set 19

BARULHO IRRESPONSÁVEL SOBRE ESTA “CURA GAY”

De tão inútil, esta decisão da Justiça do DF apelidada de “Cura Gay” até parece que foi lançada para distrair a opinião pública, ofuscando os grandes temas nacionais.

Ora, nada impede que um rapaz ou uma moça, em conflito diante de possível tendência gay, procure a Psicologia para se orientar.

E a orientação será técnica, pesquisando esta tendência e indicando um comportamento de transição – pois o indivíduo em questão pode ter imagem forte de hétero – e isso sempre gera grandes transtornos.

Não há como permitir ou proibir nada. Basta confiar na categoria dos psicólogos e no seu Código de Ética. O resto é barulho.

Agora, se o psicólogo for proibido de atender um paciente em conflito pela possível tendência gay, só restarão a este ser humano opções horríveis.

O talvez gay pode procurar um padre, em confissão, para sair mais confuso. Pode buscar a Igreja Universal, nas sessões reais de “Cura Gay”. Pode recorrer aos terreiros de macumba, que lidam bem com isso há séculos.

Alguns, porém, infelizmente podem se suicidar.

Dito tudo isso, vamos tratar de assuntos graves que estão ameaçando o Brasil gay ou não gay. E deixemos os psicólogos aplicarem o bom senso em cada caso. (RENATO RIELLA)

set 18

ELEIÇÃO DO CONGRESSO É A MAIS IMPORTANTE

CARLOS MARCHI

Um dado revela a rarefeita cultura política do brasileiro.

As pessoas falam em 2018 como se fosse acontecer apenas – e tão somente – uma eleição presidencial.

Haverá eleições gerais – renovação de 2/3 dos senadores, deputados federais e estaduais, governadores de todos os estados.

As eleições mais importantes são aquelas para o Congresso Nacional, porque elas envolvem objetivamente os partidos políticos.

Eleição para presidente é pessoal. Envolve candidatos-pessoas. Carismáticos, populistas, missioneiros, mentirosos – e até um ou outro candidato sério.

Mas o DNA político do país se revela no Congresso e nos partidos. Até porque um presidente pode ser forte, mas não governa sem maioria nem sem partidos.

 

set 01

ROLLEMBERG VAI CHEGAR AO FIM DE GOVERNO COM ESTA EQUIPE VINDA DE MARTE.

Mal orientado, o governador Rodrigo Rollemberg ganhou a eleição em 2014 e recusou-se a fazer o tradicional governo de transição.

A principal cabeça pensante ao lado dele dizia que não havia ninguém confiável no governo Agnelo para passar informação.

Ainda mal orientado, Rollemberg assumiu o governo afastando-se de todas as forças políticas do DF, em 2015, pois não podia confiar em ninguém.

Partidos, deputados, senadores, empresários, técnicos experientes, todos eram prováveis picaretas, que só pensavam em roubar.

Depois de seis meses de governo, com secretários e dirigentes buscados nos canfundós do mundo, Rollemberg conseguiu livrar-se da sua principal cabeça pensante e passou a pensar sozinho – mas na mesma linha.

Resolveu buscar no Senado e em outros lugares improváveis técnicos para fazer um governo “de alto nível”, sem risco de bandidagem. Hoje, apelidado de “nem rouba nem faz”.

As pessoas chamadas ao Palácio do Buriti, se fossem soltas na Ceilândia ou no Gama, não saberiam voltar para casa. Pensavam que a Candangolândia era o Catetinho, ou que o Varjão fosse Vargem Bonita… coisas assim.

Hoje, com quase três anos de governo, a gente não conhece ninguém na equipe do Rodrigo Rollemberg.

Quem é o presidente da Terracap? E o secretário de Fazenda? E o administrador do Plano Piloto?

Ceilândia, com, quase 600 mil habitantes, tem administrador regional? O Parque da Cidade, que recebe 500 mil pessoas por mês, tem algum diretor?

Quem é o diretor do Hospital de Base, uma verdadeira cidade da saúde?

E o vice-governador Renato Santana, alem de receber salário, faz o que na vida?

Quantos deputados distritais respeitam o governador? Quantos alvarás de construção o GDF conseguiu emitir em 2017?

E por aí vai.

Realmente, se Rollemberg nomeasse agora uma equipe conhecedora da cidade talvez ainda salvasse o seu governo. Mas, não! Vai ficar com este secretariado vindo de Marte, já acostumado a viver sem água.

