ago 19

ARTIGO: A VIGARICE POLÍTICA PAGA-SE CARO

HELDER CASTRO

Dilma Rousseff tem pela frente a última etapa de um meteórico processo de ascensão e desastre político, que a guindou do quase anonimato nos corredores da burocracia gaúcha para os palácios do poder em Brasília, e, destes, para o possível regresso à capital do Rio Grande do Sul, a dois mil quilômetros da capital federal. Tudo se passou em pouco mais de uma década.

Quando desembarcou em Brasília, pela mão de Lula, pouco ou nada se sabia de Dilma. Como quase sempre acontece numa capital construída para ser o centro da administração pública, os segredos são apenas um figura de estilo. Dificilmente se mantêm.

Lula precisava de uma boa gerente. Quadros políticos tinha de sobra. Dilma parecia ser uma boa executora, pelo menos assim a apresentava, e os traços de autoritarismo que impregnam a sua personalidade davam lhe a imagem de eficácia administrativa que o ex-presidente tanto precisava.

E tinha outra vantagem: não vinha do ninho petista. Dilma tinha passado do radicalismo esquerdista militante na ditadura dos generais ao centrismo político, mais ou menos populista, do PDT criado por Brizola.

Depois foi o que se sabe. Concluído o seu segundo mandato, Lula viu em Dilma a sucessora ideal. A herdeira que cumpriria um ou dois mandatos, devidamente orientados, até ao seu regresso ao poder.

Frequentemente, mesmo os melhores planos falham. A farra despesista, a fuga em frente, as trafulhices políticas, os mensalões, os desmandos, o populismo perverso, a banalização da corrupção política foram os ingredientes de um coquetel explosivo que abriu caminho ao desastre.

Dilma, politicamente frágil, sem o arcabouço do seu mentor,  não foi capaz de inverter o caminho do desastre. Pelo contrário, arrogante, cega e surda aos alertas que foram sendo feitos, por gente ideologicamente de esquerda, de uma esquerda marxista, não populista, acreditou que seria ela uma nova salvadora da pátria.

Como Lula acreditava ser e, aliás, ainda aposta em fazer constar, talvez numa derradeira tentativa de constranger adversários.

Dilma Rousseff, guiada pelo afã de se manter no poder,  a ela e aos amigos políticos, numa estratégia de blindagem, lançou-se numa corrida sem regras e sem limites. E foi assim, ludibriando o país com promessas e metas inexequíveis de crescimento, despejando sacos de subsídios saídos de cofres públicos, que se fez eleger para um segundo mandato.

Acreditou, ou fez que acreditava, que o poder do seu grupo estava blindado pelo povo. Mas não estava. E quando a derrota política se consumou, as ruas mostraram a dura realidade. As ruas responderam aos apelos de Dilma, de Lula e da cúpula petista com o esvaziamento.

O que são manifestações de cinco, dez ou vinte mil pessoas numa cidade de dezesseis milhões com é São Paulo?

O que são protestos contra o chamado golpe – farsa que procurou construir para consumo internacional – em cidades da cintura industrial, como São Bernardo do Campo, berço sindical de Lula, que não mobilizaram mais que cinco ou dez mil pessoas – sendo generoso nas estimativas -, conforme os casos? Sem metralhadoras nas ruas, sem baionetas, sem cães-policias, sem esbirros das polícias ditatoriais.

Dilma vai enfrentar dia 29 os senadores, na última etapa do processo de impeachment. Será condenada a perder o mandato e os direitos de exercício de cargos públicos por oito anos, a contar de 2018, ou os senadores, por maioria de dois terços, decidirão pelo arquivamento do processo, voltando assim Dilma ao Palácio do Planalto.

Embora não seja absolutamente impossível – os parâmetros da política brasileira são bastante diferentes daqueles que ainda marcam os europeus – não creio que seja este o caminho que o Senado seguirá. No mínimo, por instinto de preservação.

Afinal,  muitos dos augustos senadores,  que até há poucos meses atrás integravam a turma do poder, sabem que o tempo de Lula e Dilma se esgotou.

A vigarice política paga-se caro, mesmo quando se veste de roupagens populistas. Mas, como sempre acontece, quem paga mais caro são os trabalhadores, os assalariados, os pequenos empresários, os quase 12 milhões de pessoas que passaram a fazer parte do exército de desempregados.

