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mar 30 2013

e se cristovam quiser concorrer?

RENATO RIELLA

Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB) têm um grande trunfo, se quiserem disputar o governo do DF em 2014: ambos foram eleitos senadores em 2010 e contam com mais quatro anos de mandato, até 2018.

Tanto um como o outro, se perderem a eleição em 2014, retomam os seus mandatos e só vão pensar em eleição quatro anos depois. Sinceramente, é uma concorrência desleal que a lei oferece – tão desleal quanto disputar a reeleição sem precisar se afastar do governo.

Para Cristovam ser candidato, é preciso que Reguffe, do mesmo partido, desista de ser governador agora. É uma opção que o PDT precisa tomar. Outra opção é não lançar nenhum dos dois, apoiando um candidato de outro partido. Tudo isso será discutido, mas os prazos estão encurtando. O ideal é que haja definição ainda neste semestre. Caso contrário, os candidatos perdem diversos bondes que estarão passando nas suas portas com ofertas tentadoras.

Cristovam, vale lembrar, foi o mais importante reitor da vida da Universidade de Brasília, na década de 80. Em 1994, foi chamado pelo PT para representar o partido na disputa com o grupo de Joaquim Roriz e venceu a eleição em segundo turno, concorrendo com Valmir Campelo.

Do seu governo, a grande marca foi a Bolsa Escola, depois derivada para bolsa de tudo no governo federal. Não posso esquecer um item do qual participei ativamente, apoiando Cristovam, que foi a criação da faixa de pedestre em Brasília, fato único no Brasil.

Ele foi ministro da Educação de Lula, afastando-se do presidente de forma ruidosa, com desgaste para os dois. Cristovam já disputou a Presidência da República, com a bandeira da educação, mas não empolgou o eleitorado.

Numa eleição de governador em Brasília, o eterno reitor não pode ser considerado carta fora do baralho, pois tem um discurso convincente – porém às vezes exagerado, como na eleição de 1998, quando perdeu um debate para Roriz por assumir um ar pretensioso.

Portanto, eis mais um nome na mesa: Cristovam Buarque.

Acho engraçado que, nesta série sobre candidatos, surgem especulações. Houve gente que me perguntou se Reguffe ou Valmir Campelo haviam telefonado, pedindo para serem focalizados. Na verdade, os possíveis candidatos estão bem escondinhos, na moita, fazendo de conta que não leem o BLOG. Quem liga é gente comum, amigos ou parceiros de trabalho, todos vibrando com as especulações. No Brasil, a política só perde para futebol em matéria de interesse.

Acho interessante de ver que todos os telefonemas refletem insatisfação com o perfil feito de cada pretenso candidato. Isso porque os textos registram valores e deficiências de cada um (e ninguém concorda ao ler as fraquezas). Portanto, que cada um supere as suas falhas, para podermos destacar aqui no BLOG possíveis evoluções. Por enquanto, está todo mundo sob suspeita do eleitorado, que vive insatisfeito com os políticos de maneira geral.

 

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