jun 19

BRASIL EM CRISE, TEM PREVISÃO DE INFLAÇÃO E PIB EM QUEDA

O mercado financeiro reduziu a previsão para a inflação e para o crescimento da economia este ano.

Segundo o boletim Focus, publicação elaborada todas as semanas pelo Banco Central (BC) com base em estimativas de instituições financeiras, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 3,71% para 3,64% este ano. Essa foi a terceira redução seguida.

Para 2018, a estimativa caiu para 4,33%. As projeções permanecem abaixo do centro da meta de inflação, que é de 4,5%.

Para o junho, o mercado financeiro espera por deflação (-0,07%), após projetar estabilidade dos preços na semana passada.

A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, foi reduzida de 0,41% para 0,40%, em 2017, no segundo ajuste consecutivo.

Para o próximo ano, a projeção de crescimento da economia passou de 2,30% para 2,20%, na quarta redução consecutiva.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 10,25% ao ano.

A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação. (Com informações da Agência Brasil)

 

jun 16

VEJA AQUI O QUADRO DAS ELEIÇÕES DE 2018 NO DF

 

 A POLÍTICA NÃO É FEITA POR LOBOS SOLITÁRIOS NEM PELO CADA-UM-POR-SI

 RICARDO CALLADO (Blog do Callado)

No cenário local, nesse momento, inexistem grupos políticos. O que há são classificações por tendências ideológicas. Cada político é uma ilha. E nenhum deles ainda não conseguiu agregar. Conversas existem e os flertes para formação de grupo são constantes.

O arquipélago da esquerda está dividido em quatro ilhas.

A principal delas é o governador Rodrigo Rollemberg, do PSB. A reeleição e a formação de uma bancada parlamentar genuína são os desafios. A rejeição atrapalha os dois projetos. Há muito a ser feito para rever esse quadro.

O presidente da Câmara Legislativa, deputado Joe Valle, é o nome do PDT. Pode ser uma surpresa na eleição. Tem que estancar a desconfiança. E isso se faz com ação, não com discurso. Só assim a dubiedade é superada.

PT tenta se organizar para chegar em 2018 com os danos da Lava Jato reduzidos. Mas, ainda se perde no discurso repetitivo de golpe. O enredo não pegou. Tem que achar algo mais convincente do que isso.

O partido titubeia entre ser governo ou oposição. Por mais que se esforce, a população ainda não entendeu a posição petista. Erika Kokay, Geraldo Magela, Wasny de Roure e Chico Vigilante são os nomes que podem disputar a majoritária. A prisão do ex-governador Agnelo Queiroz foi um duro golpe.

O Psol vem novamente fazer figuração, com Toninho e Maninha. Chico Sant’Anna vem ganhando espaço, mas a legenda necessita de renovação.

Ainda no campo da esquerda, Rede, PCdoB, PV continuarão como satélites.

Rede tem Chico Leite e Rômulo Neves como expoentes. Precisa ampliar seus quadros. O partido sempre é lembrado por sua atuação em tribunais superiores e conselhos parlamentares de ética. Precisa se aproximar da população.

O PV, do deputado Israel Batista, namora uma união com outros campos ideológicos que coloque a legenda em outro patamar.

E o PCdoB segue abraçado com o PT.

Quem não se reciclar e mantiver o ranço vai ficar para trás. A caduca política da esquerda ficou literalmente velha.

O presente da direita é de responder o passado para tentar sobreviver no futuro. São raros os políticos que não estão respondendo alguma ação na justiça.

Dos que se salvam estão o ex-deputado Jofran Frejat (PR) e o deputado Izalci Lucas (PSDB). Coincidentemente, são os dois mais bem colocados nas pesquisas no campo da direita.

Frejat seria hoje o melhor candidato para repetir a disputa de 2014 com Rollemberg. Mas a teoria é diferente da prática. Primeiro porque não deve haver apenas um candidato de oposição. E, segundo, Frejat precisa de um grupo que apoie o seu nome.

Izalci está na mesma. O parlamentar tucano vem cacifando o seu nome, mas só se viabiliza com apoio de outros políticos e partidos. Juntos seriam fortes. Separados expõem suas fraquezas.

Ainda na direita, um nome sempre cogitado é o do deputado Alberto Fraga (DEM). O fantasma da Secretaria de Transportes no governo Arruda ainda ronda sua candidatura. Vez ou outra surge alguma denúncia que o deputado precisa responder.

Outros dois nomes são comentados: Eliana Pedrosa (sem partido) e o suplente de deputado Alírio Neto (PTB).

Nos bastidores, fala-se do apoio de Eliana a Frejat. Respeitada por possuir uma boa articulação, a ex-deputada seria um bom nome ao governo ou ao Senado.

Alírio tem carta branca do seu partido para trabalhar a candidatura ao Buriti. Como está sem mandato, só em colocar o seu nome já ganha visibilidade. O bom uso das redes sociais que vem fazendo, ajuda muito, mas peca na animosidade quando parte para a desconstrução de possíveis aliados.

A direita sofreu importantes baixas com a prisão do ex-governador José Roberto Arruda (PR) e do ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). Todos sabiam que Arruda não seria candidato. Estava impedido. Já Filippelli trabalhava fortemente para ser o principal candidato de oposição.

A prisão e a investigação de irregularidades na construção do Estádio Mané Garrincha e outras obras o tirou do páreo ao Buriti. Mas, deve ser bastante atuante nos bastidores.

E, para não ficar no esquecimento, o rorizismo ainda tem bastante voto, mas não possui candidatos. Filippelli buscava ser o herdeiro desse eleitorado.

No centro político, os principais nomes são de Cristovam Buarque (PPS), Rogério Rosso (PSD) e Valmir Campelo (PPS).

Cristovam é candidato ao terceiro mandato de senador. Seu nome sempre é lembrado para uma disputa no cenário nacional, seja a presidente ou a vice. Se isso acontecer, Valmir Campelo teria mais facilidade de articular uma candidatura ao GDF.

Os dois são do mesmo partido, e não faz sentido duas candidaturas majoritárias. Faltaria espaço para aliados. Campelo é experiente ao mesmo tempo que surge como o novo. Sozinho não vai a lugar algum.

