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mar 16 2015

DF BUSCA SOLUÇÃO PARA GARANTIR ÁGUA NO FUTURO

Todos sabemos que o governador Rodrigo Rollemberg terá quatro anos difíceis pela frente, mas ele entrará na história se assegurar abastecimento de água para o Distrito Federal nas próximas décadas, talvez até o fim do século.

Por enquanto, sabemos que a Caesb planeja iniciar, a partir de 2018, o uso do Lago Paranoá para abastecimento dos moradores. O órgão garante que essa nova função não reduzirá o volume hídrico da barragem nem comprometerá a qualidade da água.

Pelos próximos 40 anos, serão atendidas cerca de 600 mil pessoas no Paranoá, no Lago Oeste, no Tororó, nos condomínios Jardim ABC, Jardim Botânico e Alphaville; e em Sobradinho.

“Não há perigo de qualquer queda no nível da água, uma vez que a quantidade a ser retirada — 2,8 metros cúbicos por segundo, equivalente a quase três mil litros — é admissível, se levarmos em conta a capacidade do Lago Paranoá”, afirma o assessor da Caesb Antonio Harada. Ele lembra que o Lago é formado pelos Córregos Bananal e Riacho Fundo e os Ribeirões do Torto e do Gama.

“O objetivo é suprir a demanda gerada com a regularização das novas áreas de habitação nessa face leste do DF”, explica Harada, que estima investimento de R$ 480 milhões nas obras de adequação previstas para o próximo semestre. Uma estação de tratamento será construída para cuidar da limpeza dessa água, pois já existem o licenciamento ambiental e o projeto executivo.

A Caesb pretende implantar o sistema Corumbá e o subsistema Bananal, além do Paranoá. Esses novos serão responsáveis pela produção de quase 7 metros cúbicos por segundo.

Atualmente, o DF possui dois grandes produtores de água, o Descoberto e o Santa Maria/Torto, responsáveis por 85% da produção do DF. Os outros 15 % ficam sob a responsabilidade de pequenos sistemas, como a utilização de poços profundos.

A Agência Reguladora de Águas (Adasa) assegura que vai acompanhar periodicamente o nível da água no lago. Atualmente, a instituição faz esse monitoramento e divulga no site (http://www.adasa.df.gov.br/) os índices para cada mês e as variações máximas e mínimas.

O presidente da Adasa, engenheiro Vinícius Benevides, explica que, com Corumbá IV, reserva hídrica situada em Goiás, a ser interligada com o DF, Brasília não deve ter problemas para o abastecimento de água no futuro.

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