A expectativa é que o impeachment e a continuação da luta contra a corrupção possam ajudar o país a construir um sistema político e partidário mais democrático, mais participado. (Do site Portugal Digital) 

ago 18

RETA FINAL DOS JOGOS – Brasileiros na briga (JOSÉ CRUZ)

HOJE – 18/8

20h30 – Arremesso de peso – Darlan Romani – fez a terceira
marca na seletiva

00H – Vôlei de praia masculino, final

AMANHÃ, 19/08 – 6ª FEIRA

07h30 – Golfe – Feminino Individual Classificatória

08h – Marcha Atlética – 50km – Caio Sena – 4º nos 20km.
Jonathan Riekmann e Mário José Jr

09h – Canoagem de Velocidade – K1 200m Classificatória
Edson Isaias

9h21 – Canoagem de Velocidade – C2 1000m
Erlon Souza e Isaquias Queiroz
Classificatória

10h20 – Ginástica Ritmica – Indivual Classificatória
Natália Gáudio

10h21 – Canoagem dupla C2 – 1000m – semifinal

12h – Pentatlo Moderno – Yane Marques

13h00 – Futebol feminino – 3º Lugar: Brasil X Canadá

12h38h – Ciclismo BMX – Fem – semifinal
Priscilla Andreia e Stevaux Carnaval

14h30 Marcha Atlética – 20km feminina –
Cisiane Dutra Lopes e
Érica Sena (4º lugar no Mundial)

15h – Ciclismo BMX – Feminino – Final

16h – Saltos Ornamentais – Plataforma 10m
Preliminar 0 Hugo Parisi

20h40 – Revezamento 4×400 Feminino – Brasil
Classificatória

21h05 – Lançamento do martelo – Wagner José

21h10 – Revezamento 4×400 Masculino – Brasil
Classificatória

22h15 – Vôlei Masculino Semifinal Brasil X Rússia

22h35 – Atletismo Revezamento 4×100 masculino FINAL
Brasil fez o 8º tempo na classificação

20/08 – SÁBADO

09h – Canoagem de velocidade – Finais

9h15 – Taekwondo – Várias categorias
Semifinais e final

10h – Ginástica Rítmica – Classificatória – Brasil

11h – Triatlo Feminino – Final
Pâmela de Oliveira

11h40 – Polo Aquático – 7º/8º lugar
Brasil x ….
12h30 – Ciclismo Mountain Bike – Final Feminina
Raiza Henrique

17h30 – Futebol masculino Brasil X Alemanha – decisão

22h – Revezamento 4x400m Feminino – Final

22h35 – Revezamento 4x400m Masculino – Final

DOMINGO, 21/08

9h30 – Marartona masculina

9h30 – Vôlei masculino – terceiro lugar

13h15 – Medalha de ouro – último evento dos Jogos

ago 15

PREVISTA QUEDA DO PIB DE 3,20%

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) ajustaram, pela terceira semana consecutiva, a estimativa de encolhimento da economia.

Desta vez, a projeção de queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,23% para 3,20%.

Para 2017, a projeção de crescimento segue em 1,1% há quatro semanas seguidas. As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo BC sobre os principais indicadores da economia. O levantamento é divulgado às segundas-feiras.

A projeção das instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu de 7,20% para 7,31% este ano, e permanece em 5,14%, em 2017.

As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação de 4,5%. Para 2016, a projeção ultrapassa também o limite superior da meta que é 6,5%. O teto da meta em 2017 é 6%.

A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 3,30, ao final de 2016, e em R$ 3,50, no fim de 2017. (AGENCIA BRASIL)

 

 

ago 01

MERCADO PREVÊ QUEDA DO PIB DE 3,24% ESTE ANO

As previsões sobre a queda da economia brasileira este ano vão ficando menos pessimistas a cada semana.

As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) esperam um encolhimento um pouco menor da economia em 2016.

A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,27% para 3,24% na pesquisa desta semana feita junto a especialistas do mercado financeiro.

Para 2017, a projeção de crescimento segue em 1,1% há duas semanas consecutivas.

As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo BC sobre os principais indicadores da economia. Ela é divulgada às segundas-feiras.

A projeção das instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi mantida em 7,21%.

Para 2017, a estimativa da inflação caiu para 5,20%.

As estimativas estão distantes do centro da meta de inflação de 4,5%. Para este ano, a projeção ultrapassa também o limite superior da meta: 6,5%. O teto da meta em 2017 é 6%.

Atualmente, a taxa de juros oficial  Selic está em 14,25% ao ano. A expectativa das instituições financeiras para este taxa ao final de 2016 é de 13,50% ao ano.

Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica permanece em 11% ao ano, há cinco semanas consecutivas.

A projeção para a cotação do dólar foi alterada para R$ 3,30 ao final de 2016, e mantida em R$ 3,50 no fim de 2017.

 

ago 01

PROPOSTA PRETENDE MUDAR CRITÉRIOS PARA NOMEAÇÕES NOS TRIBUNAIS DE CONTAS

LUIZ CARLOS BORGES DA SILVEIRA

Está em tramitação na Câmara Federal Proposta de Emenda à Constituição que, se aprovada, terá reflexos positivos na fiscalização de contas públicas.