Será que Rodrigo Rollemberg quer se salvar? Ou vai voltar para Aracaju? (RENATO RIELLA)

ago 30

O GOLPE (INOCENTE) DO PANO DE PRATO

Sei que o Brasil é um país injusto, com muitas carências, mas preciso controlar meus remorsos urbanos. Vejam esta pequena história.

Há algumas semanas, à noite, estava sozinho no Restaurante Green aqui de Brasília. Concentrado, respondia a uma cobrança chata no What.

De repente, senti a presença de um rapaz magro, moreno, de 16 anos, que falou com expressão triste: “Compre um pano de prato feito por minha mãe!”.

Tomei um susto, e ainda por cima não tinha os R$ 5,00. Portanto, respondi meio irritado: “Fica pra outra vez!”

Quando o carinha foi embora, olhei de longe e fiquei com remorso. Mas já era. Fica mesmo pra outra vez.

Ontem, num restaurante de quilo, estive sentado com meu amigo João Leal. De repente, um outro jovem chegou firme pra mim e disse: “Compre um pano de prato feito por minha mãe!” – na mesma entonação do outro. Pensei até que fosse o mesmo.

Tirei R$ 5,00 e comprei. Leal olhou bem pra ele e disse: “Sua mãe deve ter muitos filhos, não é?”

O carinha pegou minha notinha e saiu rumado – como se diz na Bahia. Leal ainda gritou: “São mais de 20 filhos, não é?”

Fiquei perplexo. Meu amigo pediu para examinar o meu pano de prato. Explicou que era uma peça industrial, produzida por algum espertalhão, que botou um exército de adolescentes na rua para enganar os bobos: eu!

Lembrei do remorso anterior. Na saída, dei de presente meu lindo pano de prato, feito com bordado vermelho e verde, para a moça do caixa. E falei sozinho:

-Vá jogar remorso na cabeça da sua mãe, seu merdinha! (RENATO RIELLA)

ago 30

HUCK NÃO DISSE A QUE VEIO

Luciano Huck, citado como possível candidato a presidente em 2018, publicou artigo na Folha de S. Paulo. Foi uma verdadeira decepção. Totalmente superficial e sem nenhuma proposta.

O texto é interessante, feito certamente por forte assessoria, em ótimo tom, com algumas informações de vanguarda, mas sem qualquer perspectiva sobre o que o Brasil precisa.

É claro que as inovações tecnológicas citadas por ele (e muitas outras) vão modificar a vida do planeta, mas o que se precisa no nosso país é muito mais.

Huck não passa nem perto do gravíssimo problema da corrupção, que assola o Brasil e que é muito mais impactante do que qualquer revolução oriunda da Tecnologia da Informação, a chamada TI.

Não adianta Cidade Inteligente, chip na pele dos humanos ou choques biológicos se não tivermos solução dura para o caos do Rio de Janeiro.

O que dizer sobre a forma de governo a ser praticada no Brasil e sobre o futuro das nossas universidades?
Como levar educação básica à população pobre?

É esta a preocupação real em relação ao Brasil. O resto é lantejoula.

Huck não pode vir ao mundo político como um novo Dória. (RENATO RIELLA)

 

ago 21

RECEBO DEZENAS DE TELEFONEMAS FANTASMAS POR SEMANA

Quase todos vocês devem estar recebendo telefonemas estranhos, todo dia, sem reclamar. Recebo semanalmente dezenas de ligações de lugares estranhos do Brasil. Ao atender, ninguém fala. E a ligação é contabilizada na origem, ficando registrada no meu celular.

Eis alguns números: 011-280001, 061-40901052, 011-29301088 ou 019-995823551. Já fiz relatos completos no Facebook e no Linkedin, sem que ninguém consiga explicar. Mas muitas pessoas dizem que passam por fenômeno semelhante, sem explicação.

Ligam sempre na hora das minhas principais reuniões ou quando estou dirigindo. Incomoda muito!

Ouvi algumas explicações. Meu telefone estaria grampeado (!) ou seriam ligações de presidiários. Logo para mim?

Prefiro acreditar na versão comercial. A Claro (a Vivo faz o mesmo) vendeu um imenso mailing para algum (ou alguns) call center e o meu telefone foi incluído nesse pacote. Mas por que algum cliente da Claro iria perder ligação para mim, sem falar? Só para me atrapalhar?

Portanto, será que alguém tem explicação sobre isso? É negócio que, pelo volume, move milhões, usando e abusando da nossa paciência.