O deputado federal Rogério Rosso chegou a disputar a presidência da Câmara dos Deputados, o que tecnicamente o colocaria como primeiro nome da linha sucessória da Presidência da República. Ex-governador do DF, tem um bom discurso, faz o tipo boa praça e trabalha nos bastidores a vôos mais altos. A mesma operação que prendeu Arruda, Agnelo e Filippelli colocou o nome de Rosso em xeque. Diferente dos três, tem foro privilegiado e os danos foram menores. Mas a delação da Andrade Gutierrez traz problemas a sua candidatura.

Dois nomes cogitados até pouco tempo perderam força. O ex-presidente da OAB-DF Ibaneis Rocha e o conselheiro do Tribunal de Contas do DF, Renato Rainha. Ambos saíram da bolsa de apostas.

A formação de grupos deve começar a acontecer no final do ano e até início de 2018. Até lá o que veremos é o cada-um-por-si. A fragmentação ajuda quem tiver uma estrutura mais organizada.

Foi assim que Rollemberg chegou ao Buriti. Em 2014, o que tínhamos no tabuleiro era a candidatura de um governador mal avaliado (Agnelo-PT), duas candidaturas de direita (Arruda/Frejat-PR e Pitiman-PSDB) e uma terceira via (Rollemberg-PSB).

Hoje, temos um governo mal avaliado, a direita fragmentada, o PT em decadência e muitos candidatos a terceira via.

Os dois cenários possuem semelhanças.

 

jun 14

EVENTO CAMPUS PARTY BRASILIA SERÁ ABERTO HOJE

As 3,8 mil barracas que abrigarão os 4 mil inscritos no evento Campus Party Brasília — 200 delas duplas — estão em fase de montagem no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

O espaço sediará o projeto, do qual o governo de Brasília é correalizador, de 14 a 18 de junho.

A cerimônia de abertura será hoje quarta (14), às 20 horas.

Em seguida, o CEO e cofundador da Campus Party, Paco Ragageles, iniciará a maratona de conteúdo. No palco principal, ele falará sobre Um Mundo sem Trabalho, onde os robôs substituirão os humanos nos postos de trabalho..

A edição inédita de Brasília contará com mais de 250 horas de conteúdo, e os palestrantes se dividirão em quatro palcos: no principal, no de criatividade e entretenimento, no de inovação e no de ciência.

Para quem não comprou ingresso, haverá a Open Campus, que é gratuita. Em 15 e 16 junho, ela abrirá das 10 às 21 horas, e os visitantes poderão permanecer até as 22 horas. No dia 17, o horário de funcionamento será das 10 às 18 horas, com circulação permitida até as 19 horas.

No local, será disputada também a etapa Brasília do Campeonato Brasileiro de Drones, com pilotos profissionais. Os visitantes que tiverem noção de pilotagem de drones poderão testar as habilidades durantes os intervalos da competição. Outra disputa será o torneio de hóquei com robôs.

Debatendo o tema da edição, ocorrerá na Open Campus, em 15 de junho, o Fórum Cidades Inteligentes e Humanas. Em quatro painéis, representantes das três esferas do governo (federal, estadual ou distrital e municipal), especialistas e autoridades no assunto debaterão soluções para melhorar a qualidade de vida nas grandes cidades.

Esta é a primeira vez que Brasília sedia a Campus Party. A ideia de trazer o evento, do qual o governo de Brasília é um dos organizadores, é fortalecer o ambiente local de inovação e tecnologia.

jun 12

OPINIÃO: A PINGUELA

AYLÊ SALASSIÊ F. QUINTÃO

Com sua ação “direta e efetiva”, os Black Blocs são os que melhor expressam  o estado de espírito da população brasileira hoje. Eles dão a dimensão exata do grau de frustração dos cidadãos, irritantemente realimentados pelas tais frentes amplas, “cabeças pretas” – filhos dos “cabeças brancas” – , centrões,  autênticos da esquerda e da direita radicais.

O cidadão, indignado e sem reação, se vê submetido a uma violência simbólica, porém explícita.  Irrealismo, ficção?… Nada mais surrealista do que a travessia dessa pinguela  .

O quadro é desolador! Obras paradas, investidores recuando, lideranças presas, especulação e desemprego crescendo, insegurança individual ,  corrupção e violência física escancarada.  Como é difícil olhar o futuro, e projetar um 2018 mais saudável.

Era preciso ganhar este segundo semestre de 2017. O próximo ano é o das eleições. A confusão começará cedo.  No meio dessa crise, gerada por governos irresponsáveis, acompanha-se, com tristeza,  o agravamento dos problemas, cujas soluções vão sendo postergadas nas agendas públicas, para serem retomadas em momentos mais propícios, mas que tendem a ser esquecidos.

O que esperar da manutenção de Temer na chefia do Estado?  Só a história mesmo poderá dizer depois, muito depois…

Mantida a atual estrutura econômica e de Poder, não dá para prever exatamente o que vai acontecer.  Para começar haverá uma grande frustração dos perdedores, tanto de um lado quanto do outro,  envolvendo forças das mais diversas, conforme mostra essa tal Frente pelas Diretas, como se seus lideres tivessem a solução .

Na esteira do investimento no caos, estão as mesmas pessoas , os mesmos grupos explorando o silêncio – Porta aberta atrai ladrão – da população, para dar legitimidade à corrupção generalizada.

Ninguém faz uma Frente pela governabilidade. Consumada a cassação,  das frustrações surgirão novas frentes de luta – a luta permanente – , mesmo que não se tenha clareza do por quê se luta.

Nesse momento, a  explicação, que nenhum partido e político quer assumir, está na existência da Lava Jato e até do juiz Sérgio Moro. São inimigos Número Um dessas frentes. É tudo muito cínico. As frentes estão presas aos submundo da política e da economia, onde se unem os mais espertos.

É difícil, portanto, imaginar o que vai acontecer. Com Temer ou sem ele, tende-se a  entrar num túnel sem fim, numa explosão de contradições, dentro das quais serão enterradas conquistas históricas e a autoestima.

