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out 17 2016

GOVERNO ROLLEMBERG É UMA ILHA SEM PONTES

O Distrito Federal vive momentos difíceis e não há nada que, diretamente, o governador Rodrigo Rollemberg possa fazer – a não ser rezar.

É o caso da falta d’água. Só resta esperar que chova muito para encher as barragens.

Também é o caso do Fundo Constitucional do DF, que costuma repassar a Brasília cerca de R$ 13 bilhões para manter as áreas de Saúde, Segurança e Educação.

Este Fundo está vinculado ao desempenho do Governo Federal e só terá mais dinheiro quando a arrecadação de impostos da União aumentar. Resta rezar para a situação econômica do Brasil melhorar.

O mesmo se pode dizer da arrecadação do DF, que vem caindo. Vai melhorar quando o Brasil melhorar. Mas poderia ser bem maior se o governo Rollemberg tivesse adotado medidas para incentivar as atividades empresariais.

No entanto, o que se vê é um distanciamento do GDF em relação às atividades produtivas. Até hoje, por exemplo, há graves dificuldades para os empresários obterem alvará, habite-se e outras documentações produzidas pelo mundo burocrático.

Muita atividade produtora está indo embora de Brasília por falta de apoio governamental em questões básicas. A chamada Ilha da Fantasia vai se transformando num lugar de futuro incerto.

 

UM GOVERNADOR QUE REPUDIOU TODO MUNDO

O governador Rollemberg vive politicamente isolado. Na verdade, desde que venceu o primeiro turno da eleição, em 2014, foi mal orientado e rompeu com todo mundo.

Quando assumiu, ainda mal orientado, tratou todas as forças políticas e empresariais de Brasília com total desconfiança. E continua assim, sem buscar parcerias nem apoios declarados.

Até o PSD, do seu vice-governador Renato Santana, está distante. As outras forças políticas, entre as quais PMDB, PSDB, PT e PDT, por exemplo, querem passar longe do Palácio do Buriti.

Teremos mais dois anos cheios de governo, sem contar este restinho de 2016, com crises sucessivas. As dificuldades poderiam ser minimizadas se o governo Rollemberg abandonasse a postura de 2014 e reconhecesse que há ambientes aproveitáveis na política e no empresariado de Brasília. Nem todo mundo é bandido!

O governo queimou todas as pontes, mas ainda há tempo de construir novas. Contudo, com a atual equipe será difícil: são todos desconhecidos na cidade.

Se saírem nus na rua nem serão fotografados, pois a gente nem sabe quem são.

Forasteiros e anônimos não compõem governo. No entanto, permanecemos assim: sem interlocutores. Ilha dentro de ilha…

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