Me disseram para entrar na Justiça de Pequenas Causas pedindo indenização. Mas quem podemos processar por isso? (RENATO RIELLA)

ago 21

DEUS SALVE SEMPRE CORA CORALINA

A capa do Google prestou homenagem a Cora Coralina, símbolo da poesia feminina no Brasil, a partir da cidade de Goiás Velho.
Portanto, vamos abrir o dia com a magnífica Cora.

HUMILDADE

Senhor, fazei com que eu aceite
minha pobreza tal como sempre foi.

Que não sinta o que não tenho.
Não lamente o que podia ter
e se perdeu por caminhos errados
e nunca mais voltou.

Dai, Senhor, que minha humildade
seja como a chuva desejada
caindo mansa,
longa noite escura
numa terra sedenta
e num telhado velho.

Que eu possa agradecer a Vós,
minha cama estreita,
minhas coisinhas pobres,
minha casa de chão,
pedras e tábuas remontadas.
E ter sempre um feixe de lenha
debaixo do meu fogão de taipa,
e acender, eu mesma,
o fogo alegre da minha casa
na manhã de um novo dia que começa.
(Cora Coralina)

 

ago 03

A TEORIA DA TOMADA DE TRÊS PINOS

EVERARDO MACIEL

A nossa preferência pelo burocratismo é visceral. A permanente preocupação com o controle, que é também uma manifestação dissimulada de autoritarismo, leva à constituição de uma parafernália de instrumentos sobrepostos, que se traduzem em custos irrecuperáveis e morosidade.

O governo federal editou, em 17 de julho passado, o Decreto nº 9.094, que pretende simplificar o atendimento aos usuários de serviços públicos.

Esse decreto repete regras que não tiveram sucesso, como a inexigibilidade de reconhecimento de firmas.

Reúne uma coleção robusta de truísmos, apresentados como diretrizes para as instituições públicas: racionalização de métodos e procedimentos de controle, utilização de linguagem clara, atuação integrada e sistêmica, presunção de boa-fé, etc.

Reproduz proposta, apresentada no âmbito da Comissão dos Juristas para a Desburocratização do Senado Federal, que veda a solicitação de informações a usuários dos serviços públicos quando elas já constarem de bancos dados de instituição pública.

Enfraquece, entretanto, essa vedação,ao estabelecer que ela não prevalecerá quando houver “disposição legal em contrário”.

De resto, as sanções pelo descumprimento das normas são demasiado genéricas e, portanto, inaplicáveis.

Em suma, o longo e barroco decreto apenas evidencia que ainda não começamos verdadeiramente a luta para superação do burocratismo, que deveria ser deduzida do princípio da eficiência na administração pública, preconizado no art. 37 da Constituição.

Não é possível que, a qualquer tempo, por obscura motivação, a burocracia estabeleça exigências estapafúrdias para o cidadão.

Quem não se lembra do kit de primeiros socorros nos automóveis? E da ridícula tomada de três pinos, cuja “teoria” bem poderia concorrer ao prêmio IgNobel de excentricidade?

Algumas pérolas do burocratismo são, contudo, revestidas de aparente sacralidade. A exigência de certidões negativas é a mais conhecida delas.

Certidão é relato do passado. Certidões fiscais têm, todavia, validade por seis meses. Assim, sem que haja nenhuma manifestação de perplexidade, conseguimos produzir a certidão do futuro.

A exigência de certidão negativa para participar de licitações ou contratar com a administração pública tem um presumível propósito de obrigar o devedor a liquidar seu débito fiscal.

É claro, desde logo, que se trata de instrumento que pretende suprir a deficiência da cobrança direta, convertendo-se em sanção política, como entende o STF.

Em outra perspectiva, a exigência finda por restringir a atividade econômica do devedor, inclusive a capacidade para pagar a própria dívida fiscal.

Não seria mais razoável facultar a participação do devedor em procedimentos licitatórios da administração pública e, se vencedor, proceder-se à amortização da dívida quando da realização dos pagamentos? A via proposta, no plano da eficácia, é análoga à dação em pagamento e à penhora do faturamento na execução fiscal.

A demanda por certidões negativas perturba o atendimento nas repartições fiscais, gera uma montanha de mandados de segurança e inferniza os escritórios de contabilidade, sem que se tenha, até hoje, sequer uma avaliação de sua eficácia como instrumento impróprio de cobrança indireta.