Há possibilidade de voltar à estaca zero de todo esse trabalho de  recuperação das instituições, de avanços e recuos em direção as reformas da Previdência, Trabalhista, e Política , cuja discussão tem custos elevadíssimos para a Nação.   Quem conduziu o País a isso devia estar mesmo preso. E, na cadeia, ser obrigado a trabalhar para se sustentar.  Todos, todos eles, é a opinião da maioria silenciosa.

Diria que a tal Frente pelas Diretas não tem pretensões democráticas, saneadoras, nem está preocupada com os desempregados ou mesmo com o futuro. Seus organizadores,  esforçam-se para fugir da Justiça, mediante a mobilização popular a alimentando a esperança de poder ainda tirar um naco do Poder, tão logo o governo Temer caia.

Ameaças desrespeitosas contra instituições e a Nação são feitas à luz dos holofotes da Tv: “Os juízes que querem me condenar poderão ser condenados amanhã” ou  “Os que fraquejaram na delação terão de prestar contas”. Parece tratar-se mesmo de organizações mafiosas atuando no submundo da política.

Se Temer  ficar, o quadro não será diferente. Sob a oposição dos perdedores, mesmo em frangalhos , já que a democracia não chega a despir  os sujeitos de tudo, vai ter de recomeçar a discutir as reformas, agora sob o fogo amigo.

Atolado também na corrupção – e até por ingenuidade – Temer não terá mais a confiança da Nação para apoiar suas iniciativas reformistas. Para governar, vai precisar do respeito público, nem que seja pelo medo, no que pode vir a depender de Raul Jungman.

Enredados assim  nas teias da politicagem, tudo vai perdendo o significado, gerando a desilusão até na crença de que  “Deus é brasileiro”.

Além dos Black Blocs, uma música  de Chico Buarque ajuda a entender o cenário vivido hoje  no País, embora não seja o autor o melhor exemplo, no momento: “O Padre Eterno que nunca foi lá / Olhando aquele inferno vai abençoar/O que não tem governo nem nunca terá/O que não tem vergonha nem nunca terá/O que não tem juízo…”. 

Assim, por falta de cautela, vai se naufragando. Caminha-se, lento e gradual, pela pinguela, em direção ao inusitado ou à “oportunidade de um recomeço”, segundo prega o  ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal.

*Jornalista, professor, doutor em História Cultural.

 

jun 12

O “ALEMÃO” ESTÁ ATINGINDO MUITA GENTE LIGADA A MIM

Tenho sofrido ao ver diversos amigos, com menos de 70 anos, dominados pela sombra do Alzhaimer.

Me parece que é uma degradação repentina. Meses antes pareciam normais, nas suas faixas de poder pessoal. De repente…

Chego perto deles e fico chocado. Tenho de dizer meu nome, recebendo uma resposta automática: “Oi, Renato”. Nem sabem quem eu sou.

Alguns ainda conseguem desenvolver uma conversa genérica. Perguntam pela minha família e perguntam o que tenho feito da vida. Mas certamente não estou identificado dentro daquele cérebro amigo.

Curiosamente, entre as centenas de mulheres que conheço, não vi nenhuma nesse estado ainda. Seria uma doença masculina?

Você que está lendo estas linhas deve se preocupar ao abordar este assunto. Será? Seria?

Da minha parte, tenho pouco medo de ser dominado pelo “Alemão”, não só pelo meu estado atual, de atenção total, mas também pelos antecedentes familiares.

Mas lembrei que, há décadas, demonstro “sintomas de Alzhaimer”, que administro com esperteza.

Na verdade, já trabalhei em mais de cem lugares diferentes, em Brasília e até fora daqui. Só de secretária, já devo ter convivido com mais de 300. Se for contar estagiários, são outros 300. E assim vai.

Encontro por aí pessoas que identifico como íntimas, sem saber de onde conheço.

Homens ou mulheres chegam, me abraçam, sabem coisas da minha vida, pedem conselhos, demonstram emoção. Mas minha memória não me leva a lugar nenhum, até que a pessoa dê alguma pista.

Portanto, se o “Alemão” me abraçar, já tenho o maior know-how… Vou conseguir enganar durante algum tempo. (RENATO RIELLA)

jun 12

ACREDITE: JOÃO PAULO FICOU ESPERANDO POR MIM EM PLENO VATICANO

papaNum determinado dia, o Papa João Paulo II ficou inquieto, durante vinte minutos, me aguardando para uma audiência no Vaticano.

Dito assim, ninguém acredita, mas posso provar, com fotos. Foi em 1990.

Joaquim Roriz havia sido eleito pela primeira vez para governador do DF. Na campanha, lançou a proposta de implantar o Metrô em Brasília.

Antes de tomar posse, houve convite do governo italiano para visita relacionada com transporte de superfície. Nas semanas de preparativos da viagem, procuramos a Nunciatura Apostólica (a embaixada do Vaticano em Brasília) e protocolamos pedido de audiência da comitiva do DF ao Papa João Paulo II.

Explicamos que Roriz queria expor no Vaticano o projeto de assentamento de 150 mil famílias, com a remoção e extinção de 64 favelas existentes em Brasília.

Quando partimos, fomos a Turim, para estudo sobre o ótimo metrô de superfície dessa cidade italiana. Me informaram, ainda em Brasília, que a Nunciatura fazia estudo cuidadoso sobre a questão dos assentamentos. Os técnicos do Vaticano visitaram Samambaia e outras áreas.

AUDIÊNCIA MARCADA

Partimos para Roma, onde teríamos contatos com grupos empresariais. De surpresa, na capital italiana, fomos procurados no hotel por um representante do Papa, que nos deu a data para a audiência com João Paulo II. Oba!

Houve alvoroço. Roriz aproveitou para ampliar a comitiva, convidando pessoas da família e alguns outros, que viajaram por conta própria até Roma, às carreiras.

No dia marcado, chegamos ao prédio administrativo do Vaticano, de quatro andares, duas horas antes do encontro.
Éramos um grupo de dez pessoas.

Depois da identificação, fomos levados por um monsenhor meio velhinho, muito magro, até um enorme salão, no terceiro andar, onde esperamos por mais de uma hora.

