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dez 27 2016

RECUPERAÇÃO DO DESCOBERTO DEPENDE DE MAIS CHUVAS

A recuperação do volume útil do reservatório do Descoberto, o maior sistema de abastecimento de água do Distrito Federal, ainda não está ocorrendo de forma satisfatória, segundo a avaliação de técnicos da Caesb.

O ritmo de recuperação dos níveis do Lago do Descoberto é insuficiente e o volume de chuva acumulado no período de setembro a dezembro deste ano ficou abaixo da média histórica para o mesmo período, embora tenha sido ligeiramente superior ao volume registrado em 2015.

No entanto, o volume útil do Descoberto, no ano passado, em dezembro, estava em torno de 50%. Neste mês ainda não atingiu o percentual de 25%.

A Bacia do Alto Descoberto tem registrado, historicamente, um volume de chuvas de 669 milímetros no período que vai de setembro a dezembro. Este ano, o volume de chuva medido na região, de setembro até o dia 26 de dezembro, ficou em 498 milímetros, um pouco acima do volume de 2015, que foi de 450 milímetros.

A preocupação dos técnicos da Caesb aumenta quando se leva em conta que o nível do principal reservatório, no final deste ano, estará com um nível na metade do que se encontrava em dezembro do ano passado.

A notícia boa é que a Caesb reduziu a vazão de captação na Bacia do Descoberto, ou seja, aquela quantidade de água retirada para tratamento e distribuição à população.

Em setembro, a vazão média semanal era da ordem de 5.100 litros por segundo, mas, em dezembro, este volume captado está na ordem de 4.300 litros por segundo, uma redução de 15,7%.

Na avaliação da Caesb, isso está ocorrendo em consequência da diminuição do consumo e da redução de perdas no sistema de distribuição de água da Companhia.

Também melhorou a vazão dos tributários do Lago do Descoberto, ou seja, aquela quantidade de água que os córregos e ribeirões despejam na represa.

A vazão média mensal era de 1.561 litros por segundo, no mês de outubro, e agora, em dezembro, está na ordem de 4.236 litros por segundo, em média.

Os técnicos da Caesb observam que, a partir de 21 de novembro deste ano, o lago mudou o comportamento, passando do processo de esvaziamento para o de enchimento. Mesmo assim, as variações semanais de volume ainda são pouco expressivas, ficando entre 0,79% e 2,0%.

 

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