De igual forma, é incompreensível a resistência à inclusão dos débitos previdenciários na regra geral de compensação dos tributos federais. Obviamente, esse procedimento corresponde tão somente a uma restituição e pagamento em tempo real, sendo, por conseguinte, neutro do ponto de vista de apropriação contábil dos créditos e débitos tributários.

Não se justifica a opção por lentos e burocráticos processos de restituição e cobrança, salvo se admitidas bisonhas pretensões confiscatórias ofensivas à moralidade da administração pública.

O Brasil precisa de uma lei geral da desburocratização, despida de preciosismos, cuidando de questões relevantes e impondo sanções efetivas no caso de inobservância. O governo de transição poderia conferir prioridade a essa lei.

jul 24

COM AUMENTO DA GASOLINA, INFLAÇÃO DE 2017 PODE CHEGAR A 3,33%

O aumento da gasolina deve impactar a inflação de 2017, que pode chegar a 3,33%, segundo analistas financeiros consultados pelo Banco Central.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação ficou em 4,20%. O índice segue abaixo da meta central (que de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

Para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, o mercado financeiro manteve sua estimativa de crescimento em 0,34%.

Para 2018, os economistas das instituições financeiras mantiveram sua estimativa de expansão da economia em 2%.

O mercado financeiro também manteve a previsão para a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 8% ao ano. Atualmente a Selic está em 10,25%.

Para o fechamento de 2018, a estimativa dos economistas dos bancos para a taxa Selic permaneceu em 8% ao ano. Com isso, estimaram que os juros ficarão estáveis no ano que vem.

A projeção do mercado financeiro para o dólar no fim de 2017 ficou em R$ 3,30. Para 2018, R$ 3,43.

 

 

jul 24

AÇÃO DOS MILITARES NO RIO ESTÁ POUCO CLARA

A situação mais crítica do Brasil encontra-se no Rio de Janeiro, onde persiste um estado de desgoverno e onde já foram executados, este ano, 91 policiais militares.

Diante desse quatro, as ações das Forças Armadas no Rio de Janeiro, anunciadas nesta semana pelo governo federal, serão feitas de surpresa, sem aviso prévio, segundo disse o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Recentemente, o comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, afirmou, ao participar de audiência pública no Senado, no dia 22 de junho, que o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública é “desgastante, perigoso e inócuo”.

“Vamos atuar com efeito surpresa. Então, todas as informações são sigilosas. O conceito dessa operação não é a clássica GLO [Garantia da Lei e da Ordem]”, disse o ministro citado pela Agência Brasil.

Atualmente, o uso das Forças Armadas deve ser autorizado por meio de decreto presidencial, para a Garantia da Lei e da Ordem. A Constituição Federal permite que as Forças Armadas, por ordem presidencial, atuem em ações de segurança pública em casos de grave perturbação da ordem e quando o uso das forças convencionais de segurança estiver esgotado.

Os comandantes das Forças Armadas têm vindo a criticar o recurso aos militares para ações de segurança pública.

Na última quinta-feira (21), o governo anunciou que as Forças Armadas serão acionadas na cidade em função do Plano Nacional de Segurança, fase Rio de Janeiro, que irá até o fim de 2018. De acordo com Jungmann, as tropas poderão ser usadas quando houver necessidade.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública já enviou 1 mil agentes ao estado, sendo 620 da Força Nacional e 260 da Polícia Rodoviária Federal, para reforçar o efetivo do estado.

Outros 120 agentes da PRF devem chegar. Segundo o ministério, esses agentes participam, ininterruptamente, de operações na capital e interior, em parceria com os órgãos locais de segurança pública.

Nos próximos dias, será montado no Rio de Janeiro um gabinete de inteligência, no qual oficiais graduados do Exército, Marinha e Aeronáutica trabalharão em conjunto com a Agência Brasileira de Inteligência (Abin), com a Polícia federal e outros órgãos de segurança pública estaduais e municipais. Segundo o Ministério da Defesa, o objetivo é colher informações e dar comandos baseados nos dados obtidos.

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, disse, ao participar de audiência pública no Senado, no dia 22 de junho, que o uso das Forças Armadas em ações de segurança pública é “desgastante, perigoso e inócuo”. Para ele, esse tipo de modelo deve ser revisto. Recentemente, o presidente Michel Temer chamou os militares durante manifestação em Brasília.

“Este emprego, inclusive, causou agora recentemente alguma celeuma, de Garantia da Lei e da Ordem. Nos últimos 30 anos, nós fomos empregados 115 vezes. O único estado onde não houve emprego até hoje parece-me que foi São Paulo. Nós não gostamos desse tipo de emprego, não gostamos”, afirmou o general em audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado sobre soberania nacional e projetos estratégicos do Exército.

