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out 09 2013

eleição do df será abalada por todo tipo de acidente e incidente

RENATO RIELLA

Faltando um ano para a eleição no DF, só se fala nisso. Mas é uma perda de tempo.

Até 4 de outubro de 2014, haverá candidato morto, tetraplégico, preso, condenado, alucinado, depressivo, derrotado, traído, desistido da vida. Tudo!

Vejam só os que têm problemas com a Justiça. É um caminhão de grandes nomes da política local.

Você acredita que José Roberto Arruda consiga participar da eleição como “ficha limpíssima”?

Arruda tem duas condenações em primeira instância, ambas de cinco anos de cadeia. Uma delas relativa à fraude do Painel do Senado, na qual já recorreu à segunda instância. Se condenado por colegiado nesse caso, estará logo inelegível. A outra é relacionada com compra da Secretaria de Obras e pode dar dor de cabeça.

Além do mais, ao pretender ser candidato a governador pelo PR, Arruda está desafiando denúncia feita pela Procuradoria Geral da República, cabeludíssima, dentro da Operação Caixa de Pandora. Será a desmoralização da Justiça se um homem tão comprometido com um caso internacional de corrupção puder ocupar de novo o Palácio do Buriti.

Onde se lê Arruda, pode ser lido o nome de Paulo Octávio, que tenta ser candidato pelo PP. Está mexendo com casa de marimbondos…

E vamos ao grande nome da política brasiliense. Joaquim Roriz é hoje considerado inelegível, pela Lei da Ficha Limpa. Ele renunciou ao mandato de senador fugindo de processo no Conselho de Ética.

Se registrar sua candidatura a governador e for impugnado pela Justiça Eleitoral, Roriz pode recorrer ao Supremo Tribunal Federal, dizendo que sua renúncia foi anterior à edição da Lei da Ficha Limpa. Tem muita chance de ganhar esse processo, mas é uma luta que talvez não valha a pena.

Sobre Roriz, os jornais estampam hoje que ele e o seu antigo secretário de Comunicação, Weligton Moraes, foram condenados pela Justiça do DF por contratação irregular de agência de publicidade. Haja dor de cabeça!

Agnelo Queiroz, o atual governador, não fica de fora das confusões. Ele foi surpreendido com processo no Supremo Tribunal Federal, atendendo denúncia da PGR, apurando-se desvios na direção da Anvisa. Pode ser surpreendido com decisão desagradável antes da eleição.

Gim Argello, senador poderoso e presidente do PTB-DF, também está às voltas com o STF, sob denúncia de enriquecimento ilícito. Será que haverá julgamento antes da eleição?

Vemos agora que a deputada federal Jaqueline Roriz está para ser julgada também pelo Supremo, por causa da gravação do Durval Barbosa, onde ela aparece recebendo dinheiro vivo.

O ex-deputado Fraga acaba de penar na Justiça diante da denúncia de posse irregular de arma de fogo.

Benedito Domingos, deputado poderoso do PP-DF, está complicadíssimo na Justiça do DF e até pode ser preso, por desvio de recursos nas administrações regionais.

Há o caso do deputado distrital Rôney Nemer. Ele é o principal nome do PMDB para disputar uma cadeira de deputado federal. No entanto, foi condenado em primeira instância na Justiça do DF, por questão ligada à Caixa de Pandora. Se for condenado em segunda instância, deixará o PMDB capenga na eleição de federal.

Há muitos outros casos, menores, como o do complicadíssimo distrital Raad ou o do idem Ailton Gomes.

Devo ter esquecido de muitos outros. Quando lembrar, registro.

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