária do ano passado no país latino-americano foi de 1.370.000% e, neste ano, o número deve ultrapassar 10.000.000% .

Segundo os números do Banco Central Venezuelano (BCV), em 2016, a inflação chegou a 274,4%. Em 2017, chegou a 862,6% e, no ano passado, ultrapassou os 100.000%, a marca mais alta da história do País. Para os primeiros quatro meses de 2019, as estimativas divulgadas por Caracas também são inferiores aos números previstos pela Assembleia Nacional, controlada pela oposição. Enquanto a inflação oficial é calculada em 666%, os números coletados pelo Legislativo indicam 1.047%.

As informações sistematicamente ocultadas foram publicadas no site do BCV e também mostram uma queda de 47,6% do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2013, quando Nicolás Maduro assumiu a Presidência para seu primeiro mandato, e o terceiro bimestre de 2018.

A queda do PIB em 2017 foi de 18,6%. Entre janeiro e setembro do ano passado, a soma de bens e serviços caiu 19,2%. A divulgação dos dados foi uma surpresa, após anos de pressão do FMI para que fossem divulgados.

Os dados do Banco Central ilustram uma economia completamente destruída. O setor de construção caiu 95% entre o terceiro trimestre de 2013 e o terceiro trimestre de 2018. A queda registrada pela produção industrial foi de 76%, enquanto as atividades comerciais e bancárias registraram contração de 79%. Os números apontam uma piora significativa a partir dos dos últimos meses de 2018.

Com informações do iG

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