Villas Bôas citou a atuação do Exército em varreduras nos presídios que passaram por rebeliões no início do ano. O comandante disse que em cada revista são recolhidos em média 600 itens de toda espécie, como rádios, celulares, arma branca e arma de fogo. “É impressionante como é permeável”, afirmou. Em janeiro, o governo federal autorizou a atuação das Forças Armadas nos presídios para fazer inspeção de materiais considerados proibidos e reforçar a segurança nas unidades.

O general referiu a participação do Exército em operação de segurança pública nas favelas da Maré, no Rio de Janeiro. “Um dia me dei conta. Os nossos soldados atentos, preocupados – são vielas –, armados. E passando crianças, senhoras, eu pensei: Estamos aqui apontando arma para a população brasileira. Nós somos uma sociedade doente. E lá ficamos 14 meses. Do dia em que saímos, uma semana depois tudo havia voltado ao que era antes. Então, temos que realmente repensar esse modelo de emprego, porque é desgastante, perigoso e inócuo”, declarou.

 

 

 

 

 

jul 24

DURANTE 20 ANOS, AMEI UM FUSCA QUE SÓ FALTAVA FALAR…MAS ENTENDIA TUDO

Fui dono de um Fusca da cor azul cobalto, que tinha até nome: Raimundinho. Ele atendia bem quando chamado. Em mais de 20 anos, foi meu companheiro para as grandes lutas.

Tenho certeza que gostava muito de mim. Fizemos muitas viagens inesquecíveis pelo Brasil, nem nenhuma batida.

Nas duas décadas de uso, o velocímetro quase explodiu: chegou perto de 1.000.000 de quilômetros. Mas o meu amigo nem chiava. Seguia sempre em frente, solidário e corajoso.
Corria pra caramba, sem cinto de segurança, nem airbag, nem quase nada!

Nunca entrei em Clube do Fusca, ou algo parecido. Mas quando os jornais faziam reportagens sobre este tipo de veículo, sempre me procuravam. Foi minha marca nas décadas de 70, 80 e 90.

Ronaldo Junqueira, diretor do Correio Braziliense, dizia que era uma atitude demagógica minha. E ele tinha um poderosíssimo Landau…Mas, não! Era paixão mesmo. Eu ia para reuniões importantes de Fusca, contrastando com os carrões.

Lembro que comprei Raimundinho em 1970, na Bahia. Ele me trouxe para Brasília em 1974. Ficou comigo até 1991, quando praticamente dei o carro de presente a Evandro, um motorista do GDF. Na época, como secretário do Trabalho do DF, usava muito veículo oficial.

Anos depois, encontrei Evandro. Ele veio de longe gritando: “Secretário, o Fusca ainda roda!” Foi a última notícia que tive do grande Raimundinho.

E por que o nome? Na década de 80, fiz uma viagem a Salvador com o super Fusca. Lá, minha mãe pendurou no espelho do carro um artesanato da cor azul, que era um R de Renato. Na época, propus aos meus filhos dar um nome ao carro. Um deles olhou para o R e disse: “Raimundinho”. O nome pegou. Todos chamavam o carro assim.

Quando sentia que o amigo estava para quebrar, falava com ele: “Poxa, Raimundinho! Não me deixe na mão agora!” E era sempre atendido, com tempo para chegar até a oficina. O maior carinho!

Em 1980, decidi trocar de carro. Grande traição! Comprei uma Brasília superluxo, zero quilômetro. Cheio de recomendações, vendi Raimundinho para o amigo Cláudio Kenj, que trabalhava comigo na empresa de comunicação EBN.

Com poucos dias de uso, a Brasília foi roubada no estacionamento do Ministério dos Transportes. Nunca apareceu. Fiquei alguns dias andando de zebrinha, até que me caiu uma inspiração. Perguntei a Cláudio se ele me vendia de volta o Fusca. Felizmente, topou. Assim, fiquei mais dez anos, feliz, com Raimundinho.

Pouco tempo depois, estava passando perto da Ponte Costa e Silva (hoje Honestino), quando percebi fumaça na parte de trás do carro, onde ficava o motor. Queimei a mão, mas consegui abrir a tampa. Quase morro, pois subiu uma labareda na minha cara.