De repente, o afobadinho chegou e começou a berrar em italiano algo como “vamos, vamos”. Assim, onze pessoas, algumas mais volumosas, foram enfiadas num elevador antigo, daqueles de porta com grade. Pensei: “Isso não vai dar certo!”

O elevador desceu até o segundo andar e, com excesso de peso, passou adiante. Ficou no meio do andar. Durante alguns minutos, o nosso apertadíssimo grupo apavorou-se, suando, as mulheres cheias de lágrimas. O monsenhor nervosinho pedia providências para os italianos que estavam do lado de fora. Corre-corre!

Conseguiram abrir a porta externa. Nós também conseguimos abrir a porta de grade, na raça. Ficou um vão livre de cerca de 80 centímetros, com grande movimentação no segundo andar.

De vez em quando, uma batina branca aparecia, andava de um lado para outro – e sumia. Vinte minutos depois, quando os mecânicos conseguiram subir o elevador até o segundo andar, vimos que a batina branca era a do próprio Papa. Ele ficou muito preocupado com o incidente.

João Paulo II foi extremamente carinhoso com as mulheres, especialmente Dona Weslian e Márcia Kubistchek, que estavam apavoradas, tremendo e chorando.

Graças a isso, tivemos uma audiência longa e fantástica, todos de pé, podendo falar com o Papa sobre o Brasil e sobre o futuro de Brasília. Acabou sendo um encontro bem humorado – em português.

CONHECIMENTO SOBRE OS ASSENTAMENTOS

O fantástico Papa demonstrou muito conhecimento sobre o programa de assentamento, pois tinha recebido os estudos feitos pela Nunciatura. Deu até sugestões, que Roriz certamente atendeu na volta ao Brasil.

O governador eleito explicou ao Papa que os lotes de assentamento eram passados sempre em nome de mulheres que tinham filhos, moravam há mais de cinco anos em Brasília e estavam instaladas precariamente em favelas. João Paulo gostou do que ouviu.

No dia seguinte, no hotel em Roma, fui procurado pelo fotógrafo oficial do Vaticano, que me vendeu por uma grana legal uma completa coleção de fotos da audiência. Paguei em dólares e foi barato, claro, diante da grandeza do momento documentado.

Assim, o cara de cabelo preto e rosto sorridente, andando em direção ao Papa, nesta foto do Face, é o baiano conhecido de vocês. João Paulo II me entregou um tercinho de recordação, que dei de presente para a minha santinha baiana, Tia Aurora.

Na foto, vocês vêem também meu amigo Osório Adriano e a mulher, Silvinha, que nos acompanharam.

Na verdade, João Paulo esperou vinte minutos por Roriz, mas eu estava junto e vi. Esperou por mim também, que sou filho de Deus.

Difícil de acreditar, não! Mas há muitas testemunhas…(RENATO RIELLA).

jun 12

ESPECIALISTAS FINANCEIROS PESSIMISTAS EM RELAÇÃO AO CRESCIMENTO DO PIB

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, está despertando pessimismo no que se refere a 2017.

Especialistas financeiros consultados toda semana pelo Banco Central prevêem que a economia brasileira cresça apenas 0,41% este ano. Na semana passada havia mais otimismo, com perspectiva de 0,50%.

Para o próximo ano, a projeção de crescimento da economia passou de 2,40% para 2,30%.

O pessimismo dos especialistas parece influenciado pela crise política, que não dá perspectivas de se reduzir, abalando o desempenho do governo Temer.

Para as instituições financeiras, a taxa Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e controlar a inflação.

A projeção dos especialistas para a cotação do dólar permanece em R$ 3,30 ao final deste ano e em R$ 3,40 no fim de 2018.

jun 12

PREVISTA INFLAÇÃO DE 3,71% EM 2017

Parece incrível, mas o Brasil pode ter inflação de apenas 3,71% este ano. Esta é a previsão dos principais analistas financeiros do país, feita na pesquisa semanal do Banco Central. Na semana passada, a projeção era maior: 3,90%.

Para 2018, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é também baixa: 4,37%.

É claro que uma inflação pequena merece comemoração, mas no Brasil atual há preocupação, pois a causa está relacionada com a crise econômica e o desemprego, que atinge 14 milhões de trabalhadores, sem poder de compra.

jun 06

TEMER PODE VENCER POR W.O. MAS NÃO GANHA O CAMPEONATO

Ninguém tenta arriscar qualquer palpite em relação ao futuro político do Brasil, mas o jornal Valor Econômico arriscou tudo na edição de hoje: garante que o presidente Michel Temer vence a votação que começa à noite no Tribunal Superior Eleitoral.

Mas permanecem as outras hipóteses. Quase todas indicam que Temer permanece no Palácio do Planalto durante um tempo a mais, tempo este que a gente não consegue prever.

Para hoje, há sempre a hipótese de um ministro amigo, no TSE, pedir vistas do processo e adiar a decisão. Ou mesmo, se Temer perder, recorrer ao Supremo Tribunal Federal, para empurrar o assunto com a barriga até o recesso de julho dos tribunais e do Poder Legislativo. Assim, tudo ficaria para depois de agosto.

E por que Temer venceria por W.O?

Nos diversos esportes, vence um atleta ou um time por W.O. quando não há adversário em campo. É o caso. Hoje, há inexistência de opção válida para assumir o governo caso a chapa Dilma-Temer seja cassada. Quem? Quem?

Colocar o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, na Presidência da República, é criar Temer-2, pois imediatamente os processos contra este jovem parlamentar passariam para a primeira pilha de prioridades nos tribunais. E tudo recomeçaria, como vem recomeçando há anos no Brasil. Denúncia, denúncia, denúncia…

E tem um complicador político esta semana, na figura do PSDB. Este partido muito forte não consegue conter a reação dos seus políticos mais jovens, a maioria deles exigindo rompimento com o governo Temer.

Enquanto isso, Temer vai ter de responder, por determinação do STF, ainda esta semana, a 84 perguntas cabeludas feitas pela Polícia Federal.

E, breve, sai o laudo da PF avalizando provas contra Michel Temer contidas na célebre gravação de Joesley.

Assim, você que está lendo deve ficar tão tonto quando todos nós, que acompanhamos de perto a política.