Trata-se da PEC 329/13 que prevê mudança total na composição dos Tribunais de Contas. Estabelece o fim das indicações políticas e a uniformização da jurisprudência do Tribunal de Contas da União (TCU), para que não ocorram interpretações diferentes em cada estado.

Segundo a proposta, os conselheiros dos TCs seriam: um eleito pela classe entre os auditores de controle externo concursados há pelo menos dez anos; um eleito pela classe entre os membros vitalícios do Ministério Público de Contas; um eleito, alternadamente, pelos conselhos profissionais de direito, administração, contabilidade e economia; e quatro eleitos pela classe dentre os auditores substitutos de conselheiros vitalícios.

Como está hoje, a situação gera distorções a começar pelos critérios de indicação e nomeação, que são políticos e nem sempre cumprem os requisitos básicos de:

  1. a) idoneidade moral e reputação ilibada;
  2. b) notórios conhecimentos jurídicos, contábeis, econômicos e financeiros ou de administração pública;
  3. c) mais de 10 anos de exercício de função ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados no item anterior.

Nos TCs estaduais, a nomeação cabe ao governador, embora as indicações tenham origens diversas dentro da proporcionalidade, inclusive pelas Assembleias Legislativas e pelo próprio governo que, via de regra, premiam aliados políticos e deputados em fim de carreira com um cargo bem remunerado e vitalício.

O currículo técnico é o que menos importa. Talvez decorram daí lapsos e omissões na fiscalização das contas públicas e aplicação de recursos, levando estados a endividamentos irresponsáveis e descumprimento de normas constitucionais, como a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sempre preguei a adoção de critérios técnicos e de competência profissional. É inconcebível que o governo nomeie conselheiros de Tribunais de Contas Estaduais e o presidente da República nomeie os ministros do TCU que são, justamente, os responsáveis pelo julgamento das contas de seus nomeadores. Isto não representa que haverá imparcialidade, porém deixa dúvidas de interpretação.

Há quem defenda que também no Judiciário estadual e federal sejam revistos os critérios para indicação e nomeação. E é bom lembrar que as “sabatinas” aplicadas pelas Assembleias Legislativas e Congresso são meras sessões homologatórias.

Esperança de mudança existe, mas no caso da PEC em referência a morosidade é enorme. Basta ver que é de 2013 e ainda não passou pelas comissões técnicas.

Diz-se que os deputados não têm interesse em mudanças, pois vislumbram nos tribunais de contas uma potencial aposentadoria. Portanto, as indicações políticas são vantajosas.

Será importante que haja pressão popular, já que o país vive momento favorável nesse sentido. Esta é a oportunidade, inclusive para engajamento e participação da sociedade em busca de efetivas mudanças, apoiando ações como a Lava Jato e, sobretudo, o projeto das dez medidas de combate à corrupção, proposta de iniciativa popular com mais de dois milhões de assinaturas, coordenada pelo Ministério Público Federal.

Essa matéria terá tramitação a partir da primeira semana de agosto e previsão de ser votada antes do final do ano.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi ministro da Saúde e deputado federal.

jul 26

TERRACAP VAI LICITAR 157 IMÓVEIS

No dia 28 de julho, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) realiza a quinta licitação de imóveis do ano. O evento ocorre na sede da empresa, a partir das 9h.   São terrenos comerciais, residenciais e também voltados para a indústria.

 

Os imóveis estão distribuídos por Águas Claras, Brasília (SOF Norte  Asa Norte, Lago Sul e Lago Norte), Ceilândia, Gama, Guará,  Taquari, Paranoá, Recanto das Emas, Riacho Fundo I e II, Samambaia, Jardim Botânico, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga. O edital está disponível pelo site da Terracap, na sede da empresa, e nas agências do Banco de Brasília. A caução pode ser feita até dia 27 de julho.

 

Dentre os destaques estão 50 lotes residenciais na QE 54 do Guará. No edital passado, dos 35 imóveis ofertados, foram vendidos 32. O interesse se justifica pela boa localização dos lotes e por ser uma das últimas áreas residenciais do bairro. Três lotes residenciais no Centro de Atividades do Lago Norte e outros três no Taquari também chamam a atenção, assim como os seis imóveis localizados no Jardim Botânico.

 

Quanto aos imóveis comerciais, os destaques estão em Águas Claras, Lago Sul, Paranoá, Sobradinho e também no Guará.

 

Os 157 itens em oferta no edital podem ser adquiridos à vista ou financiados de 180 a 240 meses, a partir de uma entrada de 5% do preço de aquisição.

 

 

jul 04

ESPECIALISTAS FINANCEIROS MAIS OTIMISTAS QUANDO À INFLAÇÃO E AO PIB

Baixou um clima de leve otimismo na pesquisa semanal que o Banco Central faz com as principais instituições financeiras, a qual apresentou hoje melhores perspectivas para a inflação e para a queda da economia brasileira em 2016.

