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jun 30 2021

Wizard diz que jamais foi convidado para gabinete paralelo no governo; depois se calou na CPI

O empresário Carlos Wizard preferiu não responder mais de 45 questões dirigidas a ele hoje (30) pelo relator da CPI da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Ele usou a frase “me reservo ao direito de permanecer ao silêncio”, ou variações dela, para declinar dos questionamentos –  liminar concedida pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF)lhe garantiu o direito de poder ficar em silêncio durante depoimento.

Wizard só quebrou essa orientação de sua defesa em dois momentos. Primeiro ao ser perguntado se tinha algum relacionamento com a empresa Belcher Pharmaceuticals, que até 17 de junho negociava em nome da CanSino.

“Senho relator, citei esse aspecto na minha fala inicial. Inclusive, fiz questão de apresentar aqui nesta mesa, ajuntada referente a este assunto”, disse o empresário.

Depois, quando Renan perguntou se as empresas de Wizard tinham interesse em participar do mercado da venda de vacinas contra Covid-19, inclusive ao Ministério da Saúde. Neste caso, ele foi sucinto: “Não senhor”.

Em sua conclusão, Renan disse estar satisfeito pelas peguntas que fez e, até mesmo, pelas respostas que não obteve.

“A tecnologia, hoje, nos permite guardar esses vídeos que foram veiculados em função de campanhas produzidas pelo governo federal e que contou, lamentavelmente, com muitas pessoas – até empresários valorosos – na sua veiculação como charlatanistas”, concluiu o senador.

Após a fala inicial feita pelo empresário Carlo Wizard, ele próprio e também seu advogado afirmaram que permaneceria calado sobre todas as questões “conforme a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF)”.

Antes, ao falar aos senadores, Wizard justificou sua ausência na primeira data para sua oitiva dizendo que estava nos Estados Unidos acompanhando o pai, de 87 anos, que está com a saúde debilitada e exigindo cuidados em tempo integral.

“O que os senhores fariam se os senhores tivessem na minha condição? Deixar o pai sozinho no momento que mais precisam de apoio? Como se isso não bastasse, tenho minha filha que também mora nos EUA e está enfrentando uma gravidez de risco e terá o bebê nos próximos dias”, afirmou o empresário.

Wizard disse que, depois que foi nomeado secretário-executivo do Ministério da Saúde, Pazuello ligou para ele pedindo apoio para combater a pandemia e salvar vidas. “Eu falei que ele podia contar comigo, desde que eu fosse voluntário, sem vínculo com nenhum órgão, e sem receber remuneração.”

E negou que tenha feito parte do suposto “gabinete paralelo” que aconselharia o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no combate à pandemia. “A minha disposição em servir o país combatendo a pandemia faz com que eu seja acusado de pertencer a um suposto gabinete paralelo. Eu jamais tomei conhecimento de qualquer gabinete paralelo. Se isso existiu eu jamais tomei conhecimento. Jamais fui convidado, abordado ou convocado para participar de gabinete paralelo”, declarou.

Com informações de Agência Senado/CNN

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