Fiquei pulando do lado do carro, apavorado, esperando a explosão. De repente, veio um desconhecido gritando: “Sai de baixo! Sai de baixo!” A alma caridosa usou o extintor do seu carro para apagar o incêndio. Salvou Raimundinho.

Foram muitas peripécias. Para completar, lembro quando o Fusca completou 500.000 quilômetros rodados. Passava pelo Setor Bancário Sul, quando recebi inspiração divina para olhar o painel do carro. E constatei: 499.999. Meu Deus! Que marca fantástica!

Fui rodando devagarinho, até que parei no estacionamento do Banco do Brasil para apreciar o velocímetro, que estava marcando o 5 com os cinco zeros. Fiquei maravilhado e pensei: “Pena não ter um celular para fotografar”…mas celular nem existia ainda. A imagem ficou fotografada na mente.

Hoje, de vez em quando passa por mim um Fusca azul cobalto. Grito com o coração: “Raimundinho!” Como não responde, concluo: não era ele. Onde andará? (RENATO RIELLA)

jul 21

QUEDA BRUSCA DA INFLAÇÃO PREOCUPA O GOVERNO

Atenção, senhores analistas econômicos…
É claro que o aumento de impostos veio para cobrir o rombo do governo, O rombo ficou ainda maior com a liberação de verbas de emendas para deputados. Horrível, isso!

Mas pensem noutra hipótese mais forte.
O governo precisa puxar para cima a inflação, que corre o risco de cair para 2% até o fim do ano, em plena recessão.

Já se fala abertamente que o Banco Central, por causa dessa derrubada da inflação, pode cair os juros abaixo de 8% até o fim do ano. Vai ser uma farra de créditos no Natal?

A queda do dólar é outro fator que acelera a queda da inflação. Portanto, aumentando a gasolina, o governo consegue aumentar quase tudo na nossa vida. Pode ser que, assim, Temer mantenha a inflação acima dos 3% e possa manter os juros pouco acima dos 8%, como previsto desde o início do ano.

Na verdade, uma queda muito rápida nos juros gera graves problemas para administrar a economia de modo geral.

E a gente sabe que a inflação está caindo por causa da grave crise econômica e financeira que atinge a população. Não tem nada a ver com consciência, etc.

Portanto, não se admirem se o governo vier com outras medidas para segurar a queda acelerada da inflação.

A inflação baixa virou um problema, num governo que está habituado a trabalhar com a taxa de juros oficial em níveis de dois dígitos. (RENATO RIELLA)

jul 21

O FENÔMENO SABIN EM BRASÍLIA

Assisti ontem uma palestra de alto nível de Janete Vaz, a criadora do Sabin (sócia de Sandra Costa, a outra fundadora do laboratório).

Foi uma ótima promoção da presidente da Associação dos Jovens Empresários, Gislayne Mendoza, que me deu a honra de fazer a apresentação de Janete, antes da palestra.

É uma das maiores empresas do Brasil, hoje presente em dez estados e com mais de 200 unidades. São quatro mil empregados. Uma empresa de Brasília, que muita gente só conhece na hora de tomar as furadinhas de agulha.

O forte do Sabin é a administração moderna e humanizada, vencedora dos principais prêmios nacionais. Precisa servir de modelo para muitas outras empresas, em diversos itens. Por exemplo, mais de 70% do pessoal é formado por mulheres.

COMENTÁRIO: diante de tantos resultados dignificantes, acho que o Sabin ainda é pouco conhecido em Brasília.

jul 17

TENHO PENA DO RIO… TENHO DESCONFIANÇA DO RIO…TENHO POUCA ESPERANÇA NO RIO

Vejo pessoas do bem sofrendo ao ver o drama que vive a população carioca.

Às vezes sofro também.

Logo depois, penso: esses cariocas, muito escolados e espertos, sempre optaram pelos piores políticos do mundo.

Parece que são pervertidos.

Brizola fugiu do Rio Grande do Sul e se elegeu no Rio.

Até Juruna. Até Agnaldo Timóteo (Alô Mamãe!)

Veio Garotinho, Rosinha, Benedita, César Maia, Paes, Lindberg, Piciani-s, o monstruoso Cabral, o anormal Pezão e um bando de gente muito ruim.

Hoje todos os poderes do Rio e os poderes paralelos (CBF, CNC, federações empresariais, entidades estudantis, etc, estão nas mãos de gente muito vagabunda.

Reconheço que o Brasil também vota mal, mas tem exceções. Tem nomes que a gente pode confiar de vez em quando.

No Rio, é a desesperança.