Na prática, Michel Temer luta para manter o foro privilegiado q              ue protege ele e seus chamados “ministros da Casa”, todos passíveis de prisão se o governo cair.

Por tudo isso, está difícil imaginar o que vai acontecer. Só não pode dar 7×1, porque os ministros do TSE são apenas sete.  (RENATO RIELLA)

jun 05

PREVISTA INFLAÇÃO DE 3,90% ESTE ANO

Especialistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central preveem estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 3,90% este ano.

Para 2018, a estimativa permaneceu em 4,40%.

Para as instituições financeiras, a taxa oficial de juros Selic encerrará 2017 e 2018 em 8,5% ao ano. Atualmente, ela está em 10,25% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e, consequentemente, a inflação.

jun 05

CRESCIMENTO DO PIB DO BRASIL VAI DE 0,3% A 0,5% NAS PREVISÕES

O mercado financeiro brasileiro, consultado semanalmente pelo Banco Central, previu crescimento econômico de 0,5% em 2017.  Na última sexta-feira (2), houve certo otimismo, ao saber-se que o Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, avançou 1% no primeiro trimestre deste ano.

No entanto, o Banco Mundial está pessimista e reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para este ano. A atualização do documento Perspectivas Econômicas Mundiais, divulgado ontem (4), prevê crescimento do PIB brasileiro de apenas 0,3%. A estimativa ficou 0,2 ponto percentual menor do que a informada em janeiro.

A projeção de 0,5% é do boletim Focus, uma publicação elaborada pelo Banco Central (BC) e divulgada em Brasília às segundas-feiras.

A projeção para a expansão do PIB em 2018 caiu de 2,48% para 2,40%.

jun 05

ARTIGO SOBRE O NOVO LIVRO DE MAGNO MARTINS: O QUE, QUANDO, ONDE, COMO, PORQUE

 

JOSÉ ADALBERTO RIBEIRO, JORNALISTA (Profeta Adalbertovsky)

MONTANHAS DA JAQUEIRA – No princípio era o verbo. Estava escrito. Está escrito. Maktub. Ser repórter é um verbo. O escritor-repórter-jornalista-blogueiro Magno Martins é um verbo transitivo direto, plural. Verbos são palavras que dão nomes e sobrenomes aos bois, aos animais da fauna política, aos passarinhos da flora, terra, água, ar fogo, elementos da natureza. E também dão nomes às ressonâncias ultramagnéticas da natureza humana.

Os verbos comandam a patota dos substantivos, adjetivos, pronomes, advérbios, preposições, conjunções. E essas criaturas fazem orações. Escrever poemas, reportagens e crônicas é fazer orações.

As linhas da vida são feitas de orações e emoções. O escritor e blogueiro Magno Martins compôs muitas orações neste vale de lágrimas, de sonhos e fantasias desde o berço no Vale do Pajeú.

O bem-aventurado poeta Maiakovski dizia: “Eu sou uma fábrica/ e se chaminés me faltam …” “A anatomia em mim enlouqueceu/ sou todo coração”. O bicho era uma fábrica de sonhos e poesia. Misturou sua paixão pela revolução bolchevique russa no século passado e a paixão por Lilitcka, e enlouqueceu. As paixões e as revoluções às vezes enlouquecem os corações.

O papaizinho eu sou pequenininho do tamanho de um passarinho, sou apaixonado pela vida, adoro minhas musas do dia a dia e Zeus me livre de enlouquecer. Nem morto. Anjos da guarda, protegei nossos corações no jardim das aflições e dos Aflitos!

Magno é uma fábrica sem chaminés, uma fábrica de notícias, uma cachoeira de informações.

Todíssimos os personagens da nossa fauna e os cenários de nossa fauna política são passados em revista na expedição jornalística de Mister MM, de Taboca a Rancharia, de Salgueiro a Bodocó, Recife, Brasília et Orbi. Equivale a um safári nas selvas da política.

Magno é um escritor hexa, escreveu seis livros. Ser um escritor hexagonal é luxo. 1) – O Nordeste que deu certo 2) – O lixo do poder 3) –  A derrota não anunciada 4) – Reféns da seca 5) – Perto do coração 6) – Histórias de repórter. E tem mais dois no forno de sua oficina de neurônios: 7) – Fenômenos eleitorais e 8) – Santuários eleitorais do Bolsa Família. Será hepta e depois octa, mesmo sem ser octogenário.

Aviso: não torço por nenhum timezinho de futebol, nem pelo Ibis de Liverpool, nem pelo Real Madrid de Moscow, nem pelos cartolas da CBF de Zagalo, nem pelo Sport de Nova York, nem pelo Santa Cruz de La Sierra, nem pelo Barcelona do técnico Magrão.

Às vezes torço um pouquinho apenas pelo 13 de Campina Grande para matar as saudades da Serra da Borborema, feito o sertanejo Magno Martins Fonseca torce pelo Carcará de Salgueiro downtown.

A notícia tem cheiro, tem zumbido, tem cor, e também tem disfarces. O repórter é o cara que ouve o zumbido, sente o cheiro, fareja a notícia. É tipo o perfumista que segue a trilha para descobrir a melhor essência da notícia.

Mister MM navega na biosfera da notícia a bordo de sua bota de sete léguas.      As novas gerações, os jovens de 80 anos, 85 anos, 75 e até os veteranos de 20 e 25 anos embrenhados nas selvas da Internet e do noticiário irão conjugar aquele lead do jornalismo: o que, quem, onde, quando, onde e porque.

Meninas e meninos: as notícias são perecíveis. Hay que registrá-las na pedra do papel.

 

jun 04

POR FALAR EM DIGNIDADE, ME LEMBREI DAS FANTÁSTICAS “BAIANAS DO ACARAJÉ” DA BAHIA

Faço há dois anos curso semanal de Teologia/Filosofia na Comunhão Espírita de Brasília. Nesta semana, abordamos a “dignidade humana”, oferecida por Deus, mas nem sempre valorizada por nós. E como precisamos de igualdade, neste Brasil tão ferido!

Aprendi na aula que pode existir dignidade em qualquer faixa etária, qualquer raça, qualquer situação econômica, se o ser humano tiver princípios e capacidade de se organizar. Independe de riqueza ou de nível cultural.