Depois de seis semanas seguidas em alta, a projeção de instituições financeiras para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi levemente reduzida, ao passar de 7,29% para 7,27%.

A estimativa das instituições financeiras para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi reduzida de 3,44% para 3,35%, neste ano.

Para 2017, a estimativa de crescimento positivo da economia é mantida em 1%, há três semanas.

No caso da inflação de 2017, esta também caiu nas projeções, de 5,50% para 5,43%.

Os cálculos estão longe do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano, e 6% em 2017.

No último dia 28, o presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse que alcançar o centro da meta de inflação, em 4,5%, em 2017, é uma expectativa ambiciosa e crível.

Para Goldfajn, atingir esse objetivo é algo ambicioso, porque a inflação em 2015 foi “mais que o dobro da meta”.

“O ano de 2015 foi de choque, inflação muito elevada, em parte devido à depreciação forte do real, à inflação de preços administrados muito forte. Desde então, o objetivo do regime de metas tem sido fazer a convergência de volta para o centro da meta”, disse.

O BC tem que encontrar equilíbrio ao tomar decisões sobre a taxa básica de juros, de modo a fazer com que a inflação fique dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Atualmente, a taxa Selic está em 14,25% ao ano.

A expectativa das instituições financeiras para a taxa ao final de 2016 segue em 13,25% ao ano. Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica permanece em 11% ao ano.

A projeção para a cotação do dólar foi alterada para R$ 3,46, ao final de 2016, e R$ 3,70, no fim de 2017.

 

jun 27

PIB DO BRASIL PODE CAIR 3,44% ESTE ANO

A estimativa das principais instituições financeiras do Brasil para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, foi mantida em 3,44%, neste ano.

Para 2017, a estimativa de crescimento foi mantida em 1%.

Essas previsões fazem parte da pesquisa semanal que o Banco Central faz com analistas econômicos do Brasil;

A projeção para a cotação do dólar foi mantida em R$ 3,60, no fim deste ano, e em R$ 3,80, no final de 2017.

 

jun 27

PREVISÃO DE INFLAÇÃO DE 7,29% PREOCUPA

Mesmo com aplicação da maior taxa oficial de juros do mundo (145,15% – Selic), o Brasil precisa se preocupar com o descontrole da inflação.

A projeção semanal de instituições financeiras para a inflação em 2016, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu pela sexta vez seguida, ao passar de 7,25% para 7,29%.

Para 2017, a estimativa é mantida em 5,5% há seis semanas consecutivas.

As projeções fazem parte de pesquisa feita todas as semanas pelo Banco Central (BC) e divulgada às segundas-feiras.

As estimativas estão acima do centro da meta de inflação de 4,5%. O limite superior da meta de inflação é 6,5%, este ano e 6% em 2017.

A expectativa das instituições financeiras para a taxa oficial de juros ao final de 2016 subiu de 13% para 13,25% ao ano.

Para o fim de 2017, a expectativa para a taxa básica Selic caiu de 11,25% para 11% ao ano.

jun 23

REFRIGERANTES, MALDITOS, TERÃO VENDA RESTRITA PARA CRIANÇAS

Os refrigerantes estão ficando tão malditos quanto os cigarros.

Sentindo este clima, as empresas Coca-Cola Brasil,  PepsiCo Brasil e o grupo multinacional Ambev deixarão de vender refrigerantes às escolas com alunos de até 12 anos ou que tenham a maioria dos alunos nessa faixa de idade.

As fabricantes se comprometeram a comercializar nesses locais apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos, mantendo o foco na hidratação e na nutrição

A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (22) pelas empresas e valerá a partir de agosto. Em nota, as produtoras informam que consideram a obesidade um “problema complexo” e que reconhecem seu papel como parte da solução.

Segundo a nota, “o novo portfólio tem como referência diretrizes de associações internacionais de bebidas. Novos produtos lançados pelas empresas poderão ser incluídos, no futuro, seguindo essas referências”.

Para o ajuste de portfólio, as empresas levaram em conta que nessa faixa etária as crianças não têm maturidade suficiente para tomar decisões de consumo e que, por isso, as fabricantes devem auxiliar a moldar um ambiente que facilite escolhas adequadas.

A política valerá para as cantinas que compram diretamente das fabricantes e de seus distribuidores.

Em relação àquelas que se abastecem em outros pontos de venda (supermercados, redes de atacados e adegas, por exemplo) haverá uma ação de sensibilização desses comerciantes, por meio da qual todos serão convidados a seguir a medida.

 

jun 23

PMDB, O MAIOR E MAIS CONTRADITÓRIO PARTIDO NACIONAL

LUIZ CARLOS BORGES DA SILVEIRA

Há pouco mais de um mês, o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) assumiu o governo de maneira transversa.

