Governo Lula quer usar o aumento da arrecadação com a alta do petróleo, provocado pela guerra no Oriente Médio, para reduzir tributos sobre os combustíveis, em proposta já enviada ao Congresso.
O projeto autoriza o Governo a reduzir tributos como PIS, Cofins e Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) sobre a gasolina e etanol –a exemplo do que já fez com diesel e biodiesel– sempre que houver aumento extraordinário de arrecadação com o petróleo.
A gasolina é vendida perto dos R$ 7,00 nas principais cidades brasileiras, sendo um dos principais fatores de desgaste do Governo Lula, a cinco meses da eleição.
PREJUÍZO – Os Correios apresentaram os péssimos resultados financeiros de 2025. No ano, a empresa registrou prejuízo de R$ 8,5 bilhões.
Foram R$ 6,4 bilhões só com despesas com precatórios, que são dívidas que precisam ser pagas por determinação da Justiça.
O valor superou em mais de três vezes o prejuízo registrado em 2024, que foi de R$ 2,6 bilhões. Foi o 14º trimestre consecutivo de prejuízo da empresa desde o quarto trimestre de 2022.
LEI DO BRB – Tribunal de Justiça do DF voltou a suspender trechos da lei que trata do socorro ao BRB. A decisão atinge dispositivos que autorizavam o uso de bens móveis e imóveis públicos do Governo do DF para reforçar o patrimônio do banco.
PRISÃO – Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal tem até as 23h59 de hoje para decidir, por meio digital, se mantém a prisão preventiva do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O voto do ministro Nunes Marques é duvidoso e decisivo.
Discutindo sua delação premiada, Paulo Henrique faz gestão para ser transferido da Penitenciária da Papuda para a sede da Polícia Federal em Brasília.
FGC – Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou medidas para liquidez das instituições financeiras, após o escândalo do Banco Master. Cria novos mecanismos de garantias das instituições associadas ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC), “com foco na redução de riscos”.
As instituições associadas devem manter montante alocado em títulos públicos federais. É incorporado novo indicador, baseado na composição e na qualidade dos ativos das instituições, como gatilhos para a obrigatoriedade dessa alocação.
Foi introduzido o conceito de Ativo de Referência (AR). Quando o volume de recursos captados com garantia do FGC superar o AR, a instituição deverá direcionar parte desses recursos para títulos públicos federais, com aplicação gradual ao longo do tempo.
SUPERMERCADOS – Consumo dos brasileiros em supermercados registrou alta de 1,92% no primeiro trimestre de 2026, segundo Associação Brasileira de Supermercados (Abras).
No mês de março, o consumo foi 6,21% maior que em fevereiro. Já em relação a março do ano passado, o avanço foi de 3,20%.
VOTO DOS PRESOS – Tribunal Superior Eleitoral decidiu por unanimidade que o trecho da Lei Antifacção, que proíbe o voto de presos provisórios, não será aplicado nas eleições de 2026.
TSE afirmou que a norma viola o princípio da anualidade, previsto na Constituição, segundo o qual mudanças nas regras eleitorais devem ser aprovadas até um ano antes do pleito para terem validade. Passam a valer nas eleições seguintes.
CASO MASTER – Polícia Federal deflagrou a Operação Moral Hazard, para apurar gestão temerária de recursos do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores municipais de Santo Antônio de Posse, no interior de São Paulo.
Cerca de R$ 13 milhões teriam sido aplicados em Letras Financeiras do Banco Master. O ex-diretor-presidente do IPREM Posse, Hortêncio Lala Neto, está entre os alvos da operação.
SIMPLES – Comitê Gestor do Simples Nacional publicou Resolução que altera significativamente o cronograma e as regras para microempresas e empresas de pequeno porte.
Estabelece prazos antecipados para a opção pelo regime em 2027 e regulamenta a transição para o novo sistema tributário, com foco na implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição Social sobre Bens e Serviços (CBS).
A opção pelo Simples Nacional para o ano-calendário de 2027 deverá ser formalizada entre 1º e 30 de setembro de 2026.
GUERRA – Israel e Líbano concordaram em estender o cessar-fogo por mais três semanas. Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o acordo após representantes dos dois países se reunirem em Washington.
EUA e Irã mantêm trégua na guerra, mas situação no Estreito de Ormuz permanece tensa, com conflitos diários.
FAKE NEWS – Ministro do STF Gilmar Mendes defende que o inquérito das fake news continue aberto “pelo menos até as eleições” deste ano. Disse que a investigação se mantém relevante, diante de ataques à Corte.
Esse inquérito, em mãos do ministro Alexandre de Moraes, já completou sete anos. Funciona como instrumento do Supremo para reagir contra investidas externas, sendo combatido inclusive pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), por não ser concluído nunca.
LEILÃO – Banco Central anunciou que fará hoje dois leilões simultâneos no mercado de câmbio – um de venda à vista de dólares e outro de swap cambial reverso.
No leilão à vista será ofertado US$ 1 bilhão. Nesta venda, na prática, o BC retira dólares das reservas internacionais e vende aos dealers de câmbio.
Por sua vez, na operação de swap cambial reverso o BC negociará até 20.000 contratos
IMÓVEIS RURAIS – STF validou regras restritivas à compra ou à utilização de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por estrangeiros, em votação unânime ontem.
A decisão garante a constitucionalidade de lei de 1971, que impõe condições à venda de imóveis rurais a estrangeiros e empresas de capital internacional.
BOLSA – O Ibovespa (IBOV), que na semana passada chegou muito perto de alcançar 100 mil pontos, está novamente pressionado pela aversão ao risco externo, com os investidores atentos aos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã. Ontem, caiu para 191.378,43 pontos.
Os bancos foram, mais uma vez, os destaques entre as perdas. O Índice Financeiro (IFNC) encerrou o pregão com queda de 1,41%. O Itaú Unibanco (ITUB4), terceiro papel com maior peso na carteira do Ibovespa, caiu 1,89%, a R$ 44,18.
ECONOMIA – Índice Bovespa, da Bolsa de Valores, fechou ontem em 191.378 pontos, com queda de -0,78%.
MUNDO
⬇️ EUA – Dow Jones: -0,36%
⬇️ EUA – Nasdaq: -0,89%
⬇️ EUA – S&P 500: -0,41%
⬇ Europa – Euronext: -0,17%
⬇️ China – Xangai: -0,32%
⬇️ Japão – Nikkei: -0,75%
MOEDAS – FONTE: BC
⬆ Dólar Comercial: R$ 5,00 (+0,58%)
⬆ Dólar Turismo: R$ 5,19 (+0,51%)
⬆ Euro Comercial: R$ 5,85 (+0,42%)
⬆ Euro Turismo: R$ 6,09 (+0,37%)
⬇️ Bitcoin: 392.535 (-0,01%)
Por RENATO RIELLA