E, em plena aula, me lembrei das “baianas de acarajé” da minha infância e da minha adolescência, que sempre foram motivo de grande admiração para este baiano nascido repórter. Como elas se impunham, na sua pobreza afro! Às vezes, até eram bastante brabas, corajosas na autodefesa.

Em diversos bairros e diversos momentos, vi a baiana de acarajé chegar de ônibus no final da tarde, carregando seu tabuleiro na cabeça, para instalar-se numa esquina comercial. Era uma vendedora ambulante que o “rapa” não tinha coragem de atacar.

No início, ainda menino, dei risada e achei estranho. Depois, foram me explicando as razões de cada ato. E passei a valorizar este tipo que fez a imagem de Salvador e que brilha nas alas valorizadas das escolas-de-samba do Rio.

Primeiro, minha admiração pela extrema elegância. Geralmente eram mulheres de meia idade, negras herdeiras de escravos, cheias de corpo – e bonitas. Vinham com vestidos brancos rodados de renda, limpos, quase luminosos.

E usavam torso igual no cabelo – afro total. O riso aberto, com dentes muitos brancos, era uma marca.

Antes da instalação, cada uma varria meticulosamente a calçada. Depois, com moringa de barro, a nossa personagem lavava o chão ao redor. Higiene espiritual oriunda do Candomblé.

Finalmente, a baiana sentava-se, abria o tabuleiro e despejava ao lado um acarajé, como se servisse um cliente invisível. Era o “acarajé do santo”, oferecido como preceito do candomblé para proteger aquele ambiente. Um ato também espiritual. Santo come?

Ninguém contestava nem ridiculariza nunca seu ritual. E a negra da minha terra podia, então, começar a vender diversos produtos baianos. Neste momento, pequena fila já se formava, impaciente com tantos preparativos. Mas ela ia atendendo naquele ritmo sábio de Dorival Caymmi: sem pressa.

Na véspera, ainda em casa, as mulheres trabalhavam a massa de acarajé (feijão fradinho), deixando-a fermentar durante quase 24 horas. Pela manhã, outros preparativos para que, às 17 horas, a comercialização pudesse ser feita.

E, como vocês sabem, o acarajé é cozido na hora do consumo, em frigideiras com dendê. Ô-la-lá!

Foi um costume maravilhoso que se desenvolveu ao longo de décadas na Bahia, produzindo comidas famosas. E fazendo a honra da terra onde o Senhor do Bonfim anda de braços dados com os orixás.

Entendi com o tempo que as autênticas baianas tinham um status diferente na cultura e na sociedade de Salvador.

Formavam uma espécie de casta negra, muito respeitada. Acima da sociedade comum.

Vi donas de casa brancas, até meio riquinhas, tratando essas mulheres simples com extrema reverência – e até ouvindo seus conselhos sobre a vida.

No fim do dia, com tabuleiro vazio, a baiana do acarajé voltava para a sua casa em bairro pobre – mas de grande dignidade. Tinha vendido razoável quantidade de acarajés, abarás, cocadas diversas e amor universal, sem fronteiras.

Hoje, muitos doutores baianos devem ser filhos de mulheres que, em décadas atrás, construíram o futuro atrás dos tabuleiros. Só não sei dizer se as atuais baianas mantêm a mesma aura de grandeza espiritual – mas acredito que algumas, sim!

Por isso, Gil canta que a Bahia nos deu régua e compasso. Tivemos com quem aprender sobre grandeza humana, meu irmão! (RENATO RIELLA)

jun 04

MINUTO DE SABEDORIA

NÃO aceite maus conselhos!

Não se deixe sugestionar por palavras de

desânimo!

Sempre existe uma saída para qualquer

problema, por mais complexo e difícil que

nos pareça.

A Força Divina que rege os universos

está dentro de nós.

Ligue-se ao Pensamento Universal de

Bondade e Amor, e vencerá todos os obstáculos.

(C TORRES PASTORINO)

jun 01

CAESB ANUNCIA NOVAS ALTERNATIVAS PARA ÁGUA EM BRASÍLIA NO MÊS DE SETEMBRO

Tentando controlar o nosso pânico pela perspectiva de falta d’água no segundo semestre deste ano, o Governo do DF anuncia que as obras feitas em Bananal e no Lago Norte já terão resultados em setembro, quando a seca deve estar no auge.

Parece muito otimismo, mas a informação é oficial e busca tranqüilizar a população, pois não há esperança de chuva forte nessa época do ano.

Segundo a Caesb, as obras do Subsistema Bananal, no Parque Nacional de Brasília, estão 25% executadas.

O Bananal significa um reforço de 726 litros por segundo para o Sistema de Produção Santa Maria-Torto. O investimento é de R$ 20 milhões, provenientes do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste, do Banco do Brasil.

Cerca de 170 mil pessoas serão beneficiadas com as intervenções, que incluem captação no Ribeirão Bananal e bombeamento para a Estação de Tratamento de Água de Brasília. As obras de estrutura da elevatória, subestação e guarita estão em fase final de execução.

Junto com a captação no Lago Paranoá, serão mais de 1,4 mil litros por segundo de reforço à rede do DF.

“São as duas primeiras obras significativas de captação de água desde a Bacia do Pipiripau, há 16 anos. Isso mostra que a Caesb voltou a investir em grandes intervenções”, avalia o presidente da companhia, Maurício Luduvice.

As obras na parte goiana do Sistema Produtor Corumbá 4 foram retomadas. O fornecimento será de até 5,6 mil litros por segundo e vai ampliar em 70% a capacidade de abastecimento do DF, além de desafogar o Descoberto. O orçamento é de R$ 540 milhões, divididos de forma igualitária.

Compete ao estado de Goiás a captação hídrica e a construção de 12,7 quilômetros da adutora. Outros 15,3 quilômetros são de responsabilidade do DF, assim como a estação de tratamento de Valparaíso, de onde a água será bombeada para o DF e o Entorno.

A Caesb tem também um projeto, já licitado, para captar, armazenar, tratar e distribuir água do Lago Paranoá de forma definitiva. As obras estão orçadas em R$ 480 milhões — o governo de Brasília negocia financiamento com a Caixa Econômica Federal.