É a primeira vez que o partido se acha em tal posição, depois do governo de José Sarney, que não era peemedebista autêntico, apenas um adesista oriundo do partido governista do regime militar, que assumiu por ter sido vice de Tancredo Neves em uma eleição indireta.

Portanto, o PMDB nunca foi habituado a governar nem a disputar uma eleição direta com esse propósito.

A última vez que concorreu foi em 1989, com Ulysses Guimarães. Depois disso, preferiu fisiologicamente ‘estar’ no governo e não ‘ser’ governo, usufruindo dos bônus sem se responsabilizar pelos ônus.

Por isso, não devem os brasileiros se surpreender com erros e contradições deste interino governo peemedebista representado por Michel Temer. O partido nunca teve traquejo para governar. Ao menos no nível federal.

O PMDB é um partido que merece profundo estudo sociológico e político. Por que mudou tanto em tão pouco tempo da história política brasileira?

Hoje é totalmente transformado e cheio de contradições, desfigurado e irreconhecível daquele que começou com a defesa de exponenciais bandeiras e enfrentando a ditadura militar.

Esse partido teve seu início como principal paladino das esperanças dos brasileiros.

Nasceu MDB (Movimento Democrático Brasileiro), quando o governo militar, por decreto, tornou extintas as siglas existentes, determinando a formação de apenas duas, a Arena (governista) e o MDB (oposicionista).

Este desempenhou bravamente seu papel desenvolvendo vigorosa resistência. Reunia expressivas lideranças e as mais variadas tendências democráticas, quem era contra o regime de então, estava no MDB.

Depois veio o pluripartidarismo, o “movimento” se tornou “partido” e continuou com mais vigor sua luta pela redemocratização, defendendo eleições diretas em todos os níveis, convocação da Assembleia Constituinte e Liberdade de Imprensa e dos sindicatos de trabalhadores.

Lideranças como Tancredo Neves, Ulysses Guimarães, Franco Montoro, Paulo Brossard, Pedro Simon, José Richa e outros nomes, integravam o partido, que conquistou amplo apoio popular, elegeu expressivo número de governadores, prefeitos e vereadores, mesmo enfrentando casuísmos eleitorais do regime.

Com forte unidade, lançou Tancredo Neves candidato (ainda pelo sistema de eleição indireta) para conquistar o governo e poder implantar as reformas que pregava.

É sabido que quem acabou assumindo foi o vice-presidente José Sarney e desde seu governo o PMDB esteve dividido.

Assim foi com todos os demais governos, com um grupo apoiando e outro criando dificuldades, geralmente para negociar, o que acaba atrapalhando a governabilidade, porque a falta de unidade a um partido da base aliada obriga o Executivo a negociar não apenas com o líder das bancadas na Câmara e no Senado, mas também individualmente e com grupos parlamentares.

Essa postura do partido, já em 1988, levou dissidentes a saírem para fundar o PSDB.

 

DIFERENTES IDEOLOGIAS

Embora o pluripartidarismo houvesse possibilitado a formação de novos partidos para acomodar as mais variadas tendências, o PMDB continuou abrigando grupos de diferentes ideologias, sem ser propriamente um partido, mas uma frente extremamente miscigenada politicamente. Ao longo do tempo perdeu sua identidade, descaracterizou-se.

Ainda no final da década de 1980, eu era deputado federal filiado ao PMDB e ocupava o cargo de Ministro da Saúde, oportunidade em que fiz pronunciamento pregando a autodissolução do partido, por entender que seria a melhor alternativa.

O PMDB havia cumprido com relevância sua missão, principalmente na luta pela redemocratização do país, mas se tornara uma frente multifacetada, abrigando muitas tendências que o desfiguravam.

Então, sugeri que fosse feita uma festa cívica e depois disso se declarasse extinto o partido, levando os grupos e lideranças que se instalaram na sigla a procurar partidos afinados com suas ideologias.

Claro que as mais expressivas lideranças peemedebistas discordaram da sugestão. O partido seguiu sua trajetória e a acabou no que é hoje. Inclusive com lideranças denunciadas por corrupção.

O partido que teve Ulysses Guimarães como notável presidente da Câmara Federal, tem hoje Eduardo Cunha. Que teve no Senado líderes como Tancredo Neves e Paulo Brossard, tem hoje Renan Calheiros e Romero Jucá…

Esse é um exemplo dos males da política partidária brasileira. Falta coerência, definição e vontade de produzir um trabalho renovador em todos os sentidos.

Enquanto isso não acontecer, não há esperança de melhoria geral. O país e os brasileiros continuarão convivendo com problemas e sofrendo suas consequências.

Em país que vive plenamente o estado de direito, a política é instrumento fundamental e ela é desenvolvida primordialmente a partir de partidos fortes e de lideranças comprometidas com o bem-estar nacional. Quando os políticos não correspondem, o país está em grave risco.