Os cariocas não conseguem formar grupos, ilhas de consciência, para pensar o futuro.

Quem vai aparecer em 2018 na terra de Tom Jobim?

Vi um excelente especial na Globo News sobre violência.

Dezenas de pessoas de todos os níveis foram entrevistadas, inclusive o secretário de Segurança e policiais militares (estes também vítimas em grande potencial do fracasso do Rio).

Ninguém teve uma abordagem política.

Donas de casa, professores, líderes dos morros, todas as pessoas entrevistadas só relatavam as balas perdidas, o medo de sair às ruas, a desconfiança entre policiais militares e o povo, o fracasso das UPPs…e só isso.

Ninguém reconheceu que o Rio está sem governo em todos os níveis.

Ninguém admitiu a possibilidade de uma intervenção federal.

No Rio, temos grandes pensadores.

Temos inclusive o Sistema Globo, celeiro de pessoas inteligentes.

Por que todos não se unem para repensar o estado?

Porque não formam grandes grupos de pensadores para discutir soluções políticas?

Parece que todos desistiram do Rio.

Esperam só o grande meteoro ou o tsunami da Baía de Guanabara.

Mas também, numa terra em que Eurico Miranda volta a comandar o futebol, nada de bom pode acontecer.

Portanto, de início, vamos mandar Eurico Miranda para um asilo de velhos malandros (quem sabe um presídio geriátrico?)

E depois a gente conversa sobre o Rio. (RENATO RIELLA)

jul 12

IMPOSTO SINDICAL FOI EXTINTO, MAS O DESTE ANO JÁ ESTÁ PAGO. AGORA SÓ EM 2018

Em abril, todo trabalhador brasileiro tem um dia de salário descontado para o sindicato da sua categoria. É o chamado Imposto Sindical, que o Congresso Nacional extinguiu ontem, quando aprovou a Reforma Trabalhista.

A maioria dos trabalhadores nem sabe qual é o seu sindicato e não conhece nenhum trabalho feito em seu benefício. E a maioria dos sindicatos não faz nada mesmo pelos trabalhadores.

Empregados diversos, com os quais conversei nos últimos anos, ficaram revoltados ao saber o que era o Imposto Sindical. Falam assim: “Eles não fazem nada por mim. Por que tenho de pagar?”

Quem trabalha não sentirá falta do Imposto Sindical, mas o deste ano já foi pago. Foram bilhões de reais descontados nas folhas salariais, canalizados não somente para sindicatos, mas também para centrais sindicais e confederações de trabalhadores desconhecidas.

O Imposto Sindical está extinto, mas os sindicatos só sentirão a perda no próximo ano. Até lá, não se sabe o que vai acontecer. (RENATO RIELLA)

jul 12

ESTADOS UNIDOS, VENEZUELA E BRASIL NAS MÃOS DE NÃO-PRESIDENTES

Trump, Maduro e Temer são exemplos de presidentes que prejudicam seus países, mas as populações não são estruturadas para tirá-los dos cargos.

Estados Unidos, Venezuela e Brasil vivem crises de governança. Por isso, podem ter graves problemas no futuro, afetando milhões de pessoas, sem que se possa fazer nada…a não ser rezar.

Os regimes chamados democráticos vivem esse tipo de paradoxo. São ocupados por homens que teoricamente representam a sociedade, mas não têm legitimidade para exercer esse papel.

No caso da Rússia, com Putin, existe uma situação mais grave ainda, pois ele controla bem o país, embora estabelecendo uma ditadura referendada pelas urnas, com absurdas agressões aos possíveis opositores.

Americanos, venezuelanos e brasileiros devem muito se preocupar, pois estão sendo governados por políticos que não cumprem as regras básicas da política.

A democracia fracassou nesses três países. (RENATO RIELLA)

jul 10

CAEM PREVISÕES DA INFLAÇÃO E DO PIB DE 2017, SEGUNDO ANALISTAS DO MERCADO FINANCEIRO

O mercado financeiro espera por inflação e crescimento econômico menores este ano.

A estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, desta vez, caiu de 0,39% para 0,34%.

A projeção para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu pela sexta vez seguida, ao passar de 3,46% para 3,38%, este ano.

Estas estimativas são do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2018, a projeção para o crescimento do PIB foi mantida em 2% e a estimativa para o IPCA foi ajustada de 4,25% para 4,24%. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é 4,5%.