Pelos próximos 40 anos, serão atendidas 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, nos Condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville e em Sobradinho.

No fim de março deste ano, a Caesb reativou a captação no Rio Alagado, no Gama. São 20 litros por segundo, que beneficiam cerca de 16 mil pessoas na região. Foram recuperados 4 quilômetros de trechos da adutora e instalada uma válvula redutora de pressão. A água captada passa por um tratamento simplificado e é encaminhada para a própria rede de distribuição.

Também no Gama, cerca de 15 mil moradores são abastecidos pelo córrego Crispim desde novembro de 2016. São captados 40 litros por segundo desde a reativação de três quilômetros de adutora e a construção de mais 180 metros de redes. A água é tratada e encaminhada para o reservatório do Gama.

jun 01

TAXA OFICIAL DE JUROS CAI MAIS, PORÉM CONSUMIDOR TEM AINDA POUCOS RESULTADOS

Pela sexta vez seguida, o Banco Central (BC) brasileiro baixou os juros básicos da economia, mas os juros cobrados nos cartões de crédito permanecem acima de 400% ao ano e os dos cheques especiais ficam acima de 200%, o que é um verdadeiro assalto.

Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic em 1 ponto percentual, de 11,25% ao ano para 10,25% ao ano.

A Selic chega ao menor nível desde janeiro de 2014, quando estava em 10% ao ano.

De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano, no menor nível da história, numa ação demagógica imposta pela presidente Dilmar Roussesff, que ajudou a quebrar o Brasil.

Em comunicado, o Copom destaca que a inflação continua em queda e que o cenário internacional segue favorável para o Brasil.

O Banco Central, no entanto, considera que o aumento das incertezas em relação ao clima político e ao andamento das reformas pode levar à redução do ritmo de corte da taxa Selic nas próximas reuniões.

A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,14% em abril, no menor nível da história registrado para o mês.

Nos 12 meses terminados em abril, o IPCA acumula 4,08%, a menor taxa em 12 meses desde julho de 2007.

maio 30

“CASA ABERTA” É UMA METODOLOGIA CONTRA A CRACOLÂNDIA. MAS SERÁ QUE ALGUÉM LEVA ISSO A SÉRIO?

casa abertaO Brasil está perdendo a guerra contra o crack. Quando age, como aconteceu em São Paulo, é de forma desastrosa.

Mas existe uma metodologia testada, com a qual convivi na década de 90, que poderá ser útil, se alguém ler este texto.

Chama-se Casa Aberta – e é simples.

De 92 a 94, acumulei no Distrito Federal a Secretaria do Trabalho com a área de Serviços Sociais. Trabalhando sempre de porta aberta, recebi uma assistente social mais antiga, Conceição Dutra. Ela, por sinal, tinha graves problemas de saúde – mas não parava de trabalhar.

Conceição me disse que a Fundação de Serviços Sociais tinha um terreno grande na 903 Sul, ocupado pelo mato, no qual podíamos fazer uma experiência de recuperação dos menores abandonados do Plano Piloto, que viviam tomados pelas drogas.

Era a proposta de Casa Aberta. Por sorte, dias antes, pude nomear para o famigerado Caje, onde mais de cem menores infratores eram mantidos prisioneiros, um militar.

Era o coronel Jaime Telles, um ser humano maravilhoso, que durante muito tempo tinha sido comandante da Escola de Educação Física do Exército.

A assistente social Conceição e o coronel Jaime uniram-se para salvar os meninos de rua que viviam no centro de Brasília. Usando o terreno da 903 Sul, os dois buscaram o apoio do Comando Militar do Planalto.

Um dia, me levaram ao local, onde foram instaladas diversas barracas de campanha do Exército. A área estava bem cercada e o mato havia sido podado.

E assim começou a experiência de Casa Aberta em Brasília. À noite, a equipe de técnicos coordenada por Conceição Dutra saía em duas kombis, indo principalmente à Rodoviária de Brasília. Mesmo sendo secretário de Estado, algumas vezes saí com eles, para sentir o drama.

 

ADOLESCENTES A SERVIÇO DO TRÁFICO

No centro, da cidade, adolescentes abandonados passavam a noite drogados, trabalhando para distribuir o material dos traficantes à clientela noturna.

Nossa equipe convidava eles para dormir nas barracas de campanha da Casa Aberta. Com uma condição: na entrada do terreno, sob a supervisão de soldados, os jovens eram submetidos ao famoso baculejo. Isto é: eram revistados e não podiam entrar com nada suspeito. Droga, então, nem falar.

No início, foi muito difícil. Depois de algum tempo, mais de cem seres marginalizados estavam freqüentando a Casa Aberta durante a noite. A secretária de Serviços Sociais, a experiente Maria do Barro, tomou gosto e construiu uma casa de verdade no local, com madeira de eucalipto. E as coisas foram acontecendo

Os garotos (havia poucas garotas) dormiam na Casa Aberta, onde tomavam banho, recebiam cobertores, comiam boa comida, viam TV, jogavam dominó, cantavam e até grupos de tai-chi-chuan apareciam lá para animar a festa.

Um dia, falou-se que os traficantes estavam ameaçando nossas equipes, principalmente na Rodoviária, até dando tiros. Consegui dois agentes policiais “matadores”, que passaram a acompanhar nosso pessoal nas kombis. Problema resolvido e balas de volta!

Os internos da Casa Aberta eram livres. De manhã cedo, depois do café com pão, saíam livremente pela cidade. E, claro, muitos continuavam praticando pequenos crimes.

Um dia, uma comissão de moradores das quadras 700 foi até o governador Roriz reclamar. Levaram registros policiais feitos na delegacia da região. Pequenos roubos, arrombamentos, depredações, etc, sempre envolvendo menores.

O governador me chamou e mandou fechar a Casa Aberta. Pedi a ele que me desse 15 dias para reverter a situação. Nessa noite,cheguei em casa, deitei de lado e chorei. Lembre da deputada Maria Abadia. Esta minha amiga, quando soube da minha nomeação, me disse: “O único período infeliz da minha vida foi quando dirigi a área de Serviços Sociais do GDF”.