*Luiz Carlos Borges da Silveira é empresário, médico e professor. Foi Ministro da Saúde e Deputado Federal.

 

jun 23

COXINHAS E MORTADELAS BOBÕES ———–Direita ou esquerda? Direita: rouba em nome do desenvolvimento econômico. Esquerda: rouba pelo desenvolvimento social. E a gente pensa que estamos numa discussão ideológica – sem lógica.

jun 23

RESTAURANTE COMUNITÁRIO DO DF VOLTA A TER PREÇO BAIXO

Nesta quinta-feira (23), o governador Rodrigo Rollemberg visita o Restaurante Comunitário de Sobradinho II.

Será o primeiro dia de funcionamento de todas as unidades com a tarifa reduzida de R$ 3 para R$ 2 e R$ 1.

As refeições com o valor mais baixo serão oferecidas aos usuários inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) do Governo de Brasília.

Com a mudança, famílias com renda de até R$ 2,64 mil – o equivalente a três salários mínimos – ou com até R$ 440 per capita, poderão comprar a refeição por R$ 1.

A expectativa é que pelo menos 3,4 mil pessoas, por dia, de todos os restaurantes comunitários sejam beneficiadas.

O contingente representa 20% do total de frequentadores. A tarifa para os demais usuários será de R$ 2.

Demorou para o governo Rollemberg perceber que o Restaurante Comunitário é uma grande invenção, muito útil neste momento de crise.

 

 

 

jun 23

MORRE O PRIMEIRO NA TEMPORADA DE ESCÂNDALOS POLÍTICOS

MAGNO MARTINS (BLOG DO MAGNO)

O empresário Paulo Cesar de Barros Morato foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (22), em um motel no bairro de Ouro Preto, em Olinda, Região Metropolitana do Recife, de acordo com a Polícia Federal.

Morato era considerado foragido pela Polícia Federal desde a terça-feira (21), quando foi deflagrada a Operação Turbulência.

“Quem vai cuidar da investigação por enquanto é a Polícia Civil. Mas já foi designado um policial federal para acompanhar os trabalhos da perícia.

Se for constatado que as circunstâncias da morte têm ligação com a Operação Turbulência, aí Polícia Federal pode entrar nas investigações”, afirmou o assessor de comunicação da Polícia Federal, Giovani Santoro.
Procurada pelo G1, a advogada do empresário, Marcela Moreira Lopes, afirmou que ele já havia tentado suicídio anteriormente.

Na terça-feira, os policiais federais prenderam quatro pessoas – Eduardo Freire Bezerra Leite, Arthur Roberto Lapa Rosal e Apolo Santana Vieira, João Carlos Lyra Pessoa Filho.

A operação investiga uma organização criminosa suspeita de lavagem de dinheiro.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Morato é o “verdadeiro responsável pela empresa Câmara & Vasconcelos Locação e Terraplanagem LTDA”.

Segundo o inquérito da PF, por meio desta e outras pessoas jurídicas, Morato teria “aportado recursos para a compra da aeronave PR-AFA (aquela na qual morreu o ex-governador de Pernambuco, Eduardo Campos), e recebido recursos milionários provenientes de empresas de fachada utilizadas nos esquemas de lavagem de dinheiro, engendrados por Alberto Yousseff e Rodrigo Morales e Roberto Trombeta, além de provenientes da construtora OAS”.

A Câmara & Vasconcelos é apontada pelo inquérito como a empresa que recebe da construtora OAS Ltda. o montante de R$ 18.858.978,16.

O documento afirma que “chama a atenção” o repasse de recursos milionários de quase R$ 19 milhões para “uma empresa fantasma, a qual possui ‘laranjas’ confessos em sua composição societária, o que representa um claro indicativo de lavagem de dinheiro”.

jun 21

UBER, SOMENTE COM CARROS DE LUXO, FOI APROVADO NA COMISSÃO DE ECONOMIA DA CLDF

Como previsto, a Comissão de Economia da Câmara Legislativa do DF aprovou hoje o projeto do Uber, mas somente com o uso de carros de luxo. O Uber X, com carros populares, foi rejeitado.

Foi discutido na CLDF o projeto de lei nº 777/2015, que regulamenta a prestação de serviço de transporte individual privado de passageiro baseado em tecnologia de comunicação em rede. Esse projeto terá de ser votado ainda no plenário da Câmara, onde será outra batalha.

Hoje, manifestações dos dois grupos agitaram a cidade e geraram conflitos. Haverá certamente mobilizações maiores nos próximos dias.