As instituições financeiras esperam por uma taxa básica de juros, a Selic, menor neste ano e em 2018. A projeção para o final de 2017 passou de 8,50% para 8,25% ao ano. Para o fim de 2018, a expectativa foi alterada de 8,25% para 8% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. (AGÊNCIA BRASIL) 

jul 09

ROLLEMBERG: UMA OBRA (ERRADA) PARA CHAMAR DE SUA

Passei ontem (sábado) no fim da manhã, pelo tal Deck Sul, que Rollemberg construiu para ter uma obra que possa chamar de sua.

De tarde, como faço bastante, fui correr/caminhar no Parque da Cidade de Brasília.

De noite, pedi a Deus que mande Rollemberg de volta para Sergipe, já!

Balanço das coisas:

1. O Deck Sul do governador estava vazio. Novinho em folha e vazio. Além do mais, questionado pelo Ministério Público, que pretende interditar o espaço, alegando um monte de irregularidades. Parece que foi dinheiro jogado fora.

2. O Parque da Cidade, por onde passam 500 mil pessoas por mês, permanece sem projeto, sem direção, abandonado, sem segurança, com a maioria dos banheiros interditados, funcionando sozinho – à revelia do governo.

Espero que algum dia o Governador Rollemberg venha a ser responsabilizado por esta prioridade errada, nem que seja nas urnas. (RENATO RIELLA)

jul 03

PREVISTA INFLAÇÃO DE APENAS 3,46% ESTE ANO

Inflação de 3,46%, no fim de 2017, é prevista pelos principais analistas financeiros do país, consultados semanalmente pelo Banco Central. Esta margem cai pela quinta semana consecutiva.

O comportamento do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2017 – a “inflação oficial” do país –, em quedas consecutivas, resulta do quadro recessivo vivido pelos brasileiros, mas de qualquer modo tranqüiliza o governo e remete para a possibilidade de queda das taxas de juros.

Para 2018, a previsão do mercado financeiro para a inflação caiu para 4,25%, na quarta redução consecutiva. O índice segue abaixo da meta central (que também é de 4,5%) e do teto de 6% fixado para o período.

Os analistas prevêem que o Produto Interno Bruto (PIB) tenha crescimento de apenas 0,39% este ano.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

Em 2016, o PIB brasileiro caiu pelo segundo ano seguido e confirmou a pior recessão da história do país, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

 

jul 03

VISTA POR OUTRO ÂNGULO, A VIDA É MUITO INTERESSANTE

Enquanto vocês se assustavam com as coisas erradas do Brasil, eu descobri duas historinhas que me ajudaram a refletir sobre os seres ditos humanos. Todas duas são reais.

A primeira ocorreu com Charlie Chaplin, quando estava no auge do sucesso. Há muitos anos.

Ele soube que havia um concurso para escolher o melhor imitador de Carlitos. Resolveu disputar, com nome falso.
Claro que ganharia, pois iria “imitar” seu próprio personagem.

O grande artista se produziu exatamente como fazia nos filmes. E se apresentou com toda a técnica que exibia nas gravações.

Resultado: perdeu! O povo proferiu um falso Carlitos, encarnado por um anônimo.

Charlie Chaplin ficou encucado durante algum tempo, sem entender como o público escolheu um Carlitos acelerado, de gestos exagerados…e falso. Rejeitaram o original?

A outra história também é surpreendente e li aqui no Face.

Havia numa cidade brasileira uma igreja evangélica consolidada. Um dia, por tragédia, foi inaugurada uma barulhenta boate no terreno ao lado, com música profana e público idem.

Os fieis ficaram chocados. Nos cultos, sob grande concentração mental, pediam a Deus que tirasse aquele inferninho da vizinhança.

O dono da boate soube dessas rezas e deu risada. Tinha a documentação legalizada, estava com ótimo público e nada podia lhe ameaçar. Até que…………….caiu um raio! Um bruto de um raio!

Atendendo às súplicas da igreja, Deus queimou o inferninho, acabando com o comércio profanador.

Aí vem o fantástico. Desesperado com o prejuízo, o comerciante entrou na Justiça com uma ação pedindo que a igreja lhe pagasse indenização, pois o raio foi atraído pelas rezas – é claro!

Parte da sentença do juiz foi publicada aqui no Face, terminando mais ou menos com o seguinte comentário:

“Estamos diante de um caso em que o profano acredita em Deus e o religioso nega que tenha havido o milagre pedido nos cultos”.

E assim segue a vida, que é muito mais interessante do que Fachin, Aécio, Marco Aurélio e Roures. (RENATO RIELLA)

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