Dois dias depois, já fortalecido nas minhas intenções, reuni a garotada e fiz um pacto macabro: “Vamos combinar! Quando vocês saírem daqui, pela manhã, depois do café, devem ir para longe. Andem para depois do Eixão. Ninguém pode ser visto aqui por perto. Caso contrário, fecho a Casa Aberta. Há muitas reclamações da vizinhança contra vocês”.

Quinze dias depois, Roriz me chamou e perguntou: “Que milagre você fez? Os registros policiais sumiram”. Claro que não contei minha malandragem meio mafiosa.

 

REAPROXIMAÇÃO DOS VICIADOS COM AS FAMÍLIAS

Depois de algumas semanas de trabalho, a equipe de Conceição Dutra passou a levar mães, pais e irmãos dos meninos marginais para vê-los na Casa Aberta. Foram os primeiros contatos, bastante difíceis, mas gratificantes. Os adolescentes perdidos apareciam de cabelo cortado, banho tomado e em condições de conversa, embora muito desconfiados.

Em paralelo, o coronel Jaime Telles conseguiu uma coisa maravilhosa. Seis quartéis do Setor Militar Urbano aceitariam receber adolescentes da Casa Aberta durante o dia, desde que houvesse o meu compromisso de conseguir seis ônibus e determinada quantidade de cestas básicas para complementar a alimentação.

Claro que aceitei a oferta. Cerca de 150 meninos de rua, muitos deles oriundos do Caje (onde entravam e saíam sempre, reincidentes), eram levados de ônibus, após o café da manhã, para passar o dia com soldados, rapazes quase da mesma idade. Isso de forma natural, sem ninguém obrigar eles a nada.

A integração foi total. Os jovens militares aproveitaram fardas usadas e fizeram uniformes para a garotada, de calça curta. Os meninos ajudavam a tomar conta dos cavalos, ajudavam na bóia (comida), lavavam canhões, faziam exercícios puxados, praticavam esportes, etc. E tinham tempo para estudar algumas noções que o Exército decidiu passar para eles, fortalecendo alfabetização, etc.

A repercussão foi grande, com reportagens nas principais redes de TV. Tenho certeza que conseguimos salvar dezenas e dezenas de meninos. Muitos deles estavam perto de fazer o Serviço Militar e foram encaminhados para essa atividade. E diversos outros retomaram contato efetivo com suas famílias. Saíram da rua e das drogas. Alguns, talvez, tenham retornado às ruas…

Sinto dizer que, em 1994, muito desiludido, deixei o governo para sempre e, aos poucos, o projeto foi morrendo. Mas teve efeito.

O principal efeito é saber que Casa Aberta é uma metodologia útil, que pode ser feita em parceria com as Forças Armadas, como experiência em algumas cracolândias do Brasil.

O importante é tirar o drogado do inferno por algumas horas, com atitudes motivacionais, conforto, atendimentos diversificados e continuidade. Mas precisa de vontade política. Basta dizer que, quase toda noite, morto de cansado, passava na  Casa Aberta para conferir cada coisa e me emocionar de chorar.

É incrível como a novidade passa de boca a boca. Em pouco tempo, depois das 19 horas, nosso público já vinha chegando, em péssimo estado. Mas aos poucos todos se recuperavam e passavam a noite em paz. Nunca houve briga nem confusão, pois os soldados ficavam de sentinela.

Detalhe: é preciso ter autoridade e regras rígidas. A Casa Aberta, protegida por militares do Exército, tinha hora para entrar (até as 21h) e quem saísse não voltava mais naquela noite. Nada de drogas, o que a sessão de revista bem feita garantia.

Pode ser que algum brasileiro inteligente consiga ler este texto enorme!

Registro que, meses e meses depois que saí do governo para sempre, recebi uma verdadeira declaração de amor da Conceição Dutra, acompanhada deste desenho feito em bico de pena, registrando o que foi a Casa Aberta da 903 Sul.

Deus viu o que a gente fez.  (RENATO RIELLA)

 

maio 29

PREVISTA INFLAÇÃO DE 3,95% ESTE ANO

A previsão do mercado financeiro para a inflação foi levemente ajustada para cima.

Após 11 reduções seguidas, a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 3,92% para 3,95%.

Este possível aumento da inflação revela pessimismo dos analistas financeiros diante da crise política contínua no Brasil.

A projeção para a inflação este ano está abaixo do centro da meta, que é 4,5%.

Para 2018, a estimativa da inflação subiu de 4,34% para 4,40%.

 

maio 29

TAXA DE JUROS PODE CAIR PARA 10,25% ESTA SEMANA

Em meio a uma crise política contínua, o Brasil pode ter uma ótima notícia, esta semana, com a queda da taxa de juros oficial, que pode ser rebaixada para 10,25%.

Instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) esperam por corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para amanhã (30) e  quarta-feira (31).

A expectativa consta do boletim Focus, uma publicação elaborada todas as semanas pelo BC, com projeções para os principais indicadores econômicos.

Atualmente, a Selic está em 11,25% ao ano.

Para o fim de 2017 e de 2018, a expectativa do mercado financeiro é que a taxa fique em 8,5% ao ano. A Selic é um dos instrumentos usados para influenciar a atividade econômica e consequentemente a inflação.

maio 26

A BONITINHA DO BNDES PEDIU DEMISSÃO FUGINDO DA CPI QUE VEM POR AÍ

A presidente do BNDES, a queridinha Maria Sílvia, acaba de pedir demissão, fugindo da CPI que vai escancarar essa instituição monstruosa.

Espero que, mesmo em fuga, seja convocada a explicar porque escondeu debaixo do tapete bilhões, bilhões e bilhões que o Brasil perdeu para bandidos de todos os quilates.

O que Maria Sílvia fez contra Eike Batista? Qual a ação dela em relação à dupla caipira do Friboi?

Ficou barato o pedido de demissão da Silvinha, que vai embora sem explicar nada.

Nós pagamos mais de 300% de juros no cheque especial e não temos a quem reclamar. Já o Eike…

Maria Silvia Bastos é a Graça Forster do BNDES – só que ainda bonitinha.

(RENATO RIELLA)

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