O projeto original foi enviado pelo governo do DF para regulamentar o funcionamento do aplicativo ‘Uber’, tendo sido relatado pelo deputado Prof. Israel Batista (PV), que fez uma defesa da adequação à modernidade e incluiu em seu parecer a regulamentação tanto da modalidade ‘Uber Black’, de carros de luxo, quanto da ‘Uber X’, que utiliza carros de passeio comuns para transporte de passageiros.

A comissão, no entanto, rejeitou o relatório apresentado, optando por aprovar o projeto em sua forma original, que não abrange a modalidade ‘Uber X’.

“Estudos já comprovaram que o Uber não concorre diretamente com o táxi. O Uber chegou para atender uma demanda reprimida que não utilizava o táxi como meio de transporte. Além disso, 97% dos brasilienses aprovam o aplicativo e 73% consideram que a nova tecnologia proporcionará uma melhora na mobilidade urbana”, argumentou Prof. Israel.

jun 21

IBGE REGISTRA INFLAÇÃO COM CRESCIMENTO MENOR E DESPERTA OTIMISMO

Parece que a inflação está perdendo o ritmo. A taxa, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), desacelerou de maio para junho, fechando em 0,4%, menos da metade do índice de maio (0,86%) e o menor IPCA-15 desde junho de 2013, quando foi de 0,38%.

Os dados do IPCA-15 – uma prévia da inflação oficial do país para maio – foram divulgados hoje pelo IBGE.

Com a desaceleração do indicador em relação a junho, o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado Especial (IPCA-E) – que é o IPCA-15 acumulado por trimestre (no caso, abril, maio e junho), fechou em 1,78%, quase 1 ponto percentual (0,9%) abaixo da taxa de 2,68% de igual período de 2015.

O resultado faz com que a taxa acumulada no primeiro semestre do ano seja de 4,62%, bem abaixo dos 6,28% do primeiro semestre do ano passado.

O IBGE ressalta, ainda, o fato de que, considerando os últimos 12 meses, o índice caiu 0,64 ponto percentual, para 8,98%. Nos doze meses encerrados em maio, a taxa era de 9,62%. Em junho de 2015, havia sido de 0,99%.

A queda do IPCA-15 em junho reflete retração nos preços da maioria dos grupos de produtos e serviços com destaque para Saúde e Cuidados Pessoais (1,03%), Alimentação e Bebidas (0,35%) e Transportes, este último fechando com deflação (inflação negativa) de 0,69%.

jun 21

O ROMBO DA PETROBRAS EXPLODE NOS ESTADOS UNIDOS

MARIA CELIA DELDUQUE

Hoje é um dia emblemático para o Brasil. Um dia triste e que vai passar em branco para a maioria da população, em uma manobra ardilosa do governo para não criar pânico.

Acontece que a Corte dos EUA autorizou a abertura de processos grupais contra a Petrobras, que arruinou fundos de pensões americanos devido à quebra da empresa pela corrupção e má administração.

Os americanos estimam que a corrupção no Brasil gerou um rombo de US$ 28 bilhões, o que em reais atinge perto R$ 130 bilhões. Alegam também que os balanços foram mentirosos e fraudulentos.

Além da corrupção, a má gestão condenou a Petrobras a um atoleiro de dívidas, que chegam a R$ 600 bilhões.

Com os processos autorizados hoje e as dividas, as indenizações e ressarcimentos podem chegar na casa astronômica dos R$ 1,5 trilhão.

Isso vai trazer ainda mais recessão e crise para o Brasil. E mais uma vez quem vai pagar será a população.

Para quitar o rombo da Petrobras, o governo terá que aumentar a arrecadação, penalizando ainda mais quem produz e extorquindo ainda mais dinheiro do trabalhador, gerando um empobrecimento para o país, que vai repercutir em todos os ramos da economia.

E mais 16 países irão processar a Petrobras.

 

 

jun 21

EDUARDO CUNHA VAI CAIR. QUEM SERÁ O NOVO PRESIDENTE DA CÂMARA FEDERAL?

Desde o ano passado, o principal impasse político brasileiro tem sido a presença do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como presidente da Câmara Federal.

Agora esta questão está prestes a se definir. Nos próximos dias, por renúncia, prisão ou cassação, ele deve deixar finalmente este cargo, obrigando os 513 deputados federais a escolherem um nome provisório, que comande a Casa até fevereiro de 2017.

O deputado brasiliense Rogério Rosso, que destacou-se presidindo a Comissão do Impeachment, é ótima opção para substituir Eduardo Cunha, mas diz abertamente que rejeita essa possibilidade de ser presidente-tampão.

Rosso foi governador-tampão no Distrito Federal em 2010, quando o governador José Roberto Arruda acabou destituído, depois de preso.

Na verdade, Rogério Rosso sonha em ser presidente da Câmara Federal no biênio 2017/2018, cargo que será valorizado quando se aproximar o período eleitoral.

No mandato-tampão, de sete meses, pode dar qualquer coisa, qualquer nome. O PMDB, que conta com a maior bancada (66 deputados entre os 513), já briga pelo cargo.

Mas diversos outros partidos que apóiam o presidente Michel Temer pensam em se unir, apresentando um candidato não-peemedebista.

Este é o quadro. Por trás, além da importância de poder presidir a Câmara Federal, o futuro presidente terá a missão de atuar como vice-presidente da República.

Assim, este a ser eleito depois da queda de Eduardo Cunha poderá assumir o Palácio do Planalto em caso de viagem internacional de Michel Temer.

Ou, mais grave, poderá virar presidente da República durante alguns meses caso Temer seja afastado do cargo por alguma decisão judicial.

É isso que pesa neste momento. A disputa pela presidência da Câmara Federal deverá gerar muito debate, passando certamente pelo Palácio do Planalto, que não quer correr o risco de enfrentar um novo Eduardo Cunha. (RENATO RIELLA)

jun 21

HISTÓRIA DO FUTURO: O NOME DAQUELA PRAGA

Dentro de alguns anos, a gente vai falar assim:

-Lembra, rapaz! No auge daquela grande crise, a gente teve um presidente da Câmara Federal que atrasou o Brasil durante mais de um ano.

-Como era mesmo o nome dele?

-Não sei. Só sei que tinha um jeitão de psicopata danado. Foi bem depois daquele bem imbecil, chamado de Severino. Mas nem lembro mais o nome da praga, que se dizia evangélico e tinha contas na Suíça.

-É! O Brasil foi mais forte do que ele. Será que já está solto por aí?

jun 21

TEMER FAZ CONCESSÃO POLÍTICA AOS GOVERNADORES BUSCANDO MAIOR OTIMISMO NO BRASIL

O presidente Michel Temer resolveu flexibilizar as dívidas que os estados têm com a União, numa medida política que custará muito caro, mas poderá gerar otimismo neste segundo semestre.

Temer acha que o acordo firmado, facilitando o pagamento da dívida dos estados com a União, representa “uma luz que se acende no horizonte”, após “um longo inverno”.

Ele ressaltou que o acordo está condicionado ao compromisso dos estados de limitar os gastos públicos, como propôs a União na proposta de emenda à Constituição (PEC) dos gastos públicos, enviada ao Congresso Nacional.

“Naturalmente, fruto dessas conversações, também ficou estabelecida a limitação dos gastos estaduais, tal com ocorre na chamada emenda constitucional fixadora de teto para os gastos com a União. Mas, evidentemente, em face das negociações, vamos cuidar de inserir essa fórmula na emenda constitucional”, afirmou Temer.

Para o presidente, antes mesmo da mudança do texto e da aprovação da PEC, os estados já devem tomar medidas para se adequar à nova realidade de limite dos gastos.

“Os senhores cuidem, não só de nos ajudar a aprovar a emenda constitucional aqui no Congresso Nacional, mas, igualmente, nos estados, de tomar as providências legislativas e administrativas que se fizerem necessárias para complementar essa proposta de emenda constitucional”, destacou o presidente.

“Portanto, vejam que fora a circunstância de estarmos pré-resolvendo as dificuldades que os estados brasileiros estão passando, também os estados se incorporam à tese da União da limitação dos gastos nos respectivos orçamentos, aumentáveis apenas em face da inflação do ano anterior”, acrescentou Temer.

O presidente  disse ainda que o acordo firmado hoje com os governadores em torno da dívida com a União se dá de forma emergencial,  para futuramente “consolidar” uma “grande reforma federativa no país”.

Temer lembrou que tem defendido, ao longo do tempo, que é indispensável a revisão do pacto federativo.

“Queremos, mais adiante, propor uma fortíssima revisão do pacto federativo, que conceda maior autonomia aos estados e, em consequência, maiores recursos. Porque, aliás, não se consegue fazer uma reforma tributária no país porque ela envolve uma repactuação de competências e de recursos. Portanto, importa em uma revisão do pacto federativo.”

Aos governadores, o presidente em exercício ressaltou que o acordo prevê carência dos pagamentos até dezembro e que, a partir de janeiro, começará a “chamada escadinha”, com 5.55% do total da divida no primeiro mês e, sequencialmente, durante 18 meses, até alcançar até o nível de 100%.

“Todos sabemos da dificuldade extraordinária dos estados da Federação. Devo dizer, que além disso, naqueles pagamentos que não se deram em razão de liminares, ficou estabelecido que o pagamento será em 24 meses a partir de julho. De igual maneira, alongou-se o prazo para as dividas negociadas em 1997, por mais 20 anos, além do prazo já contratado”, afirmou Temer.

Ainda de acordo com o presidente, as cinco linhas de crédito concedidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) serão alongadas por mais 10 anos a partir do termo aditivo, sendo concedidos quatro anos de carência.

 

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